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Política

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Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 09h:19 | Atualizado:

NEGOCIAÇÕES

Governo cede a pressão e vai alterar projetos que aumenta impostos em MT

Reunião entre representantes de segmentos e equipe econômica selou acordo para mudanças em projeto original da reinstituição de incentivos fiscais


Da Redação

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Diante da forte resistência dos setores produtivos, comerciais e industriais que se uniram contra o projeto de lei apresentado pelo Governo do Estado para reinstituir incentivos fiscais e aumentar impostos de vários setores, o governador Mauro Mendes (DEM) se reuniu a portas fechadas na noite desta terça-feira (2) com representantes de alguns  segmentos. Ao término da reunião no Palácio Paiaguás, o presidente da presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo Oliveira, informou que todos chegaram a um acordo. 

Conforme Oliveira, prevaleceu o entendimento sobre a necessidade de aprimorar o projeto de lei complementar enviado por Mendes à Assembleia Legislativa para reinstituição dos incentivos fiscais. Os titulares da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, também participaram da reunião. 

“Uma reunião muito boa com diversos segmentos da indústria e o governador Mauro Mendes que abriu a agenda com a Sedec e com a Sefaz pra que nós possamos apresentar uma minuta com sugestões que serão acomodadas pelo governo e pelos representantes da Assembleia dentro do projeto de lei visando elevar os tetos de aplicação dos benefícios do Prodeic e também simplificar algumas transações entre empresas industriais e comerciais”, comentou Oliveira em vídeo gravado ainda nas dependências do Palácio Paiguás, sede do Governo do Estado. 

O presidente da Fiemt, que sempre foi aliado de Mauro Mendes, uma vez que ambos são do mesmo segmento, ou seja, da Federação das Indústrias em Mato Grosso, havia se juntado ao grupo de empresários e representantes de entidades produtivas contrários ao projeto de lei enviado pelo governador para aprovação na Assembleia Legislativa sem qualquer debate com os produtores, industriários e muito menos com a sociedade mato-grossense. Por isso, Oliveira e Mendes entraram em atritos chegando ao ponto de o governador dizer que o presidente da Fiemt era o responsável pelo desemprego em Mato Grosso e pela “quebradeira” no Estado. 

Na reunião, essas arestas foram aparadas. “Esses ajustes vão trazer mais segurança jurídica, vão dar mais competitividade às indústrias, e mais do que isso, vão ajudar muito no desenvolvimento econômico do nosso Estado. Compromisso do governador com o setor industrial foi reforçado e todas as desavenças e dificuldades foram superadas nessa reunião inicial”, garante Gustavo Oliveira.  

Por fim, o presidente da Fiemt observa que agora é trabalhar muito na minuta do novo projeto e garantir que ela traga segurança e estabilidade para os contratos. “E que ela garanta à indústria o direito de desenvolvimento no nosso Estado. Muito trabalho nesses dois dias, mas trabalho que dá resultado a favor da indústria, a favor do estado de Mato Grosso”, encerrou Oliveira na gravação. 

Vale destacar que o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM) ampliou até a próxima semana o prazo o prazo para que a matéria volte a tramitar. Nesta terça-feira (2) houve uma audiência pública no Legislativo Estadual para debater o tema, ocasião em que o deputado Wilson Santos (PSDB) fez duras críticas ao projeto, ao governador e sua equipe econômica. 

O tucano afirmou que 11 deputados vão votar contra o projeto nos moldes em que se encontra se não for alterado o texto e os percentuais de impostos que o Governo do Estado quer criar em alguns setores e aumentar em outros.

 

 

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Comentários (9)

  • Deovaldo | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 11h31
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    0

    Não vejo seriedade em tratar de uma reforma tributária nesse Estado, mas o que se vê é tentar de todas as formas e escolheram a mais prejudicial, que é aumentar a carga tributária, empresas fecham, trabalhadores serão demitidos, enfim caos total, mas se o Governador fose bom gestor, as suas empresas não entrariam em recuperação judicial. Mais um governante brincando de administrar a coisa pública como se sua fosse...VERGONHA GOVERNADOR, NÃO SABE ADMINISTRAR E ACUSA SECRETARIO DE OUTRA GESTÃO QUE PERTENCE AO QUADRO ATUAL....JOGO BAIXO

  • André nassimbeni | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 11h13
    5
    0

    Não adentrando no mérito, mas a indústria emprega, o funcionalismo público não. A indústria emprega os eleitores e os ocupantes de mandatos. Afinal, são eles os grandes financiadores das campanhas. E a maioria dos grandes industriais, são ligados umbilicalmente a classe política, sendo muito detentores do mandato, como o próprio governador. Como não haveriam de não chegar a um acordo rápido? Aquele bate boca era só plateia pra inglês ver. Tudo sempre termina com altas rodadas de bebida importada e muitas gargalhadas. Trouxa é quem acredita no contrário.

  • Reginaldo | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 11h08
    2
    0

    Adivinha quem vai pagar a diferença???? Servidores corre pro colo de Janaína Riva, agora.

  • FUNCIONARIO | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 11h06
    3
    0

    ESSE INCOMPETENTE DESSE GOVERNADOR COM OS EMRESASRIOS ELE CEDEM MAS COM OS SERVIDORES QUE ESTAO AI DE GREVE ELE CAGA E ANDA.. SEU TROCO VAI TE NA A PRÓXIMA ELEIÇÃO...

  • Cidadão | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 10h55
    2
    0

    Arregão...medíocre... não peitou seus parceiros neh....

  • Servidor | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 10h26
    3
    0

    É um bando de abutres. O que sempre digo, para esses canalhas o lucro é privado para o prejuízo é público, o governo é uma cadela com muitas tetas. Adivinha quem vai pagar a conta desses inventivos?- É você mesmo servidor do executivo que vai continuar com o salário atrasado e sendo corroído pela inflação e ainda de quebra vai pagar 14% de previdência com a reforma de Mauro Menti. Depois somos nós que temos privilégios e somos gananciosos, se servidor público tiver vergonha na cara boicotam esses empresários, comprem fora pela internet.

  • Romeu | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 10h10
    12
    0

    Quer falar grosso com os servidores, mas não passa de um frouxo..

  • Marilyn Silva | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 09h56
    14
    1

    Imposição é só com servidores públicos do Estado. Com os patrocinadores de campanha eleitoral, a reunião é de portas fechadas e com todos felizes e sorridentes ao final do encontro, como mostra a foto na reportagem. Tenho nojo, asco. Não sei como ainda tem cidadão que acredita em político/empresário e vice versa.

  • alex | Quarta-Feira, 03 de Julho de 2019, 09h34
    11
    0

    Arregou bonito né Governador, cedendo aos empresáriossss... mas, quando o assunto é servidor público, o senhor desce o ferro!

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