04 de Agosto de 2020,

Política

A | A

Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 18h:49 | Atualizado:

OPERAÇÃO ARARATH

Empresário alega que arma apreendida pela PF era de PM, mas TJ mantém ação

Arma foi apreendida durante cumprimento de mandado judicial na "Operação Ararath"


Da Redação

PIRAN-FORUM.jpg

 

Os desembargadores da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) rejeitaram em sessão desta quarta-feira (7) o trancamento da ação penal que tramita no órgão contra o empresário Valdir Piran, acusado de posse irregular de arma de fogo. A arma foi apreendida pela Polícia Federal na empresa de Piran, durante a deflagração da 5ª fase da operação “Ararath”, em fevereiro de 2014. 

A defesa alegou no habeas corpus que pedia o trancamento da ação penal que o Ministério Público atribuiu "responsabilidade objetiva" a Valdir Piran, ou seja, pelo fato dele ser o sócio-administrador da empresa, seria o dono da arma. Os advogados colocam que a arma era de um policial militar aposentado, que fazia a segurança privada da empresa.

O relator do pedido, o desembargador Pedro Sakamoto, porém, disse que não havia prova inequívoca de que o item não pertença a Piran, dizendo ainda que bastam “elementos mínimos” para viabilizar a ação. 

O desembargador Pedro Sakamoto elogiou a tese da defesa, afirmando que "não há relação mínima" que imputa ao empresário a propriedade da arma. Todavia, argumentou que não pode aprofundar na prova em análise de habeas corpus e votou pelo não trancamento da ação penal.

O desembargador Marcos Machado, que compunha a 2ª Câmara em substituição a Alberto Ferreira de Souza, também votou pela manutenção da ação contra Piran. Com isso, ação contra o empresário segue tramitando na 1ª instância do Poder Judiciário.

OPERADOR FINANCEIRO

Valdir Piran é apontado pelo Ministério Público como um dos principais operadores financeiros do grupo político que comandou o Estado entre 2013 e 2014. Dono de factoring, era responsável por emprestar dinheiro a agentes políticos da época. Os valores eram quitados, segundo denúncia, com recursos desviados dos cofres públicos.

Em setembro de 2016, Piran foi preso na 4ª fase da “Operação Sodoma”. Ele é acusado de ter recebido R$ 10 milhões da propina paga na desapropriação da área que corresponde ao bairro Jardim Liberdade. 

Segundo denúncia, o valor é referente a um empréstimo realizado ao ex-governador Silval Barbosa para pagamento de dívida de campanha. Piran foi solto após pagar R$ 12 milhões de fiança. 

 

Postar um novo comentário

Comentários (3)

  • Sempre Alerta | Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 22h28
    2
    0

    Dois covardes votaram no vermelho. Só pode ser dois bunda mole. É isso mesmo neste pais só quem não tem vez é o cidadão de bem, todo tipo de bandido pode usar e portar arma.

  • Moacir | Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 20h40
    13
    0

    No RJ ontem em frente a marinha do Brasil tinha um delinquente com um fuzil, e dias atrás esses mesmos delinquentes atiraram pra dentro do pátio da marinha, a pergunta é, por que não aprende esses marginais? Isso é o nosso Brasil, por isso está essa B

  • João Reis | Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 20h05
    19
    3

    Vamos desconsiderar por um momento a questão de fundo sem entrar no mérito. Convenhamos, a Lei que instituiu o estatuto do desarmamento foi feito para incriminar o cidadão de bem, uma vez que para o marginal não faz diferença já que sempre andou e sempre vai andar com arma ilegal. A Lei apenas diminuiu a possibilidade do cidadão de bem poder se defender, ficando a mercê daquilo que o marginal pensa em fazer consigo, seu patrimônio ou com sua família. É preciso coragem para enfrentar a violência e se nas estatísticas aparentam que, a reação na maioria das vezes dá errado é porque aquelas que dão certo não aparecem em tais estatísticas. Só de o marginal imaginar que, em um carro ou em uma residência pode haver alguém capaz de se defender já inibe sua livre vontade de agir...

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS