25 de Maio de 2019,

Política

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Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 11h:35 | Atualizado:

CASO CONSINGNUM

Ex-secretário acusa advogado de receber R$ 1 milhão por mês de propina em MT

Permínio ainda cita doação via caixa 2 de R$ 1 milhão para tucano em 2014


A Gazeta

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O ex-governador Pedro Taques (PSDB) teria recebido uma denúncia contra o ex-chefe da Casa Civil e seu primo, Paulo Taques, em que o acusava de receber R$ 1 milhão da empresa Consignum Gestão de Margem Consignável -Responsável pelos empréstimos concedidos aos servidores do Executivo - para garantir que ela continuasse operando em Mato Grosso. A informação consta na delação ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB).

Segundo o delator, o ex-vice-governador Carlos Fávaro teria lido e mostrado uma denúncia em que Paulo Taques era acusado de receber R$ 1 milhão por mês. “Que Fávaro disse que o governador teria que fazer uma publicação retroativa no Diário Oficial do Estado, para justificar eventual prorrogação do contrato, já que a empresa Consignum estava com o contrato vencido”, diz trecho do depoimento publicado no Termo 18 de sua delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A afirmação corrobora com a delação do empresário Alan Malouf, também homologada pelo STF, e que acusa o governo Taques de ter esquema com a Consignum. De acordo com Malouf, a Consignum teria doado quase R$ 1 milhão à campanha eleitoral de Pedro Taques (PSDB) ao cargo de governador em 2014, para garantir a continuidade dos termos do contrato, vigente na administração do ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

A doação teria sido feita mesmo após Taques ter conhecimento da existência de um esquema na Secretaria de Gestão, em que o empresário Willians Mischur, dono da Consignum, fazia pagamento mensal de propina a Silval, garantindo sempre a prorrogação do contrato. A propina variava de R$ 500 mil a R$ 1 milhão e o esquema teria continuado após Taques ter assumido o governo. 

Em setembro do ano passado o Núcleo de Atuação de Competência Originária (Naco Cível) abriu inquérito para investigar esquema de pagamento de propina a membros do governo do Estado pelo empresário Willians Paulo Mischur. O caso tem desdobramento em instância superior.

As investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça Clóvis de Almeida Junior e estão sob sigilo. Isso porque já existe em andamento uma investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar o envolvimento de pessoas com foro privilegiado neste esquema.

Recentemente o Ministério Público Estadual arquivou o inquérito civil instaurado contra Willians Mischur, por falta de provas. Como já não havia sido denunciado na esfera criminal, o empresário está totalmente livre e inocentado deste episódio.

OUTRO LADO

O ex-secretário Paulo Taques disse que nunca ouviu falar sobre tal denúncia contra ele e que o próprio empresário teria dito em seus depoimentos que nunca pagou propina para o governo Pedro Taques. Já a defesa do governador Pedro Taques lembrou que o MP já arquivou a investigação.

Por meio de nota o ex-vice governador Carlos Fávaro (PSD) disse que soube pela imprensa do envolvimento do seu nome na delação e que isso o tem “revoltado”.

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Comentários (7)

  • Marcos Justos | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 22h48
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    Favaro ainda quer ocupar a Vaga da Selma Depois dessa? Povo mato-grossense, abre o olho com o ex vice de Taxi, não vamos dar chance dele se eleger Senador, é farinha do mesmo saco de Pedro Taques.

  • Adelar | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 18h43
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    Que decepção esse Pedro Taques, fui seu eleitor, que decepção !!

  • SANTIAGO | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 16h25
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    Mais uma investigação q não vai dar em nada, melhor começar a investigar os laranjas, assessores, seguranças, esses caras nunca tiveram nada, criado aqui no bairro Cohab Nova, derrepente vira secretario, Derrepente o segurança o maior mau feitor do bairro q nunca trabalhou, vira o cara, fala sério justiça, justiça, justiça de merda

  • LADROLÂNDIA | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 15h26
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    Um milhão por mês só em propina? Aí viajaram na maionese feio hein????

  • Abelardo Figueiredo | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 14h09
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    Quando serão presos? Essa história da consignum era comentada nas rodas politicas de MT, nas padarias da vida. Difícil no Brasil é que a justiça é muito lenta, juntam provas e mais provas e todo mundo continua solto pelas ruas, ou pior, são condenados mas continuam soltos.

  • george | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 13h22
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    quando que vai sair o mandado de prisão de pedro ataques, do primo dele e de outros.

  • José | Terça-Feira, 23 de Abril de 2019, 11h54
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    QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

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