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Política

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Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2014, 18h:23 | Atualizado:

DADOS CONTESTADOS

Após ação de Lúdio, TRE suspende pesquisa da KGM

Instituto cometeu falhas ao informar plano de coleta de entrevistas


Da Editoria

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A Justiça Eleitoral determinou na tarde de hoje a suspensão da divulgação da pesquisa realizada na cidade de Primavera do Leste pelo instituto KGM Assessoria Institucional. Foram duas representações solicitando a impugnação da amostra por parte do candidato ao Governo de Mato Grosso pela coligação "Amor a Nossa Gente", Lúdio Cabral (PT).

As liminares foram deferidas pelos juízes eleitorais Alberto Pampado Neto e Paulo Cézar Alves Sodré. Os advogados de Lúdio Cabral solicitaram a suspensão da amostra com 400 pessoas que seria divulgada no dia 16 deste mês e contratada pelo jornal Correio da Cidade pelo preço de R$ 11,5 mil.

Na petição, os juristas do candidato do PT argumentaram que houve uma falha no pedido de registro feito pela KGM junto ao Tribunal Regional Eleitoral. "Da análise da documentação, verifica-se que a pesquisa contestada deixa de contemplar um dos requisitos minuciosamente pontuados pela Resolução TSE especificamente quanto à ponderação relativa a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado", diz a decisão liminar.

Segundo o juiz Paulo Sodré, falhas grosseiras foram identificadas e poderiam comprometer a coleta dos dados pelos pesquisadores na cidade. "Por sua vez, a pesquisa objeto da impugnação, no tocante ao requisito ponderação, apresenta apenas uma referência denominada autoponderação e nem mesmo foram indicadas as quotas amostrais, demonstrando-se informações demasiadamente vagas e, portanto, inócuas, ao suprimir tais detalhes exigidos pela lei e comumente indicados nas pesquisas realizadas por outros institutos", acrescentou.

Ainda na opinião dos magistrados, a pesquisa poderia não revelar a tendência eleitoral exata em Primavera caso fosse feita sem as exigências da Lei Eleitoral. "A metodologia de pesquisa informada pela KGM foi do tipo survey , a qual aplica-se por questionários elaborados com conhecimento e rigor metodológico, planejamento amostral em consonância com os princípios da aleatoriedade, rígidos procedimentos internos de controle da coleta ao processamento dos dados, dentre outras etapas necessárias à execução de pesquisas com resultados confiáveis, e que se enquadrem dentro da margem de erro e o nível de confiança definidos pelo desenho amostral.  Indubitavelmente, sem indicação exata das informações concernentes ao plano amostral e ponderação, não há como se aferir em uma pesquisa, a preservação da representatividade das proporções do eleitorado quanto ao sexo, idade, grau de instrução, ramo de atividade e posição na ocupação, até porque não se escolhe o pesquisado", detalhou.

FRAUDES

Coordenador jurídico da coligação Amor a Nossa Gente, o advogado José Patrocínio afirma que a fraude na realização de pesquisa já está se tornando frequente nessa campanha. “Não está havendo zelo por parte de alguns institutos de pesquisa na tentativa de induzir os eleitores para beneficiar um determinado candidato”.

O advogado Lucien Pavoni também chama atenção para a frequencia nas irregularidades. “As pesquisas eleitorais criam um fato político que pode influenciar os eleitores positiva ou negativamente. O que impõe grande responsabilidade sobre os institutos de pesquisa que devem se ater às regras eleitorais, sob pena de ser questionado o resultado apontado”.  A coligação Amor a Nossa Gente já suspendeu pesquisa do instituto Vox Populi, além de determinar busca e apreensão no comitê do candidato a governador Pedro Taques (PDT), que, distribuiu panfletos ao mesmo tempo em que um jornal de Cuiabá divulgava o resultado.

Também foi suspenso um debate que seria fornecido pela TV Pantanal (Rede TV! - canal 22). Com as decisões liminares, os representados ficam proibidos de continuar a divulgação, sob pena de pagar multa e responder pelo crime de desobediência. A pesquisa foi registrada no TRE sob o número MT-00054/2014.

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Comentários (4)

  • QUENIA | Terça-Feira, 19 de Agosto de 2014, 09h59
    0
    0

    É UMA VERGONHA A JUSTIÇA PERMITIR PESQUISA DE INSTITUTO LIGADO A SECRETARIO DO MAURO MENDES QUE APOIA PEDRO TAQUES, UMA VERGONHA KLEBER LIMA SEJA HONESTO COM SEUS LEITORES. GRATA

  • Felipe | Sexta-Feira, 15 de Agosto de 2014, 08h12
    3
    0

    Klebinho, tanto o hipernoticias quanto a KGM pertencem ao tal secretário!

  • Felipe | Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2014, 19h40
    10
    0

    Dava pra esperar outra coisa do kleber lima?

  • klebinho | Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2014, 18h55
    10
    1

    o hipernotícias também fez pesquisa com o mesmo instituto KGM... muito suspeito porque é público e notório que o site é de propriedade do atual secretário de Mauro Mendes

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