25 de Junho de 2019,

Política

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Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 00h:40 | Atualizado:

BLINDAGEM TUCANA

Delator revela que ex-deputado mandou advogado ao CCC tentar barrar "bombas" em MT

Permínio ainda conta foi a SP receber R$ 400 mil de grupo para Nilson Leitão


Da Redação

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Em sua delação premiada firmada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-secretário estadual de Educação, Permínio Pinto (PSDB), detalhou como era sua rotina enquanto operador financeiro de caixa 2 do ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB). Segundo o delator, o líder tucano foi o responsável por sua indicação para comandar a Seduc na gestão do ex-governador tucano Pedro Taques. 

Detalhes dessa relação, cujo interesse de Leitão, segundo o delator, era desviar dinheiro da Educação para pagar dívidas de campanha e despesas pessoais, foram divulgados em reportagem da TV Centro América, afiliada da Rede Globo, nesta quarta-feira (22). No acordo de colaboração, que continua sob sigilo judicial, Permínio afirma que foi responsável por buscar diversas remessas em dinheiro de caixa 2 no Grupo Queiroz Galvão, em São Paulo, para quitar gastos do ex-deputado federal e também para repassar uma parte para deputados estaduais do PSDB, então candidatos nas eleições de 2014. 

Conforme o delator, a relação de Nilson Leitão com a empresa dona da CAB Ambiental, que já foi responsável pelo serviço de abastecimento de água em Cuiabá, começou entre 2009 e 2010, período em que o tucano ficou sem mandato. Na época ele então prestou consultoria à empresa para ajudar nas licitações e serviços de saneamento e água em vários municípios de Mato Grosso e teria ajudado a CAB Ambiental a vencer a licitação em Cuiabá. 

Leitão teria dito a Permínio que ainda tinha R$ 500 mil para receber da empreiteira. Em 2010, Leitão foi eleito deputado federal e ao iniciar o mandato no ano seguinte nomeou Permínio Pinto como assessor em Brasília (DF).

O delator contou que em junho de 2013 foi a São Paulo receber R$ 150 mil em dinheiro vivo que foi depositado em sua conta pessoal em seguida. Permínio revelou ainda que usava duas contas exclusivamente para pagar despesas de Nilson Leitão.

Disse que foi a São Paulo em pelo menos quatro vezes para receber, no total, mais de R$ 400 mil do Grupo Queiroz Galvão. O delator revelou que enviava dinheiro para amigos, advogados, jornalistas e empresas que prestaram serviços na campanha eleitoral de Nilson Leitão. 

Na delação, o ex-secretário declara ter recebido 10 depósitos desconhecidos que somaram mais de R$ 240 mil e quando perguntou a Nilson Leitão do que se tratava ouviu que eram doações não declaradas feitas por pessoas que não queriam aparecer. Permínio Pinto foi preso em julho de 2016 na 2ª fase da Operação Rêmora deflagrada inicialmente em 3 de maio daquele ano pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) para desarticular um esquema de fraudes em pelo menos 23 licitações orçadas inicialmente em mais R$ 56 milhões. O objeto das licitações eram obras de reforma e construção de escolas estaduais. 

VISITA DE ADVOGADO

No esquema, empresários interessados eram “convidados” a integrar um cartel para vencer as licitações e pagar propina entre 3% e 5% para o grupo composto por servidores da Seduc, políticos e empresários. Enquanto estava preso no Centro de Custódia da Capital, Permínio Pinto teria recebido a visita do advogado Marcelo Segura que queria saber se ele tinha intenção de fazer um acordo de delação premiada.

Conforme o delator, o advogado trabalhava para Nilson Leitão que estava preocupado com o risco de todo o esquema ser revelado e fazia de tudo, juntamente com Taques, para tentar "blindar e abafar" o acordo de colaboração. E, de fato, Permínio topou fazer acordo de delação premiada e foi retirado do CCC passando a cumprir prisão domiciliar em dezembro de 2016.

Na delação ele também denuncia que o então governador Pedro Taques tinha pleno conhecimento do esquema de corrupção dentro da Seduc. O tucano, derrotad nas urnas em 2018 quando tentou ser reeleito governador, nega todas as acusações. 

Depois que a delação de Permínio vazou para a imprensa em abril deste ano, ele e o ex-governador Pedro Taques passaram a trocar farpas pela imprensa, cada um acusando o outro de ter vazado o documento. 

OUTRO LADO 

Wilson Santos nega ter recebido dinheiro ilícito para campanha de 2014 e afirma ter declarado à Justiça Eleitoral que gastou na campanha R$ 23 mil. O conselheiro Guilherme Maluf foi procurado pela emissora e negou a denúncia por meio da assessoria de imprensa. Disse que nunca usou recursos ilegais em suas campanhas e vai provar sua inocência. Por outro lado, Carlos Avalone, Nilson Leitão e o Grupo Queiroz Galvão não responderam às ligações da emissora.

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Comentários (12)

  • Marcos Paulo | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 12h51
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    Juiz ,desembargador e MP devem tá recebendo propina mensal pra não mandar prender ou fazer o pedido de prisão..Os mais vagabundos são eles!!!

  • CHIRRÃO | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 10h53
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    SE GRITAR PEGA LADRÃO.....

  • marcelo | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 10h07
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    Simplesmente nojento, será que os empresários brasileiros não tem competência técnica pra participarem dos processos licitatórios sem pagar propina? Há mas sem propina e esquema ninguém entra! Então denuncia amigo, tem milhões nas ruas prontos a te apoiar , tenha coragem, honra seus filhos, tenha consciência tranquila!! Ninguém aguenta mais recolher impostos pra ser usado dessa forma, ninguém aguenta mais e a maioria não consegue mais há muito tempo atrás, a maioria dos brasileiros quer andar de acordo com as leis, mas esses ratos não querem deixar!!

  • jose alfredo | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 08h36
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    engraçado. Agora no nome MALOUF nem aparece. Por que sera?

  • José | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 07h42
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    Angela infelizmente Pedro Taques não vai ser preso porque se ele abrir o bico e falar tudo que ele sabe sobre a justiça vai faltar cadeia então vão fazer de conta que ninguém viu nada assim como é de praxe

  • José | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 07h31
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    QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

  • Cintia | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 07h31
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    Para os otários que aplaudiram a retirada do COAF do Ministério da Justiça, olha aí seus otários. É por isso que os deputados não querem que fique na mão de Moro. Na economia eles depositam, sacam, mandam dinheiros uns para os outros e dormem feitos anjos, porque jamais serão importunados. E você, aí, aplaudindo o ladrão que te rouba.

  • Feminino | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 07h15
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    Tenho nojo! É uma vergonha !!!

  • José | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 07h11
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    Porque será que os políticos que roubaram no rio de janeiro estão presos e no mato grosso só investiga investiga investiga e nada acontece será que as leis do Rio de janeiro São diferente das leis do mato grosso deve ser porque no mato grosso os políticos deitam e rolam em cima da justiça

  • paula goetz | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 06h47
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    Cadê o Galvan lá de Sinop da Aproseoja e seus amigos da agricultura? A CNA, confederação nacional da agricultura, paga 100 mil por mês pela consultoria de Nilson leitão............prá que??? que vergonha. E dai produtores rurais,quietinhos?? ninguém fala nada???

  • Ângela | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 06h46
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    E o Pedro Taques continua solto. Nosso país é uma vergonha.

  • Henrique Dias | Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019, 06h17
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    A frase de uma música simplifica tudo, " se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão". A série "O mecanismo", mostra bem. Em todos os partidos, sem ideologia.

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