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Política

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Quinta-Feira, 29 de Maio de 2014, 19h:21 | Atualizado:

CONEXÃO PANAMÁ

Delator entrega contas de políticos e empresários de MT em paraísos fiscais

Declaração de Mendonça fundamentou ministro a recolher passaporte de Éder Moraes

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 Júnior Mendonça e Éder comandaram esquema de lavagem de dinheiro em MT

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joé Dias Toffoli, em que revogou a prisão preventiva do ex-secretário Éder Moraes Dias, cita um trecho da delação premiada do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, que deve comprometer ainda mais a classe política de Mato Grosso. Na delação, Júnior Mendonça entregou que autoridades políticas e lideranças empresariais no Estado tenham “investimentos” em paraísos fiscais, especificamente no Panamá e até Uruguai. 

“(...) Ainda para impedir o prosseguimento de atividades ilícitas, em face da notícia de que a apontada organização criminosa teria interesses (possivelmente contas ou ativos) no exterior (ao que consta, ao menos no Panamá, conforme declarações de Gércio Marcelo Mendonça Junior a fl.86), e para se assegurar a futura aplicação da lei penal, proíbo o requerente de se ausentar do país (...)”, diz trecho da decisão de Tóffoli. Ele citou este trecho da delação para justificar a apreensão do passaporte de Éder Moraes Dias, que tem 24 horas para entregar o documento após deixar a prisão, que deve acontecer nesta sexta-feira.

Para não prejudicar as investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, o conteúdo da delação de "Júnior Mendonça" em que entrega "figurões" com contas banmcárias clandestinas não foi divulgado. No entanto, a revelação do empresário deve provocar novas fases da operação que desmonta corrupção em todos poderes do Estado - Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas. 

Éder está proibido de manter contato com os outros investigados na Operação Ararath. Éder Moraes teve o pedido de prisão revogado na tarde desta terça-feira. A decisão do ministro Dias Tóffoli ainda não garante a liberdade do ex-secretário, já que ele tem contra si um outro mandado de prisão, expedido pelo juiz federal Jeferson Schneider. 

A defesa acredita que o mandado expedido em MT é relacionado ao mesmo fato investigado no STF, e deve ser anulado. “Os processos estão vinculados ao mesmo assunto e no meu entendimento acredito que se revoga a prisão da Justiça Federal de primeiro grau. Haverá um trânsito burocrático até deixar a carceragem”, disse o advogado José Eduardo Alckimin, que defende Éder Moraes.

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Comentários (1)

  • Vitor Hugo | Sexta-Feira, 30 de Maio de 2014, 16h11
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    È brincadeira, daí vêm um tal deputado dizer que \"eu pago para ser deputado do estado de MT\" é nos chamar de bobó cheira-cheira realmente, quem é que vai pagar para ser deputado, será que não seria o contrário, será que o motivo real para afastar-se da vida politica não é porque a \"casa caiu\", mas, infelizmente, não veremos muitos desses na prisão.

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