18 de Novembro de 2019,

Política

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Sexta-Feira, 08 de Novembro de 2019, 10h:44 | Atualizado:

PREVENÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO

Maluf lembra origem politica e prioriza TCE parceiro dos municípios de MT

Presidente eleito do TCE vai capacitar gestores, principalmente do interior do Estado


Da Redação

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O conselheiro Guilherme Antônio Maluf, que recebeu sete votos do pleno para comandar a corte de contas durante o biênio 2020/2021, exaltou a própria trajetória política, iniciada na Câmara de Cuiabá e bradou orgulho de ali ter chegado por indicação de seus antigos pares, deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Estou muito feliz. Como o senhor disse, minha trajetória não é uma trajetória técnica é política. Fui indicado pela Assembleia do Estado de Mato Grosso e dessa indicação me orgulho muito, senhor presidente. Estive como deputado por quatro mandatos, vereador da Câmara de Cuiabá, fui secretário de Saúde. Uma trajetória política antes de vir a pleitear o cargo de conselheiro desta corte”, falou, logo após o discurso do ainda presidente da corte, Gonçalo Domingos de Campos Neto, que foi eleito vice para a próxima gestão. Além dos dois como presidente e vice-presidente, o também conselheiro interino Moisés Maciel foi escolhido para comandar a Corregedoria Geral da corte de contas.

Maluf promete uma atuação "conjunta" com os demais conselheiros. “Pra mim é um momento muito especial nesta corte, que eu desconhecia. Passei, ao longo destes nove, 10 meses, a tê-la como segunda casa, a respeitar meus pares como irmãos. E é assim que devemos conduzir. E o senhor está de parabéns, presidente Campos Neto, porque soube conduzir de uma forma esplêndida esta eleição, com muita tranquilidade, serenidade e sobretudo muita sabedoria. Parabéns”, elogiou Maluf.

Maluf lembrou sua trajetória política, que sofreu um "up grade" a partir de 2015, quando, enfim, chegou a Mesa Diretora da Assembleia. Ele lembrou que a "missão" no parlamento era árdua, já que comandava o poder num momento complicado para a classe política, em virtude das prisões do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado José Riva, todos acusados de comandarem esquemas de corrupção no Estado.

“E trouxemos a Assembleia, que estava na 16ª posição no Ranking da Transparência, para a sexta assembleia mais transparente do país e a primeira do centro-oeste. Então, eu não vou deixar de forma alguma de reconhecer meu passado. Até porque esse passado é que compôs meu caráter público ao longo desses anos todos, mas os senhores vão poder contar comigo 24 horas por dia, senhor presidente, na busca por uma excelência de um controle externo eficiente, para que a gente epossa colaborar com todos os cidadãos de Mato Grosso, pra que dessa forma possamos exercer o principal objetivo desta casa”, disse.

 

ATUAÇÃO

Sobre a forma de conduzir o TCE no julgamento de gestores públicos, ele disse que procurará agir de forma conciliadora. A proposta será orientar e capacitar os administradores de recursos públicos antes de puni-los.

Segundo o presidente eleito do TCE-MT, várias irregularidades são cometidas por falta de conhecimento técnico por parte deles. "Hoje a maioria das infrações cometidas pelos gestores municipais é por falta de informação. E aí que vamos entrar, orientando esses gestores para que antes mesmo de tomarem posse nas eleições do ano que vem, já tenham no mínimo as noções básica de um gestor público", frisou.

 

 

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Comentários (3)

  • Paquetá | Sexta-Feira, 08 de Novembro de 2019, 12h11
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    0

    Antigos pares? Ou seria melhor dito, antigos cúmplices em seus diversos crimes? Será que esse senhor acha que engana alguém? Está no TCE graças as manobras imorais de seus asseclas! O povo impotente e sem poder fazer nada, graças a essa justiça venal e corrupta que temos aqui no estado, onde todos, de juizes, promotores a desembargadores estão todos com o rabo preso entre eles e ninguém pode fazer nada, pois se algum cair fora ou morre ou leva o bando todo morro abaixo!

  • O atalaia | Sexta-Feira, 08 de Novembro de 2019, 11h44
    2
    0

    A palavra parceria" tem sido empregada para representar uma combinaçào que possa facilitar as relações entre os poderes e orgàos de controle com os que estão sujeitos a fiscalizaçào. Isso é algo inadmissivel perante os princípios fundametais da razoabilidade, da proporcionalidade e da ética. Esse termo está associado à ideia e cumplicidade e não se traduz em nada que seja equitativo e bom para os cidadãos. Cada poder é independente e "parceria" não representa uma idéia de soberania...

  • Antônio | Sexta-Feira, 08 de Novembro de 2019, 11h09
    3
    0

    Kkkkk.... ladrão que foi vencido nas urnas mas sabe demais... aí colocaram num cargo vitalício para manter a boca fechada... agora não vai fiscalizar os outros ladrões... isso é bem Mato Grosso...

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