22 de Outubro de 2019,

Política

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Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 16h:45 | Atualizado:

EXCLUSIVO

Confira os 12 alvos da operação que combate crimes ambientais em MT

Operação Polygonum foi deflagrada na manhã desta segunda


Da Redação

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FOLHAMAX obteve, em 1ª mão, os nomes dos 12 alvos da 6ª fase da Operação Polygonum, deflagrada nesta segunda-feira (16) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual. Os alvos são servidores públicos, engenheiros florestais e fazendeiros.

Os alvos da operação são: Heverton Neves Rodrigues de Moraes, Ronkky Chael Braga da Silva, Augusto Carvalho Schneider, André Luiz Ferreira de Souza, Pedro Dalla Nora, Alessandro Pontes Gomes, Carlos Vitor Timo Timo Ribeiro Junior, Juelson do Espírito Santo Brandão, Roberto Correa de Arruda, Roberto Passos de Oliveira, Maurilio Evanildo Vilas Boas e César Farias.

Ainda não foi confirmado pela Polícia Civil se todos os alvos já foram detidos. Além das 12 prisões, foram decretados 13 mandados de busca e apreensão.

A sexta fase da operação, com foco na tipologia de áreas, é resultado das investigações realizadas pela  Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e o Ministério Publico Estadual, com apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Os mandados foram expedidos pela Juíza da Vara Especializada do Crime Organizado, Ana Cristina Silva Mendes.

A investigação refere-se a fraudes praticadas por servidores públicos, proprietários rurais e engenheiros florestais, no âmbito da Gestão Florestal, visando a supressão da vegetação nativa, diminuindo a área destinada à Reserva Legal, ao classificar a tipologia da propriedade de área de floresta em área de cerrado, em desconformidade com a lei.

Relatórios de Tipologia elaborados por Engenheiros Florestais, contendo informações falsas acerca do tipo de vegetação existente no imóvel, eram encaminhados à Sema, cujo órgão era responsável por vistoriar a área e confrontar as informações apresentadas no laudo.

Ocorre que alguns servidores responsáveis pela vistoria iam a propriedades rurais e validavam as informações falsas, reenquadrando a classificação da fitofisionomia vegetal da propriedade, aumentando a área passível de desmate com diminuição do coeficiente de reserva legal.

As investigações indicam que proprietários de imóveis rurais, através de engenheiro florestal, estariam fraudando o sistema ambiental com relatórios ambientais inidôneos. O imóvel localizado em bioma amazônico, por exemplo, pode ser desmatado em apenas 20%. Contudo, se a tipologia florestal for de Cerrado, o proprietário tem direito a desmatar 65%.

Com um relatório falso aprovado pela Sema é possível desmatar mais do que o triplo permitido pelo Código Florestal. Assim, uma fazenda de 10.000 hectares, localizada no bioma amazônico, poderá desmatar 4.500 hectares a mais com o relatório fraudado.

Essas informações ficam registradas no sistema e, com o uso de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, podem ser auditadas em qualquer momento, mesmo após os desmatamentos.

Peritos do Ministério Público, auxiliados por um pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e fiscais do Ibama, vistoriaram 22 propriedades, com indícios de crime em 18. Na operação desta segunda-feira, são 10 propriedades investigadas, onde foram constatadas as fraudes.

VEJA OS ALVOS DE PRISÃO PREVENTIVA 

Heverton Neves Rodrigues Moraes – Empresário, sócio da RSM Projetos e Serviços Ambientais Ltda – Em 2015 foi Assessor Técnico III, Nível DGA-6, da Secretaria de Meio Ambiente

Ronkky Chael Braga da Silva - Engenheiro Florestal – Coordenador II da Sema-MT

Augusto Carvalho Schneider – Engenheiro florestal

André Luiz Ferreira de Souza - Proprietário da Mata Verde Projetos e Serviços

Pedro Dalla Nora – Produtor rural em Paranatinga 

Alessandro Pontes Gomes – ex-superintende de Regularização e Monitoramento Ambiental da Sema-MT

Carlos Vitor Timo Ribeiro Junior – Engenheiro Florestal – Analista de Meio Ambiente

Juelson do Espírito Santo Brandão - Engenheiro Floresta

Roberto Correa de Arruda – Engenheiro florestal – Sema-MT

Roberto Passos de Oliveira – Engenheiro Florestal – Sema-MT

Maurílio Evanildo Vilas Boas – Engenheiro florestal

César Farias – Chegou a ser preso em Sinop na operação “Terra a Vista”, em março de 2019

 

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Comentários (8)

  • railander | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 11h29
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    Esse Ronkky Chael Braga da Silva - Engenheiro Florestal – Coordenador II da Sema-MT está milionário, tem que conferir patrimônio dele. Há denuncia que tem parlamentares dando suporte a tudo isso.

  • Ana | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 09h42
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    Só malas, tem até sujeitinho que parece santo nessa lista de mafiosos ambientais, são falsos moralistas, pilantras que tinham que pegar longos anos de cadeia e o meio ambiente agradeceria muito. Agora estão carimbados pra sempre como corruptos, bem feito.

  • Mario Lopes | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 09h08
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    1

    Como será encarar seus filhos, pais, amigos, igreja depois dessa???? E os vizinhos?? Se contenham gafanhotos!!!!!!!

  • mauro santana | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 08h42
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    Os funcionários efetivos deverão ser exonerados e responderem pelo crime cometidos. estão ricos com carros guardados na garagem, dinheiro na conta de laranjas etc.

  • Fabio | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 07h44
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    Peritos do ministério Publico auxiliados por "um"? pesquisador da UFMT, tendencioso e tecnicamente falho!

  • Servidor SEMA | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 21h29
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    Tem gente que veio das cinzas, sem herança, sem mega sena e derrepente ficou rico na SEMA, kkkkkkk não dá!

  • RENATTUS | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 17h27
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    O TREM É FÁCIL NESSA SEMA PORQUE NÃO É POSSÍVEL TODO DIA PRENDE GENTE NESSA ENTIDADE E OS CARA CONTINUAM APRONTANDO ..

  • José | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 17h26
    17
    1

    Faltou os políticos que estão envolvidos cadê eles

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