14 de Agosto de 2020,

Política

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Sábado, 17 de Fevereiro de 2018, 21h:20 | Atualizado:

SODOMA 4

Ex-secretário alega que Silval só confirmou sua delação e pede perdão judicial em MT

Pedro Nadaf confessou ter recebido propina em desapropriação do bairro Jardim Liberdade


Especial para o FOLHAMAX

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A defesa do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, requereu à juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, o perdão judicial na ação penal relativa a quarta fase da “Operação Sodoma”. Caso seja negado esse pedido, o advogado pediu para que a pena seja diminuída em 2/3 ou que seja convertida em restritiva de direito.

O pedido ocorre em função do acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-secretário junto ao Ministério Público Federal (MPF). O acordo já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Dessa forma, devem incidir sobre o caso os termos de colaboração premiada firmada entre o colaborador Pedro Jamil Nadaf e o Ministério Público Federal, homologada pelo Supremo Tribunal Federal, aplicando, em sentença condenatória o perdão judicial, ou caso não seja o entendimento, aplicação da redução de 2/3 da pena, tudo previsto no artigo 4º da Lei 12.850/2013, levando-se em consideração a ínfima participação do colaborador nos fatos apontados na denúncia”, defende.

Pedro Nadaf  responde judicialmente pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, peculato e coação no curso do processo que investiga os bastidores do processo de desapropriação de uma área no Jardim Liberdade em Cuiabá. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, houve pagamento de R$ 15 milhões em propina aos agentes públicos do Estado.

O advogado de defesa do ex-secretário destacou que ele contribuiu com a justiça para o esclarecimento dos fatos inclusive assumindo o recebimento de propina. "Em verdade, todo relato prestado pelo colaborador, em seu interrogatório, teve peso ímpar para o desfecho do processo, pois conforme podemos verificar os demais réus colaboradores, em especial o ex-governador Silval, apontado como líder da organização criminosa, confirma praticamente tudo o que fora declarado pelo colaborador, demonstrando com isso o comprometimento do réu com a justiça”, diz trecho da alegações finais apresentadas pela defesa.

O advogado também fez questão de ressaltar que o réu já realizou o ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos em cerca de R$ 17 milhões. A "Operação Sodoma" investiga o pagamento de indenização de mais de 30 milhões de reais feito pelo governo do estado, quando Silval Barbosa era governador.

O pagamento foi feito para a empresa Santorini Empreendimentos LTDA, para obras no Jardim Liberdade em Cuiabá. Segundo o acordo firmado, a empresa, após o recebimento do dinheiro, deveria devolver 50% do valor ao governador que repassaria parte do valor a outros envolvidos no esquema de propina.

ambém fazem parte do processo o ex governador Silval Barbosa, o ex-secretário Marcel Cursi, Arnaldo Alves, que também é ex-secretário, Chico Lima que é ex procurador, o ex chefe de gabinete Sílvio Cesar, Levi Machado que é advogado e Filinto Muller que é empresário.

 



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Comentários (10)

  • Roberto Robson Silva Antunes | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 13h49
    1
    2

    Bandido e ladrão tem que pagar com cadeia e confiscar os bens roubados...

  • ZE DAS COUVES | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 11h56
    2
    2

    NUNCA TRABALHOU. SEMPRE VIVEU AS CUSTAS DO SISTEMA "S"

  • sediclaur | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 10h55
    2
    2

    Esse sem vergonha tem mais é que cumprir a pena na prisão e ter todos os bens confiscados para restituir tudo o que roubou, junto com a sua quadrilha, dos cofres públicos do estado de MT.

  • José correia dos santos | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 10h36
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    1

    Como posso acriditar quem pregava onestidade hoje é o paipai da corrupção (taq ues)

  • Edmilson Rosa | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 09h35
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    0

    Essa delação premiada e aquela que incluiu o Blairo Maggi. Que será preso ainda esse ano.pois o Silva disse que ele é o chefe ou seja ensinou o silval a roubar dos pobres Matogrossene.

  • Henrique | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 09h09
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    2

    De família tradicional - kkkkkkk - passou da coluna social para a policial numa rapidez de um tsunami.

  • mad | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 07h38
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    2

    Lei Sem Vergonha... Só delatar e sai impune dos crimes!!! Bem típico da cultura brasileira!!!

  • Contribuinte | Domingo, 18 de Fevereiro de 2018, 07h06
    1
    3

    Tem gente que sente saudades desse povo e jura que o Estado não foi arrombado, lamentável

  • Luiz Cuiabano | Sábado, 17 de Fevereiro de 2018, 23h38
    25
    6

    Sempre foi vagabundo, não teve nenhum comércio, tinha uma loginha no centro apenas para disfarçar... tal pai, tal filho,que iniciou todo esse processo se controle do CDL,SESC e FECOMÉRCIO

  • francisco dantele | Sábado, 17 de Fevereiro de 2018, 22h31
    29
    4

    Perdão? depois que devolver os milhoes roubado dos cofres publicos, o que ainda não devolveu nada, para quem so tinha o nome do pai e os bens velhos e acabados. hoje com uma de milionario com salario de secretario dificil acreditar.

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