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Política

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Sexta-Feira, 20 de Junho de 2014, 17h:30 | Atualizado:

DIAS DIFÍCEIS

Éder completa um mês preso e sem vislumbrar liberdade

Ex-secretário acumula derrotas na Justiça em busca da soltura


Da Redação

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Antes considerado um dos homens mais influentes da gestão estadual, exercendo papel estratégico nos mandatos de governador de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB) o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, completa nesta sexta-feira (20) um mês de prisão preventiva. 

Ele foi detido na quinta fase da Operação Ararath da Polícia Federal, deflagrada para desmantelar um amplo esquema de lavagem de dinheiro em Mato Grosso e do qual é considerado um dos mentores, conforme depoimento do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, que aceitou delação premiada em troca de redução da pena.
Conforme a Polícia Federal, Eder Moraes conduzia um esquema de lavagem de dinheiro do qual envolvia empresas que contraíam empréstimos milionários em bancos dando como garantias contratos mantidos com o governo do Estado ou precatórios a receber. No entanto, tudo não passava de uma simulação.

Todo o dinheiro era repassado integralmente a grupos políticos, se destinando a abastecimento de caixa 2 de campanha eleitoral, pagamento de propina a autoridades, compra de sentenças judiciais e até compra de vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Passados 30 dias, não há perspectiva da soltura de Eder Moraes. Na quinta fase da operação policial, houve dois mandados de prisão, sendo um expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Dias Toffoli, e outro pelo juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider.

O primeiro chegou a ser revogado, no entanto, ainda prossegue o mandato de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal. A defesa de Eder Moraes recorreu ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, mas o pedido de liminar em habeas corpus foi negado pelo desembargador Mário César Ribeiro. O mérito ainda não foi julgado pelo colegiado de desembargadores.

Um pedido de revogação da prisão expedida pela Justiça Federal foi encaminhado ao STF. O ministro José Dias Toffoli  pediu informações ao juiz Jeferson Schneider, que já as remeteu, porém, ainda não houve julgamento. Para conseguir a liberdade, Eder Moraes tem uma ampla banca de renomados advogados. Sua defesa é conduzida em Mato Grosso pelo desembargador aposentado do Tribunal de Justiça (TJ), Paulo Lessa, e pelo ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), José Eduardo Alckmin, primo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Desde que foi preso preventivamente, Eder Moraes foi transferido para o presídio do Complexo da Papuda, em Brasília. A decisão da Justiça em transferi-lo se baseou no argumento de que pela influência que criou ocupando cargos no governo do Estado, poderia interferir para dificultar as investigações.De presidente da autarquia MT Fomento no primeiro mandato do governo Blairo Maggi, Eder Moraes saltou para secretário de Estado de Fazenda, chefe da Casa Civil, presidente da Agecopa (Agência Estadual de Execução de Projetos para a Copa do Mundo), que veio a ser extinta, e, por último, o cargo de secretário Extraordinário da Copa do Mundo.

Detido em Brasília, Eder Moraes tem acompanhado as partidas da Copa do Mundo em uma TV de tubo de 14 polegadas. Neste intervalo de 30 dias, ainda foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A representação foi acatada pela Justiça Federal que instaurou uma ação penal. 

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