21 de Julho de 2019,

Política

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Sábado, 15 de Junho de 2019, 09h:47 | Atualizado:

RESPOSTA

Conselheiro rebate e lembra que deputado arrumou cargo para o pai no TCE

Antônio Joaquim de Moraes evitou comentar PEC que autorizaria conselheiros afastados em votar para Mesa do órgão


Da Redação

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O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antônio Joaquim, fez duras críticas à nota publicada pelo deputado estadual Ulysses Moraes (PSL). Ele chamou o parlamentar de “desonesto juridicamente” e questionou até mesmo a formação acadêmica do membro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), que é advogado.

“Eu acho que o deputado foi desonesto juridicamente. Me disseram que ele é advogado. Então ele passou na faculdade sem estudar?”, disparou Antônio Joaquim em conversa por telefone com o FOLHAMAX na tarde desta sexta-feira (14).

As palavras de Antônio Joaquim são direcionadas à nota publicada pelo deputado estadual, também nesta sexta-feira, onde o parlamentar critica o projeto de emenda à constituição estadual, que tramita na AL-MT e que permite que os conselheiros afastados do TCE-MT concorram a presidência e vice-presidência do órgão. Ulysses Moraes qualificou a iniciativa como um “escárnio”.

Por telefone, Antônio Joaquim preferiu não comentar o projeto de emenda constitucional, e sublinhou que trata-se de uma opinião pessoal em relação à Ulysses Moraes. O conselheiro afastado, no entanto, não poupou nem mesmo o pai do parlamentar – o advogado Naime Márcio Martins Moraes, nomeado no fim do mês de maio como assessor no TCE-MT para atuar no gabinete do conselheiro substituto João Batista de Camargo.

“Não quero emitir nenhuma opinião sobre a emenda à constituição e falo no meu nome. Mas acho que o deputado estadual não precisa me colocar no mesmo pacote do emprego que ele arrumou para o pai no Tribunal de Contas”, censurou Antônio Joaquim.

O conselheiro afastado do TCE-MT reafirmou que a Justiça não possui “um fiapo” de provas contra ele em relação ao processo que determinou seu afastamento do órgão, em setembro de 2017. Ele avalia que é vítima de uma “injustiça inominável” e que está sofrendo as consequências das informações prestadas nos depoimentos de colaboração premiada de um “bandido confesso” – numa alusão ao ex-governador Silval Barbosa. “Eu sou vítima de uma injustiça inominável. Estou afastado há um ano e sete meses sem um fiapo de provas, baseada apenas na palavra de um bandido confesso”, lamentou o conselheiro afastado.

Antônio Joaquim foi apontado por Silval Barbosa como um dos cinco conselheiros do TCE-MT que teriam recebido uma propina que totalizava R$ 53 milhões. O dinheiro foi pago aos membros do órgão como condição para apoiar o ex-chefe do Executivo em projetos de interesse de Barbosa.

O conselheiro afastado do TCE-MT, de acordo com Silval, também estaria envolvido num esquema de lavagem de dinheiro na compra de uma propriedade rural que posteriormente seria revendida ao ex-governador, no valor de R$ 9,5 milhões.

 

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Comentários (10)

  • Cuiabano | Domingo, 16 de Junho de 2019, 09h08
    1
    0

    ESTE GUTO DEVE SER UM DOS QUE SE BENEFICIA DAS MORDOMIAS DO TCE, O POVO NÃO AGUENTA MAIS BANCAR ESTES MARAJÁS DO TCE. O ELEITOR TEM TOTAL RAZÃO O TCE SÓ SERVE PARA EMPREGAR MULHER DE DEPUTADO, PAI DE DEPUTADO, E EX-DEPUTADO. PORTANTO, ESTA NA HORA DE ACABAR COM ESSES TCE E FORTALECER O TCU.

  • Zé Coxipó | Sábado, 15 de Junho de 2019, 22h56
    3
    0

    Afinal, qual a função desse custoso apêndice na administração pública. Nenhuma a não ser servir de cabide de emprego para políticos fracassados e seus "pimpolhos" desviados na vida. Custa uma fortuna para os cofres públicos e não desempenha "porra" nenhuma que beneficie o cidadão pagador de impostos. É um tribunal que não julga.

  • Guto | Sábado, 15 de Junho de 2019, 16h56
    2
    3

    Eleitor, Bolsonaro é um analfabeto funcional e entreguista e vassalo do Trump. Uma pessoa que concorda com isso não é brasileira. Vá embora com ele daqui.

  • Eleitor | Sábado, 15 de Junho de 2019, 13h24
    11
    1

    NA VERDADE NINGUEM TEM RAZÃO NESTA DISCUSSÃO PORQUE ESTE TRIBUNAL DE CONTAS SÓ SERVE PARA CABIDE DE EMPREGO DE EX DEPUTADO, DE MULHER DE DEPUTADO, DE PAI DE DEPUTADO E QUEM PAGA A CONTA DESTE CASTELO CHAMADO TCE É O POVO...ESTA NA HORA DO BOLSONARO MANDAR UM PROJETO PARA O CONGRESSO E ACABAR COM ESSES TCES QUE SERVEM APENAS PARA BANCAR COM DINHEIRO PUBLICO AS MORDOMIAS DESTES MARAJÁS.. CHEGA DE TCE O POVO TEM QUE IR AS RUAS E PEDIR O FIM DESTES TCES E MANTER APENAS O TCU.

  • Daniel | Sábado, 15 de Junho de 2019, 13h12
    11
    1

    Esse deputado é só mais um do mesmo. Arrumando a vida da família e o povo pagando. Demagogo, e muito cheio de marra, pois gostava de mostrar os problemas da política e agora está fazendo o mesmo. Mostra pra que veio, pois será deputado de um mandato só.

  • Auditor | Sábado, 15 de Junho de 2019, 12h34
    8
    1

    NAIME ? SANGUESSUGA , CARRAPATO DO PODER ... ULISSES : FALSO MORALISTA quem viver verá ... Bando de canalhas!!!

  • João José | Sábado, 15 de Junho de 2019, 10h52
    7
    1

    Esse deputado é um tchutchuca.... Sei não... Dê padre a alguém e veja quem é....

  • Eduardo | Sábado, 15 de Junho de 2019, 10h33
    13
    5

    Discordo da resposta do sr.Conselheiro-afastado judicialmente do TCE-MT António Joaquim, pois não tem realmente sentido esse Projeto em andamento na Assembelia Legislativa de MT, de permitir que alguem que esta afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal poder participar ou ser eleito da comandar um orgão da qual o mesmo não esta fazendo parte, e sim respondendo a um processo por denuncias de crimes cometidos no exercicio do cargo. Antes os srs.Conselheiro-Afastado devem ser absolvido pelo STJ ou STF ,reassumirem as suas funções, para depois poder exercer o direito de votar e ser votado para a Mesa Diretora do TCE-Mt, caso contrario realmente isso é um ESCÁRNIO, e uma vergonha.Embora esse Deputado Ulises não tenha muita moral para argumentar nada com relação ao TCE já que conseguiu acomodar o seu pai Dr.Naime num otimo cargo em comissão nesse orgão.

  • Ricardo Augusto | Sábado, 15 de Junho de 2019, 10h06
    3
    17

    O Dr. Anime é um advogado bem conceituado e competente, professor universitário e que quando ocupou funções publicas sempre as desempenhou com honestidade, seriedade e competência, ao passo que esses "mui dignos" conselheiros afastados do TCE/MT...

  • Hamilton | Sábado, 15 de Junho de 2019, 09h55
    16
    2

    Mas o nobre deputado não é operador do direito? Oras, suspeito e investigado é igual a condenado em última instância?! Vai estudar rapaz!!

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