02 de Julho de 2020,

Política

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Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 11h:35 | Atualizado:

OPERAÇÃO RÊMORA

Juíza aponta dificuldades, mas empresário paga 4 parcelas de acordo de delação em MT

Quatro parcelas que venceram foram pagas com atraso e reparceladas por Alan Malouf


Da Redação

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O empresário Alan Malouf, delator da “Operação Rêmora”, pagou as quatro parcelas que já venceram do acordo firmado com a Procuradoria Geral da República (PGR). A informação consta em despacho da juíza Ana Cristina da Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável por acompanhar o acordo.

Alan Malouf responde por participação em um suposto esquema de desvio de dinheiro e fraudes na Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Em 2018, o empresário assinou acordo de colaboração premiada com a PGR e, além de revelar fatos de corrupção ocorridos na campanha e na gestão da Secretaria de Educação do ex-governador Pedro Taques, ele se comprometeu a restituir o erário.

Ficou acordo o pagamento de 10 parcelas de R$ 212 mil cada. A primeira parcela, que era prevista para o dia 31 de julho de 2018, foi paga em outubro daquele ano, no valor atualizado de R$ 229 mil. A segunda parcela, que estava prevista para ser paga no dia 31 de dezembro de 2018, foi quitada em 27 de maio de 2019, em valor atualizado de R$ 233 mil.

A terceira parcela deveria ser paga em julho de 2019, no entanto, foi quitada em três vezes, totalizando R$ 230 mil. A quarta parcela, que deveria ser paga em dezembro de 2019, foi paga em duas vezes, totalizando R$ 243 mil.

A juíza encaminhou o relatório ao ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o Ministério Público Federal (MPF) levantar a possibilidade de quebra do acordo. As informações, segundo a juíza, demonstram que todos os pagamentos precisaram ser atualizados por conta de atrasos. 

As duas últimas parcelas pagas foram divididas, o que salienta a dificuldade do delator em honrar seu acordo.

DELAÇÃO

O empresário Alan Malouf se comprometeu a restituir o erário em R$ 5,5 milhões como parte do acordo de delação premiada firmado com o MPF. Os R$ 4 milhões são referentes a multas. O restante pago como indenização por danos morais pelos crimes cometidos.

Do total que Alan Malouf deve pagar aos cofres públicos, R$ 3,3 milhões serão quitados via imóveis de propriedade do empresário.

Em sua delação premiada, Malouf revelou que gerenciou um esquema de caixa 2 na campanha do ex-governador Pedro Taques. Segundo ele, um grupo de empresários arrecadou recursos por meio de uma "conta paralela" à campanha do então senador da República. 

Malouf explicou ainda que, após Taques assumir o Governo, esses valores investidos na campanha seriam recuperados por meio de contratos firmados no Governo do Estado. Alguns deles, segundo a delação, seriam através de contratos de reforma e construção de escolas. O esquema, contudo, acabou com a deflagração da Operação Rêmora.

 

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Comentários (1)

  • Só observo | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 12h14
    4
    0

    Gourmetização da trambicagem. Batedor de carteira prime.

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