Política Sábado, 30 de Março de 2019, 17h:47 | Atualizado:

Sábado, 30 de Março de 2019, 17h:47 | Atualizado:

OPERAÇÃO SANGRIA

Juíza não julga pedido de soltura e mantém 7 presos por fraude na Saúde

Magistrada que conduziu audiência de custódia ponderou que a decisão cabe ao juiz que expediu o mandado

TARLEY CARVALHO
Da Redação

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A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa manteve a prisão do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Corrêa, e de outras seis pessoas, todas investigadas por crimes deflagrados pela Operação Sangria, presas pela Polícia Civil nesta manhã de sábado (30). A magistrada conduziu as audiências de custódia nesta tarde e se declarou sem competência para mudar a decisão, encaminhando o caso para o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.

Voltaram a ser presos: Huark Douglas Correia, Fábio Liberali Weissheimer, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Luciano Correa Ribeiro, Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali. Logo após a audiência, os homens foram encaminhados para o Centro de Custódia da Capital (CCC) e as mulheres para o presídio feminino Ana Maria do Couto. Todos têm ensino superior.

Todas as pessoas detidas, no caso, têm ligação com o esquema de monopolização da saúde com a Administração Pública em todo o Estado de Mato Grosso. Eles são investigados por, além de fraudar licitações, ainda perseguirem empresas vencedoras de certames. 

As principais empresas utilizadas pelo grupo, segundo as investigações, são a Proclin e a Qualycare, por meio das quais, o grupo firmava contratos com Secretarias Estadual e Municipais de Saúde, incluindo aí a da Capital, Cuiabá.

O processo judicial no qual eles são réus ainda está no começo. A prisão, no entanto, segundo a análise da Justiça, foi necessária devido à suspeita e indícios de que os investigados estavam obstruindo os trabalhos investigados da Polícia.

Eles estavam em liberdade graças a um Habeas Corpus (HC) concedido pelo desembargador Alberto Ferreira de Souza, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Porém, ontem, ao reanalisar o caso, ele suspendeu as cautelares impostas e sustou os efeitos do HC concedido.

Neste sábado, os acusados foram presos novamente e passaram, na tarde de hoje, por audiência de custódia. Graziela, ao analisar o caso hoje, determinou que os advogados de defesa façam a solicitação de HC ou revogação da prisão na segunda-feira (1º de abril) diretamente ao juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável por decretar a prisão.

A Operação Sangria foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil em dezembro de 2018, com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

 





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Comentários (4)

  • Justo

    Domingo, 31 de Março de 2019, 10h16
  • Chupa essa manga Huak Douglas Correa, achou que estava acima da lei, se fudeu. Primeiro que esse Huak Douglas é o chefão da organização criminosa, olha o mal que esse cara causou para aqueles que mais precisam, enquanto isso ele vivendo no luxo, arquitetando, planejando, calculando como praticar o crime como fazer para levar vantagens com o sofrimento do outro.DESUMANO, desgraçado do inferno.
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  • Joao

    Sábado, 30 de Março de 2019, 22h33
  • Acho foi pouco...calma que deve ter mais gente sem dormir né??? Vergonha nacional nossa saúde... Bando de bandidos. Tem que arder no fogo do inferno...
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  • Joao

    Sábado, 30 de Março de 2019, 22h30
  • Acho foi pouco...calma que deve ter mais gente sem dormir né??? Vergonha nacional nossa saúde... Bando de bandidos. Tem que arder no fogo do inferno...
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  • Jo?o da Costa

    Sábado, 30 de Março de 2019, 20h52
  • Será que com a aposentadoria da Dra. Selma os crimes vão continuar impunes como no passado recente em que muitos estão livres e o que é pior fazendo politicagem e participando de esquemas de lesar a sociedade como é o caso da prefeitura e de um ex secretário de saúde?
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