22 de Outubro de 2019,

Política

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Sábado, 21 de Setembro de 2019, 11h:20 | Atualizado:

ESQUEMA COM EMPRESAS FANTASMAS

Justiça bloqueia R$ 2,5 milhões de ex-deputados e servidores da AL de MT

Ação é derivada da operação “Arca de Noé” e relata pagamento a empresas fantasmas que não prestaram serviços à Assembleia Legislativa


Da Redação

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O juiz da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular do Tribunal de Justiça (TJ-MT), Bruno D'Oliveira Marques, determinou o bloqueio de R$ 2.555.481,18 dos ex-deputados estaduais Humberto Melo Bosaipo e José Geraldo Riva, dos servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), Geraldo Lauro e Guilherme da Costa Garcia, além dos irmãos José e João Quirino Pereira – respectivamente, contador e técnico em contabilidade. A decisão é do último dia 17 de setembro.

Todos eles respondem uma ação civil pública por improbidade administrativa de fatos investigados na operação “Arca de Noé” – que apura um esquema de pagamentos de dívidas de deputados estaduais da AL-MT, entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2000, com o bicheiro João Arcanjo Ribeiro. A fraude utilizaria empresas fantasmas que eram pagas por serviços fictícios com cheques do Poder Legislativo Estadual.

“Segundo consta, os requeridos José Geraldo Riva e Humberto Melo Bosaipo, à época dos fatos exercendo mandatos de Deputados Estaduais, atuando, respectivamente, como Presidente e 1º Secretario da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, teriam emitido, indevidamente, cheques daquela Casa de Leis como pagamento em favor de suposto fornecedor denominado Edvanda Barbosa Cordeiro-ME, no intuito de esconder e dissimular apropriação indevida de recursos públicos”, revela os autos.

“Ressai dos autos que a citada empresa teve seu contrato social alterado de maneira fraudulenta e nunca forneceu serviço ou produto à Assembleia Legislativa, conforme informações de sua proprietária”, explica o processo.

As investigações apontam que Guilherme da Costa Garcia, na época, era o ordenador de despesas do Poder Legislativo – assinando os cheques emitidos para os pagamentos fraudulentos -, e que Geraldo Lauro era responsável pelo setor de patrimônio e licitação do órgão.

Já os irmãos José e João Quirino Pereira teriam “criado” as empresas fantasmas que receberiam pelos pagamentos não realizados. Os valores eram repassados à Confiança Factoring, de propriedade de João Arcanjo Ribeiro.

 

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Comentários (5)

  • José | Domingo, 22 de Setembro de 2019, 09h03
    0
    0

    Bobo é quem pensa que hoje a assembleia legislativa não continua com as mesmas maracutaias ou até pior

  • Zeca | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 17h13
    2
    0

    Duas vergonha de mato grosso, triste vai arder no juízo final.

  • Rosalba | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 16h22
    3
    0

    Dois milhões e meio? É troco, né? Porque Riva condessou foi muito dinheiro desviado.

  • Valdir Assis | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 15h05
    3
    0

    Fico pensando, como que esses dois larápios ainda não estão na cadeia. E justiça de MT!

  • trabalhador | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 13h49
    1
    0

    o que deixa muito triste é funcionario prestar a estes serviços ,não saber dizer não em consciencia de que isso é errado e não pula do barco não sabe dizer não ,esta farra precisa acabar e estas pessoas devolver o que foi pego sei la mas isso que está acontecendo sirva de lição para muitos esperamos que se faça justiça

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