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Sexta-Feira, 14 de Fevereiro de 2020, 17h:52 | Atualizado:

AMM fará defesa do Fethab no STF

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A Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, protocolou nesta sexta-feira (14) uma Ação Ammicus Curiae, no Supremo Tribunal Federal (STF), para contrapor a ação direta de inconstitucionalidade da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que pediu a suspensão da Lei do Fethab (Fundo de Transporte e Habitação), em razão de que o governo estadual não vem aplicando os recursos do fundo no objeto que foi proposto, que é a recuperação e  manutenção da malha viária no estado.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga explicou que além da ação impetrada, ele está solicitando junto com o Senador Wellington Fagundes, uma audiência com o Ministro do STF, Gilmar Mendes, que é o relator da ação  do setor produtivo, para reforçar os argumentos apresentados pela AMM. “O objetivo é que os municípios não sejam atingidos financeiramente, caso a decisão seja favorável ao Agronegócio, que pleiteia a extinção do fundo”, disse.

Conforme Neurilan, suspender o Fethab, (seja do diesel ou do agro, causaria um enorme prejuízo ao estado e a todos os municípios de Mato Grosso. Ele argumentou que “se os produtores estão transportando a sua produção agrícola, é porque os prefeitos estão recuperando e mantendo as estradas não pavimentadas,  além das pontes e bueiros em todas as regiões do estado”, assinalou.

Fraga ressaltou ainda que do Fethab proveniente do consumo de óleo diesel que acontece dentro de Mato Grosso, R$ 0,21 centavos por litro, são destinado a esse fundo. Deste valor arrecadado 17,5% são deduzidos para a vinculação de Receita Corrente Líquida. O que sobra é dividido entre estado e município, sendo  50% para cada parte.

Com este recurso que as prefeituras recebem, elas fazem a recuperação de estradas não pavimentadas municipais e estaduais, pontes e bueiros, inclusive aquelas pontes acima de 12 metros, que na verdade é de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado (Sinfra). “Isto significa que são 141 frentes de trabalho em todas as regiões, trabalhando e  recuperando os mais de 150 mil quilômetros de estradas não pavimentadas.

“Evidentemente isso representa um grande benefício para o governo estadual, gerando economia e eficiência, além de beneficiar diretamente o setor do agronegócio, que por  mais paradoxo que pareça, foi quem propôs a ação para a acabar com o fundo”, observou.

Fraga reforça ainda o argumento de que “Se não fosse as prefeituras, o governo teria de arcar com custos de maquinários e pessoal e outros encargos para manter a malha viária. “E os produtores estariam com sua produção totalmente comprometida, tendo em vista o enorme prejuízo que teriam em função do péssimo estado de conservação da malha viária” disse ele.

Ainda como forma de esclarecimento, Neurilan explica que o Fethab oriundo da contribuição do Agronegócio (soja, milho  algodão, boi e madeira), 100% fica com o governo para manter as estradas estaduais e que os  municípios não recebem nenhum valor deste total arrecadado exclusivamente para o caixa do governo estadual.

Em janeiro deste ano, o valor do Fethab repassado pelo Governo estadual aos municípios foi de R$ 12.502.941,08 milhões. Recursos estes provenientes do consumo de óleo diesel comercializado.  

 

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Comentários (1)

  • Jeronimo David Dias de campos neto | Sexta-Feira, 14 de Fevereiro de 2020, 19h48
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    Antes do fetab os prefeitos arruma e mantida as estrada o por que justificativa o fetab Além disto agora as prefeituras não pode fazer a estra de acesso a propriedade pois o MPE entra com ação contra os prefeitos então este recurso na verdade melhor se fosse gerido por uma associação ou cooperativa de produtor do que pelas nossas prefeitura que perdeu a função

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