28 de Janeiro de 2020,

Política

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Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 11h:35 | Atualizado:

OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

Justiça aceita imóvel e suspende bloqueio de bens de casal envolvido em fraudes na AL

Casal teve R$ 208,5 mil bloqueados em ação que apura fraude milionária na Assembleia Legislativa


Da Redação

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O juiz da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, Bruno D’Oliveira Marques, suspendeu o bloqueio de bens de Leila Clementina Sinigaglia Daroit. Em março deste ano, ela e o marido, Valdir Dairot, tiveram R$ 208,5 mil bloqueados pela Justiça por um suposto envolvimento numa fraude que movimentou R$ 9,5 milhões dos cofres públicos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT).

A decisão é do último dia 2 de dezembro. O magistrado justificou a medida revelando que o casal ofereceu um imóvel no valor de R$ 353,7 mil em substituição ao bloqueio. Os autos não explicam o motivo dos réus disponibilizarem um bem com maior valor na ação.

“Considerando que os bens ofertados em substituição à quantia bloqueada em espécie são de propriedade dos requeridos e somam, em valor venal, importância superior ao valor da indisponibilidade decretada tenho que o pedido comporta deferimento [...] Com efeito, consoante documentos que acompanham a petição, o valor dos imóveis totaliza R$ 353.714,50, enquanto o valor indisponibilizado foi de R$ 208.500,00”, diz trecho da decisão.

VENTRÍLOQUO

De acordo com informações da denúncia, os réus José Riva, Romoaldo Boraczynski Junior, Mauro Savi, Anderson Flávio de Godoi, Luiz Márcio Pommot, Francisvaldo Mendes Pacheco, Gilmar Fabris, Odenil Rodrigues de Almeida, Ana Paula Aguiar, Marcelo Henrique Cini, Cleber Antonio Cini, Valdir Daroit, Leila Sinigaglia Daroit, Claudinei Teixeira Diniz, Edilson Guermandi de Queiroz e José Antonio Lopes são os responsáveis pela suposta fraude.

O esquema, conforme narra a denúncia, teve início a partir de uma dívida cobrada pelo antigo Banco Bamerindus Companhia de Seguros à AL-MT. No ano de 2012, o advogado e lobista, Júlio César Domingues Rodrigues, se apresentou ao advogado do banco, Joaquim Fabio Mielli Camargo, propondo “intermediar” o pagamento da dívida junto ao Poder Legislativo de Mato Grosso.

“Com a aquiescência de Joaquim Mielli, dirigiu-se Julio César Domingues Rodrigues ao então presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Romoaldo Aloisio Boraczynski Junior, que, com o auxílio de seu assessor, Francisvaldo Pacheco, concordou em efetuar um acordo para quitação da dívida, desde que recebesse parte desse pagamento para seu benefício próprio”, diz trecho da denúncia.

Na sequência, o próprio Romoaldo Júnior (MDB) – a quem o MP-MT pede na Justiça a cassação do mandato de deputado estadual -, “direcionou” as tratativas para o pagamento da dívida ao ex-deputado estadual, José Riva. Em seguida, um parecer da Procuradoria do Poder Legislativo atestou a possibilidade da quitação do débito, que foi autorizado pelo próprio Romoaldo e pelo também parlamentar Mauro Savi, ambos membros da Mesa Diretora do órgão a época. Três notas de empenho que totalizaram R$ 9.480.427,69  foram emitidas.

A denúncia revela ainda que o dinheiro foi depositado na conta de Joaquim Mielli Camargo e posteriormente retornou às contas bancárias de José Riva e do ex-secretário de finanças da AL-MT, Márcio Bastos Pommot.

 

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Comentários (2)

  • Critico | Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 17h49
    2
    0

    Quer ser IMPROBO vem pra MT

  • ana | Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 12h19
    3
    0

    deixa ver se eu entendi ... a fraude foi de 9,5 milhoes e o imovem vale menos de 400 mil? não é nem 10% do total supostamente fraudado

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