23 de Julho de 2019,

Política

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Domingo, 16 de Junho de 2019, 09h:05 | Atualizado:

OPERAÇÃO DRÍADES

Justiça nega suspender ação contra ex-deputado de MT por crimes ambientais

José Riva tentou usar suspeição de Selma Arruda em outra ação para paralisar processo


Da Redação

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A juíza da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-MT), Ana Cristina Silva Mendes, negou suspender uma ação que julga crimes ambientais em Mato Grosso, praticados por uma organização criminosa que teria como líder o ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), José Riva, além do ex-deputado estadual Mauro Savi. O despacho foi publicado pelo Poder Judiciário Estadual nesta sexta-feira (14).

De acordo com o processo, José Riva pediu a extensão de uma decisão proferida no âmbito de outra ação penal – que além de Riva, envolve o também ex-presidente da AL-MT, Humberto Melo Bosaipo, beneficiado com a suspensão do processo conduzido, a época, pela juíza aposentada Selma Rosane Santos Arruda, atual senadora pela PSL.

Selma Arruda atuava justamente na 7ª Vara Criminal, e também chegou a conduzir o processo por crimes ambientais antes de Ana Cristina Silva Mendes. A magistrada atual, porém, explicou que a suspeição não poderia ser mais aplicada em razão da aposentadoria da juíza, que virou senadora em 2018.

“Em análise ao pedido formulado pela Defesa de José Geraldo Riva, que requereu a extensão à esta ação dos efeitos da decisão judicial que sobrestou as ações penais do acusado Humberto Bosaipo, em virtude da Exceção de Suspeição, tenho que não merece ser acolhido, visto que a Exceção supramencionada foi julgada extinta, por perda do objeto”, diz trecho da decisão.

De acordo com informações da denúncia, José Riva e Mauro Savi eram os líderes de uma organização criminosa que atuava dentro da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). “Nesta conjuntura, pessoas indefinidas que tivessem problemas burocráticos relacionados a SEMA-MT procuravam os gabinetes dos Deputados Mauro Luiz Savi e/ou José Geraldo Riva e estes, por intermédio das rés, valendo-se do prestígio do mandato que desempenhavam, exerciam influência dentro da Sema-MT para pressionar/ordenar uma solução”, diz trecho dos autos.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MP-MT) as fraudes tinham o objetivo de obter recursos para as campanhas eleitorais de José Riva e Mauro Savi nas eleições de 2014. “Narra o Parquet que, com a aproximação das eleições gerais ocorridas no ano de 2014, surgiu a necessidade de se angariar fundos para pagar os gastos de campanha dos então Deputados Estaduais Mauro Luiz Savi e JOSÉ GERALDO RIVA, já que esses réus se candidatariam a cargos eletivos no referido pleito”.

Nenhum dos dois políticos ocupa cargos eletivos atualmente.

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Comentários (4)

  • Maria | Domingo, 16 de Junho de 2019, 16h47
    2
    0

    CONFORME A REPORTAGEM SENHORES PROMOTORES DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE E GOVERNADOR MAURO MENDES, ESSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA VEM PROPONDO LEIS A MUITO TEMPO PARA FRAGILIZA A FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL E A IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS PROPOSTAS PELOS DEPUTADOS E RETIRANDO DO INDEA E PASSANDO PARA SEMA E SEMPRE VISANDO A FLEXIBILIZAÇÃO DAS NORMAS E COM ISSO GERA À APARÊNCIA QUE ESSES DEPUTADOS TENTA, INSISTENTEMENTE E A TODO CUSTO, ENFRAQUECER O SISTEMA DE CONTROLE AMBIENTAL E DA ARRECADAÇÃO REALIZADO POR MEIO DA IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS FEITA PELO INDEA A MAIS DE 40 ANOS. É POR ISSO QUE ESSA ATIVIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS SE TORNOU UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DO TRANSPORTE DE MADEIRAS EXTRAÍDA NO TERRITÓRIO MATO-GROSSENSE... A FISCALIZAÇÃO SEMPRE INCOMODOU E INCOMODA AQUELES QUE ANDAM NA ILEGALIDADE. AVANTE MPE, MPF, PF E JUVAM.

  • Nelson | Domingo, 16 de Junho de 2019, 12h48
    3
    0

    Quando a FEMA-MT foi extinta e virou SEMA houve a maior bandalheira a mando desta quadrilha para arrecadar recursos para campanhas para reeleição dos membros. Os candidatos a reeleição saíram pelo interior e a cota mínima para as madeireiras não pararem era 50 mil reais para colocarem os créditos florestais no sistema sisflora. A inteligência da polícia investigou todo o esquema e encaminharam para o secretário que virou desembargador e ele escondeu na gaveta. Maior vergonha. Colocaram a culpa em servidores contratados.Se tivessem feito o correto a quadrilha que foi desfeita recentemente devido a vídeos mostrando os delinquentes enchendo os bolsos dos paletós e delações já teria sido presa há mais tempo. É bem Mato Grosso-Brasillllll...

  • Ggm | Domingo, 16 de Junho de 2019, 10h41
    3
    0

    Não dá para entender como um fora da lei, como esse ex deputado ainda está livre.

  • Fatima | Domingo, 16 de Junho de 2019, 10h13
    2
    0

    MEU PAI SEMPRE FALAVA QUE A FISCALIZAÇÃO E A IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS SEMPRE INCOMODOU E INCOMODA A MAIORIA DOS POLÍTICOS E AQUELES QUE QUEREM ANDAR NA ILEGALIDADE.

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