03 de Agosto de 2020,

Política

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Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 19h:39 | Atualizado:

CONFUSÃO EM AUDIÊNCIA

Ex-juiz em MT admite ter chamado advogada de incompetente, mas nega ameaças


G1-MT

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O juiz afastado Paulo Martini chamou a advogada Luciana Koslowski Nazzari de incompetente durante uma audiência na Justiça do Trabalho de Sinop, a 503 km de Cuiabá, nesta terça-feira (23). Em seguida, como consta da ata da audiência, a advogada o xingou de corrupto.

Ao G1, o magistrado admitiu ter chamado Luciana de incompetente. "Ela está brava porque perdeu uma ação contra mim e depois entrou contra o meu filho. Falei: 'a senhora é incompetente, já perdeu a primeira ação e vai perder a segunda, daí ela deu 'chilique' e me chamou de corrupto'", afirmou.

Luciana disse ter solicitado a saída dele da sala de audiência, pois o processo não é contra ele e porque o magistrado já tinha causado confusão outras vezes.

A audiência em que houve confusão era referente a um processo trabalhista no qual o filho de Martini é réu e que tem Luciana como advogada da outra parte.

Paulo Martini foi condenado em 2016 por venda de sentença.

Luciana afirmou que essa é a terceira vez que o juiz a enfrentou. Anteriormente, segundo ela, a reclamação trabalhista era contra ele, mas o magistrado alegou que a culpa era do filho dele e então ela entrou com uma ação contra o filho.

"Hoje, ele foi à audiência com o filho dele, sendo que ele não tem nada a ver com o caso, pedi que se retirasse, mas ele se recusou e ainda se intrometeu no caso, dizendo que eu iria perder a ação e me chamou de incompetente. Não podia aceitar isso e o chamei de corrupto, algo que ele é, pois foi afastado por corrupção", declarou a advogada.

A briga consta na ata da audiência, lavrada pelo juiz Pedro Lima Nascimento, da 1ª Vara do Trabalho de Sinop.

"O senhor Paulo Martini presente na sessão de audiência interviu em discussão entre a advogada do autor e o réu aqui presente chamando-a de 'incompetente' ao que acusado pela referida advogada de 'corrupto'", diz trecho da ata.

Mais confusão

Na saída, em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, houve confusão.

"Em frente à Justiça do Trabalho, ele começou a me chamar de incompetente, me chamou de vagabunda por mais de 10 vezes, chamei ele de corrupto e ele disse que me daria um tiro. Ele esta me ameaçando desde a primeira audiência, dizendo que sabia onde eu morava", disse a advogada.

Segundo ela, os seguranças do local presenciaram a cena. A polícia chegou a ser acionada, mas não houve detenção.

Paulo Martini nega ter xingado a advogada de vagabunda do lado de fora do prédio.

Processo trabalhista

Sobre o processo trabalhista, Luciana explicou que o cliente dela trabalhou na fazenda da família do magistrado e sofreu um acidente de trabalho.

Ele não tinha registro na carteira de trabalho e, depois que sofreu o acidente em um cavalo, não consegue mais fazer esforço com o braço.

"Não consegue receber benefício do INSS porque a contribuição não era recolhida pelo empregador e teve que parar de trabalhar", disse.

Uma audiência entre as partes foi marcada o dia 17 de setembro deste ano, às 14h30.

Condenação

Sobre a condenação do TJMT, que o afastou do cargo, o magistrado disse já ter protocolado seis recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme a acusação do Ministério Público Estadual (MPE), que embasou a decisão, Martini cobrou R$ 7 mil e um trator, cujo valor estimado era de R$ 30 mil, para proferir decisões em caráter liminar a um advogado em ações de busca e apreensão.

O magistrado chegou a ser alvo de protestos, com um agricultor fazendo greve de fome acampando em frente à sede do TJMT, em Cuiabá.

Ele nega ter cometido qualquer crime e alega ter sido vítima de perseguição.

 

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Comentários (7)

  • ALCMIRO | Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 18h25
    2
    0

    Eu quero conhecer essa mulher e essa boca.

  • J.JOSÉ | Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 13h58
    4
    1

    Que boca Linda!

  • JESSICA | Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 11h55
    5
    4

    NOOOOJO DESSE JUIZ

  • silvio | Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 11h47
    7
    1

    O Poder Judiciário de MT foi considerado o mais problemático do Brasil em "suspeita de desvio de função" (Corrupção, venda de sentença como quiserem falar) , a STF sob suspeita de corrupção (favorecimento a políticos e empresários, o famoso amigo do amigo rico porque pobre não tem vez) este fato é publico e notório pois circula em vários veículos de comunicação principalmente falando no nosso ilustre Ministro Gilmar Mendes é obvio que tudo sob suspeita, nada provado (ops) ,nossa querida Themis (Deusa da Justiça) creio que neste momento já se enforcou com a venda que tem nos olhos, é muita vergonha para a coitada aguentar. Como pode poucos homens no poder fazer tanto estrago em nosso País, tão rico em quase todos os aspectos e tão pobre quando se olha para estes cidadãos sentados em seus "tronos" sem se importarem tão quanto mau estão fazendo não cumprindo com suas funções, uma decepção, pensem nisso.

  • Jão | Quarta-Feira, 24 de Janeiro de 2018, 06h39
    11
    1

    Ainda é capaz desse juiz ser absolvido e receber todos os salários, ops peraí, mas ele esta recebendo salário e no máximo que pode pegar é férias compulsórias ou aposentadoria compulsória, como queiram. Já a advogada deveria colocar os dois logo de cara no polo passivo da ação e o fato do empregador não recolher INSS é problema dele e do INSS e não do trabalhador que deve ser resguardado...

  • olhos abertos | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 22h30
    7
    3

    Judiciário está decepcionando o povo brasileiro....seus julgamentos não são vinculados ao direito e sim ao político.......decepção.....justiça não existe e não confio

  • Sociedade | Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018, 19h50
    9
    1

    C o r r u p t o.....CORRUPTO......C O R R U P T O....... QUEM É ?

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