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Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 20h:00 | Atualizado:

VIROU NOVELA

Juiz pede novo parecer do MPE e adia decisão sobre soltura de Arcanjo

No primeiro posicionamento, o MPE se manifestou contrário a liberdade do ex-bicheiro


Da Redação

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Um despacho da tarde desta quinta-feira do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, fará com que o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro demore mais alguns dias para ter seu pedido de progressão de pena aceito, ou negado, pela Justiça. O magistrado pediu um novo parecer do Ministério Público Estadual (MPE) sobre a soltura do “Comendador”.

O órgão ministerial já havia se posicionado sobre o assunto, mas a defesa de Arcanjo anexou novos documentos ao processo. Com isso, existe a necessidade de que o MPE tenha que analisar os anexos inseridos. “Observo que embora o órgão do Parquet tenha se manifestado acerca de progressão de regime, verifica-se que a documentação colacionada aos autos pela defesa, bem como os pedidos formulados a posteriori, não foram objeto de apreciação ministerial. Extrai-se ainda que as informações solicitadas, alusivas às prisões então vigentes, também foram objeto de juntada de documentos pelo patrono do recuperando, razão pela qual, com vistas à garantia da ampla defesa e do contraditório, reitero vista dos autos ao Ministério Público, a fim de que manifeste, ou mesmo tenha conhecimento, sobre toda essa abrangência, no prazo da lei. Determino o rápido impulsionamento do agravo interposto pela ilustre representante do Ministério Público”, diz o despacho do magistrado.

Com isso, a possibilidade de soltura de Arcanjo, que poderia acontecer nos próximos dias, fica adiada por cerca de duas semanas, tempo médio de produção do parecer do Ministério Público Estadual. No primeiro posicionamento, o MPE se manifestou contrário a liberdade do ex-bicheiro.

O MPE entendeu que “colocar Arcanjo em regime semiaberto causaria sentimento de impunidade, prejudicaria a instrução dos vários processos em andamento, além de facilitar a possibilidade de nova fuga”. João Arcanjo Ribeiro foi preso no dia 10 de abril de 2003 em Montevideo, no Uruguai, pela Polícia Federal.

Ele era apontado na época como o chefe do crime organizado em Mato Grosso, durante a deflagração da operação “Arca de Noé”. Pelo menos 52 cheques emitidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) foram encontrados em sua “factoring”.

De acordo com as investigações, as duplicatas eram pagamento de dívidas de políticos – como os ex-presidentes do Poder Legislativo, José Riva e Humberto Bosaipo -, com o ex-bicheiro, que está preso há cerca de 15 anos. Além disso, é acusado de encomendar diversos assassinados no Estado. Inclusive, foi condenado pelas mortes do jornalista Sávio Brandão, do radialista Rivelino Brunini e de Fauze Rachid Jaudy.

 



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Comentários (6)

  • Janete Arruda | Sexta-Feira, 26 de Janeiro de 2018, 13h48
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    Oh Dog!!! Quem é esse pf japa ruivo?

  • airton jose fernandes | Sexta-Feira, 26 de Janeiro de 2018, 07h37
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    tem gente grande com medo hemmmmmmm, solta o homem, direitos são direitos, o primeiro que esta com as calcas na mão e o irmão do ministro safado GILMAR MENDES, esse ta com as barbas de molho kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Constantino | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 22h06
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    Ja deveria estar solto !! ESSE ai não roubou os cofres publicos!! Não oferece risco a sociedade de bem......só não ir roubar peixe na fazenda dele...

  • Cidadao | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 22h01
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    Toma vergonha;MP. .....se é direito do homem sair; que saia!!

  • Moises Albernaz | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 20h28
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    Solta o homem tanta gente perigosa solta por ai. Mpe ta com medo de que.

  • Eli Roxha | Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2018, 20h19
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    O Arcanjo já deveria estar no semi aberto. Só não está porque provavelmente pessoas poderosas preferem que ele continue no regime fechado.

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