16 de Dezembro de 2019,

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Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 11h:59 | Atualizado:

POLYGONUM 6

Ex-candidato a deputado, engenheiro é preso por fraude ambiental em MT

Ronnky Chaell atua como coordenador da Sema; servidores envolvidos serão afastados

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Um dos alvos da 6ª fase da Operação Polygonum é o engenheiro Ronnky Chaell Braga da Silva. Ele atua como coordenador da Secretaria de Meio Ambiente.

Ronnky Chaell foi detido e deve passar por audiência de custódia nesta segunda. Não foi informada qual sua participação nas fraudes.

O coordenador da Sema tem atuação política no Estado. Em 2014, disputou uma vaga de deputado estadual pelo PSC.

Outros servidores públicos também são alvos da operação. Contudo, os nomes ainda são mantidos sobre sigilo. Engenheiros florestais e fazendeiros também foram alvos de mandados judiciais. Ao todo, são cumpridas 12 ordens de prisão e outras 13 de busca e apreensão. 

Os servidores envolvidos nesta fase da operação serão afastados, quando efetivos, e exonerados caso sejam exclusivamente comissionados.

Os mandados, segundo o MPE, são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Sinop e Paranatinga. Carros de luxo já foram apreendidos pela Polícia Civil.

COLABORAÇÃO

O trabalho de analistas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em apoio às fases anteriores da Operação Polygonum, possibilitou o cruzamento de informações para identificação de fraudes em tipologia vegetal para deflagração da sexta fase da operação.

As investigações das demais tipologias suspeitas serão feitas em conjunto pelo Ministério Público Estadual (MPE), Delegacia Especializada de Meio Ambiente e o órgão ambiental estadual.

Desde o início de 2019, a atual gestão vem trabalhando em parceria com os órgãos de controle para fortalecer e resgatar a credibilidade da Sema, com transparência e estabelecimento de relações de confiança com órgãos de controle e de fiscalização. 

As investigações conduzidas pela Dema e MPE, com apoio da Sema, indicam que proprietários de imóveis rurais, através de engenheiro florestal, estariam fraudando o sistema ambiental com relatórios ambientais inidôneos.

Foi constatado que as fraudes consistiam em inserir nos relatórios dados falsos sobre a fisionomia da vegetação (como dossel e sua altura) e composição florística (leva em conta o tipo de vegetação que ocorre no bioma).

A vegetação típica de floresta apresenta, por exemplo, altura de dossel (tipo e altura da copa das árvores) e vegetação diferentes do que ocorre com vegetação típica de cerrado. Nos relatórios de tipologia, os engenheiros florestais atestavam que a altura do dossel e a vegetação encontradas na propriedade eram de cerrado quando na verdade eram de floresta. O imóvel localizado em bioma amazônico, por exemplo, pode ser desmatado em apenas 20%. Contudo, se a tipologia florestal for de Cerrado, o proprietário tem direito a desmatar 65%.

SEXTA FASE

A PJC e o MPE deflagraram na manhã desta segunda-feira (16.09) a sexta fase da operação Polygonum, para o cumprimento de 12 mandados de prisão e 13 de buscas, totalizando 25 ordens judiciais expedidas contra engenheiros florestais, empresário e servidores da Sema.

A sexta fase da operação, com foco na tipologia de áreas, é resultado das investigações realizadas pela Dema e o MPE, com apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Sema.

Os mandados foram expedidos pela juíza da Vara Especializada do Crime Organizado de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes.

 

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Comentários (8)

  • Valéria | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 14h58
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    2

    Quem comenta maldade aqui não sabe da tamanha injustiça que esta sendo feita!

  • HUMANO | Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019, 11h30
    3
    0

    a famosa SEMA é uns dos órgãos mais corruptos do estado. muitos " funcionários " foram contra a instalação do CAR porque este sistema descobriria toda esta falcatrua. Só lamento que todo esse "teatro de operações" não vire em nada, daqui uns dias todos estarão soltos e usufruindo dos frutos da corrupção, apenas um pouqinho mais pobres por terem que dividir um pouco do que ganharam.

  • paulo | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 17h01
    4
    4

    Pirotecnia desnecessária e humilhação vexatória, assim caminha o MP .

  • José | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 15h26
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    0

    Tem servidor da sema preocupado meu amigo todo o mal feito sempre tem um fim ruim tem um ditado popular que diz que o alheio almeja o dono então não adianta ser desonesto porque os indiciados não entregam os políticos envolvidos

  • trabalhador | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 14h54
    11
    1

    misericordia até quando essa safadeza essa corrupção desvios nomes principalmente as coronéis e fazendeiros ,que pena ver um servidor de carreira lutou ganhou sua estabilidade entrou pela porta da frente se ajuntar as estas praticas .

  • Sema | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 13h25
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    21

    Conheço há anos o colega envolvido, pessoa de boa índole, pai de família, dedicado a Secretaria, sempre ajudando os demais colegas, o setor deveria cruzar braços por tamanha exposição, em solidariedade aos colegas presos! Até quando vamos aceitar calados? Até quando vamos ver colegaa sendo presos e continuar trabalhando como se estivesse tudo bem! Paralisação ja!

  • YPE | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 13h19
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    15

    Pra quem conhece este SERVIDOR DE CARREIRA, sabem o tamanho da INJUSTIÇA que esta sendo feita com ele nesse momento...

  • Valdir | Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 13h19
    15
    0

    Vamos torcer que peguem os verdadeiros desmatadores, pois a muito vem sendo feito isso, e tem muito peixe grande nisso. Vamos torcer que não peguem só os lambaris.

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