19 de Agosto de 2019,

Política

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Domingo, 21 de Julho de 2019, 08h:50 | Atualizado:

MOVIMENTO NACIONAL

Criminosos com poder querem desmoralizar o MP e Justiça, diz promotor

As declarações são respostas aos militares réus na grampolândia que acusam membros do MP por crimes


Da Redação

Vinicius Gahyva

 

Em defesa do Ministério Público Estadual (MPE), que de órgão acusador se viu acuado tendo que se defender de uma série de acusações contra alguns de seus membros por crimes de escutas telefônicas não autorizadas e até falsificação de documentos, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins afirma tratar-se de uma tentativa de desqualificar e desmoralizar a instituição. Ele afirma que as acusações dos coronéis da Polícia Militar Evandro Ferraz Lesco e Zaqueu Barbosa e do cabo Gerson Corrêa Júnior, réus numa ação penal derivada da “grampolândia pantaneira” não possuem credibilidade. 

O membro do MP argumenta tratar-se de uma postura já adotada por outros réus e investigados em várias parte do Brasil. “Esse é um movimento nacional. Na Operação Lava Jato nós vamos ter uma tentativa de descredenciamento da instituição Ministério Público constante. Da atuação daqueles que têm por obrigação constitucional investigar, atuar e apurar responsabilidades tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário das pessoas que incidem em condutas que efetivamente venham a denegrir a própria imagem da sociedade brasileira”, diz Gahyva. 

Observa que o MP e o Judiciário há anos têm prestado um bom serviço em defesa dos cidadãos e da Constituição Federal, mas que pessoas influentes que antes se achavam “acima da lei” agora que estão sendo investigadas e processadas, reagem para tentar desconstituir a atuação do órgão fiscalizador. 

“Agora estão tentando, em âmbito nacional, é bom que se diga, desconstituir a atuação do Ministério Público que vem trazendo às raias da Justiça a análise de mérito de matérias com relação àqueles crimes praticados por pessoas que jamais, até então, foram atingidas pela atuação da Justiça Brasileira. Evidentemente que as pessoas detentoras poder político, do poder econômico e social têm todo interesse em desconstituir a atuação do Ministério Público, em descredenciar a atuação do Poder Judiciário”, argumenta. 

Para Gahyva, os membros dessas instituições e da sociedade como um todo precisam estar unidos e informados. Pontua que a imprensa tem o grande papel de esclarecer a população “que estão sendo atacadas pessoas que se dedicaram justamente a tirar debaixo do tapete aquelas situações concretas”. 

Durante audiências realizadas nos dias 16 e 17 deste mês, os militares Gerson, Lesco e Zaqueu foram reinterrogados sobre o esquema de escutas clandestinas na modalidade “barriga de aluguel” operado entre 2014 e 2015 na campanha eleitoral e na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Eles confirmaram que foram os operadores da central clandestina monitorando pelo menos 120 pessoas entre políticos de grupos adversários do tucano, jornalistas, médicos e policiais. 

Mas também afirmaram que a prática de “barriga de aluguel” era comum dentro do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) que teria utilizado da prática ilegal em diversas operações desde 2010. Gerson Corrêa denunciou promotores e procuradores do Ministério Público por gasto de dinheiro público de uma verba secreta destinada a custear operações para custear despesas pessoais e apontou até falsificação de prestações de contas desses recursos. 

Vinicius Gahyva defende que haja investigação, mas ressalta que a instituição precisa ser preservada. “Não tenho evidentemente nenhum interesse em defender qualquer um dos meus colegas, mas tenho como cidadão, como homem de bem o dever de defender a instituição em relação à qual tenho muito orgulho de pertencer”, sustenta o promotor. 

Ele foi questionado se é justificável que alguns membros do MPE usem de subterfúgios para conseguir provas em investigações a exemplo da chamada “barriga de aluguel” que consiste em inserir números de telefones de pessoas para serem interceptados por ordens judiciais de outras investigações a fim de produzir provas contra pessoas e autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função sem autorização da instância judicial competente. 

Ele ponderou que é preciso investigar e não simplesmente tomar como “verdade absoluta” as acusações de réus que está mais preocupados em obter benefícios pessoais nos processos. 

“Isso é uma colocação que está sendo feita e acho que merece ser investigada. E deve ser apurado isso às claras e com participação eventualmente de todos os órgãos interessados, como por exemplo, a Ordem dos Advogados do Brasil, a sociedade acompanhar essa situação, que haja transparência nas investigações”, pontuou Gahyva. 

Por fim, ele pontua que é preciso antes de tudo, respeitar a Constituição da república que delimita o âmbito de competência de qualquer autoridade do Brasil inteiro. “Não podemos retirar a competência investigativa pra produção de provas de uma determinada autoridade e encaminhá-la para outro âmbito como me parece que é o caso que está acontecendo”, completa o membro do MPE em referência ao fato de os réus num processo militar levarem aos autos acusações contra terceiros e autoridades com prerrogativa de foro quando o correto é buscar as instâncias competentes.

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Comentários (23)

  • Marcílio Martins | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 09h34
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    As acusações dos coronéis da Polícia Militar Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa e do cabo Gerson Corrêa Júnior, possuem total credibilidade. QUEM NÃO TEM CREDIBILIDADE É O MINISTÉRIO PÚBLICO QUE FOI FLAGRADO USANDO VERBA SECRETA EM DESPESAS PESSOAIS, INCLUINDO TELEFONES EM ESCUTAS ILEGAIS, O ESCANDALO DOS PRECATÓRIOS, A VERBA INDENIZATÓRIA SEM PRESTAÇÃO DE CONTAS, OS SALÁRIOS ABUSIVOS DE R$ 100 MIL REAIS, A SUBMISSÃO AO MORO, ETC ETC

  • Paquetá | Domingo, 21 de Julho de 2019, 20h27
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    O promotor está corretíssimo: bandidos com poder querem desmoralizar o MP/MT! Quem são esses bandidos? Os ditos cujos promotores! Eles mesmo se desmoralizam! E ainda tem a desfaçatez de se acusarem! São idiotas mesmo!

