25 de Junho de 2019,

Política

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Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 12h:35 | Atualizado:

FALTA DE PROVAS

Justiça arquiva denúncia do MPE contra empresário acusado de furtar deputada e pai em MT

Suspeito teria relações com empresa que doou para campanha de Riva e da esposa em 2014


Da Redação

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Uma ação proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra um homem acusado de furtar a presidente da Assembleia Legislativa Janaina Riva (MDB) e seu pai, o ex-deputado José Geraldo Riva em 2018 foi rejeitada pela juíza Silvana Ferrer Arruda, da Quinta Vara Criminal de Cuiabá. A decisão foi proferida na sexta-feira (17).

De acordo com o narrado nos autos, o empresário, identificado aqui pelas iniciais L.A.M., foi acusado pelo MPE com base no que foi apurado em 2018 pela Polícia Militar, notificada pelos reclamantes de um furto praticado contra eles e sobre o qual a PM conseguira localizar alguns suspeitos. Porém, essas pessoas conseguiram fugir ao perceberem a aproximação da polícia.

Eles deixaram para trás, no entanto, objetos roubados e um comprovante de recarga de celular, além do recibo de venda do veículo, preenchido em nome de R.S.S., cuja prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão foram pedidas pela Polícia Judiciária Civil à Justiça, que expediu os documentos em janeiro deste ano.

Preso, R.S.S. declarou em interrogatório que não era mais o dono do carro apreendido, porque o revendeu a outra pessoa, E.R.T., preso naqueles dias na Penitenciária Central do Estado (PCE) por tráfico de drogas. Interrogado na cadeia, o traficante E.R.T. confirmou que utilizou o carro para praticar o furto aos Riva, mas disse que o carro fora sim repassado a L.A.M. como garantia de uma dívida.

REVIRAVOLTA À GOT

É quando aparece uma reviravolta nas investigações, pois se descobre que L.A.M. é empresário, dono da Cuiabá Cigarros, tinha como testemunha em seu contrato social uma terceira pessoa, que seria a dona da A. A. Z. Locadora de Automóveis. Essa empresa fez doações vultosas para a campanha eleitoral a governador de José Geraldo Riva e, com o impedimento dele por problemas na justiça, sua esposa, Janete Riva, em 2014.

Assim, os investigadores passaram a desconfiar que o denunciado L.A.M. muito provavelmente manteria relações com suas vítimas e poderia muito bem ter repassado informações privilegiadas para o cometimento do furto.
No entendimento da juíza, a única informação que ligava o investigado ao roubo era o depoimento de uma testemunha presa na PCE e que afirmou que entregou o carro supostamente usado para praticar o furto ao tal L.A.M. como garantia de dívida.  Para Ferrer, isso não é o suficiente para demonstrar a participação dele num crime, pois o carro poderia muito bem ter sido vendido e até mesmo “cedido” a terceiros.

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Comentários (5)

  • Joao | Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 15h41
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    0

    Kkkkk roubar do Riva ? Kkkkk

  • JUSTICEIRO | Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 15h36
    1
    0

    Ladrão que rouba ladrão cem anos de perdão.....kkkkkkkkkkkkkkk

  • Antônio | Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 13h41
    2
    1

    Só faltou a justiça conceder ao cidadão 100 anos de perdão !!!!!Kkkk

  • +Rogério | Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 13h00
    2
    1

    Será que valeu-se daquela "jurisprudência popular", L q r L, t 100 a p?

  • antonio | Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 12h53
    3
    1

    LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO TEM 100 ANOS DE PERDÃO

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