24 de Fevereiro de 2020,

Política

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Domingo, 26 de Janeiro de 2020, 15h:30 | Atualizado:

OPERAÇÃO RÊMORA

Juíza nega pedido para banco entregar cópias de cheques usados como propina em MT

Magistrada explica que ex-assessor de Permínio tenta atrasar sentença


Da Redação

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A juíza da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-MT), Ana Cristina Silva Mendes, negou o envio, pelo Banco do Brasil, de cópias de cheques que teriam sido utilizados no pagamento de propina num esquema de licitações “viciadas” na Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). O pedido foi feito pelo ex-assessor especial da pasta, Fábio Frigeri, um dos réus por trás das fraudes, reveladas na operação “Rêmora”, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O ex-assessor teria recebido R$ 260 mil do empresário Ricardo Sguarezi, que apesar de ter prestado serviços de engenharia à Seduc-MT teve que pagar propina a servidores, políticos, e ao próprio ex-secretário da pasta, Permínio Pinto filho, para receber do Estado. Em seu despacho, entretanto, a magistrada explicou que a fase de instrução do processo - ou seja, a produção de provas - contou com colaboradores e um dos gerentes do Banco do Brasil que esclareceram as operações bancárias.

Ana Cristina Silva Mendes também analisou que o pedido de Frigeri tem o único objetivo de atrasar a conclusão do processo, bem como sua sentença. “Outrossim, ressalto que é de conhecimento geral que a compensação de cheques não ocorre somente na agência emissora, de modo que a localização de todos os cheque mencionados, sem a devida vinculação específica ao acusado, ora requerente, torna a diligência meramente protelatória”, explicou a juíza.

Ao final do despacho, Ana Cristina Silva Mendes concedeu 20 dias para o Ministério Público do Estado (MP-MT), autor da denúncia, além das partes do processo, para a apresentação das alegações finais - que antecede a sentença do juiz. A tendência é que a sentença ocorra ainda neste primeiro semestre.

Segundo a denúncia do MP-MT, Fábio Frigeri teria dito a Ricardo Sguarezi que procurasse o também empresário Giovani Guizardi para receber pelos serviços prestados à Seduc. A ordem teria partido do então secretário da pasta, Permínio Pinto, apontado como membro do núcleo de liderança das fraudes. “Augusto Sguarezi procurou por Fábio Frigeri a fim de solicitar a este que fossem tomadas as medidas necessárias à realização dos pagamentos pendentes devidos pelo Estado de Mato Grosso à empresa Relumat Construções Ltda relacionados a medições realizadas nos meses de outubro, novembro e dezembro do ano de 2014, bem como no ano de 2015, ocasião em que Fábio, com o conhecimento e sob ordem de Permínio Pinto, ordenou a Ricardo Sguarezi que procurasse por Giovani Belatto Guizardi como condição para o recebimento de valores”, diz o MP-MT.

O empresário, então, procurou Giovani Guizardi na sede de uma de suas empresas – a Dínamo Construtora. No encontro, Guizard exigiu propina para autorização do pagamento pelos serviços prestados por Sguarezi. O valor do “repasse” seria de 15% sobre o montante devido pelo Governo do Estado.

A 3ª fase da operação, denominada “Grão Vizir”, foi deflagrada em dezembro de 2016 e envolveu o ex-governador Pedro Taques. Um dos denunciados na ação, Giovani Guizardi – considerado o principal operador do esquema -, afirmou que o empresário Alan Malouf repassou R$ 10 milhões à campanha de Taques nas eleições de 2014.

 

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Comentários (1)

  • José | Domingo, 26 de Janeiro de 2020, 18h00
    2
    0

    Mais uma pizza das grandes?

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