  • paulo roberto | Domingo, 21 de Julho de 2019, 14h55
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    Desmoralizar mais que está desmoralizado!! Boa piada.......kkkkkkkkkkkkkkkk

  • Sergii | Domingo, 21 de Julho de 2019, 13h56
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    Hum hummmmm Então tá bommmmm

  • Antônio | Domingo, 21 de Julho de 2019, 13h49
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    Justamente...ainda mais aqueles que têm a mesma função do mané paletó...

  • Fábio | Domingo, 21 de Julho de 2019, 13h31
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    No MP só tem inocentes....sem desvio de conduta. Só gente da melhor qualidade. Só a nata da sociedade. Para com conversa fiada, isso é bíblico, onde houver ser humano à falhas.

  • CUIABANO MT | Domingo, 21 de Julho de 2019, 13h17
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    O MP e a Justiça não precisa de muita coisa para ficarem desmoralizado, se essas instituições fossem pautadas em princípios éticos e morais, não existiria tantos corporativismo dentro dessas instituições e não estariam preocupados somente em trabalharem em causas próprias e teriam acabado com a vergonha de continuarem recebendo tantas bolsas (alimentação, moradia, combustível, etc...) para aumentarem seus próprios salários, até quem tem um minimo de neurônios sabe bem como funciona essas instituições no Brasil... agora quem não tem nem um mínimo de neurônio... acredita em muita coisa...

  • José Afonso Rr | Domingo, 21 de Julho de 2019, 12h42
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    Sr° Promotor??? Não é só o Senhores VÍTIMA não ... Nós PRAÇAS fomos 10 a 15 Vítimas desse Coronel ... AQUI no GEFRON anos 2004 a 2008 ( montaram, fizeram, planejaram Flagrante ) trouxeram todos presos em 1 Micro ônibus.. fizeram Flagrante na corregedoria geral da PM. " Isso hoje tem muitos pais de família desempregado. ( Será que eles realmente devem ou eram criminosos????

  • Oséias Batista Rocha | Domingo, 21 de Julho de 2019, 12h31
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    MPMT, não tem credibilidade nenhuma

  • Dom Quixote de La Mancha | Domingo, 21 de Julho de 2019, 12h10
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    Menos doutor! Na verdade a vaidade e ganância tomaram conta de alguns membros de tão importante instituição. Esperamos que esses maus exemplos nunca mais se repitam.

  • Alana | Domingo, 21 de Julho de 2019, 11h36
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    Cala a boca Vinicius. Assim como nos demais Poderes, o MP tbem tem bandido.

  • Paula Goetz | Domingo, 21 de Julho de 2019, 11h29
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    Metidos a "intocáveis" são os "mais tocaveis". Vergonha. Decepção.. Neymares do MP...

  • Matogrossense envergonhado | Domingo, 21 de Julho de 2019, 11h02
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    Dr. Promotor, falar por si só, não resgatará o respeito e a moral . O ônus da prova recai sob o parquet.

  • Felipe | Domingo, 21 de Julho de 2019, 10h55
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    Como acusadores, prova oral serve como importante fundamento para pedirem prisão preventiva. Agora quando é contra membros da instituição não serve?

  • Cidadão | Domingo, 21 de Julho de 2019, 10h53
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    Alguns promotores de justiça se acham deuses, outros têm certeza de que são...

  • José | Domingo, 21 de Julho de 2019, 10h17
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    Senhor promotor o escândalo dos precatórios não foi os militares que denunciaram eai como fica o caso é que o MP perdeu a moral faz muitos anos e a assembleia legislativa. Se acovardou porque ficou o sujo falando do mal lavado

  • Guto | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h49
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    Esse aí não é o que bateu na ex mulher? Só envolvido em confusão? KKK

  • Sasa | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h47
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    Criminoso é quem comete crime e pelo que foi constatado membros do MPE assim o cometeram. Como ninguém está acima da lei como o Sr acima diz, punição exemplar aos que a lei infringem, não importando quem seja. Corte na carne e pare de chororô. Vocês abusaram. Respondam os envolvidos. A população não aceita de um órgão que deveria ser exemplo, os abusos por ele cometidos. Apuração e punição já dada a gravidade do ilícito.

  • LUIS | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h29
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    Se fosse só o caso do denunciado pelos PMs, até que daria um voto de confiança na reclamação do promotor. Mas tem as cartas de crédito, dentre outras. Então, parem de se vitimizar.

  • bernardes | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h21
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    Negativo sr. Promotor. O senhor está mentindo de novo. As declarações tem credibilidades sim. O sr deveria era assumir que seus pares se meteram numa lambança nojenta e abrir um processo pra investiga-los. Isso sim, seria honroso. Ou vcs são deuses? Ai ta cheio de bandidos qnto em outros órgãos. A população está esperando viu? Ou o CNMP vai entrar em cenas e investigar todos vcs.

  • Lorisvaldo | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h19
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    Eu não vejo essa credibilidade toda que vossa Exelencia tá dizendo não, muito menos no judiciário, o Senhor devia estar clamando por investigação e deichar a defesa com os advogados.

  • Povo de Mato Grosso. | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h16
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    Çei ..

  • Antonio | Domingo, 21 de Julho de 2019, 09h11
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    Com tudo o que foi dito o que o ministério público vem desqualificando um instituição que são os militares eu tenho apenas um questionamento essa instituição também tem credibilidade para acusar alguém.

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