05 de Agosto de 2020,

Política

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Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 12h:34 | Atualizado:

PANDEMIA DESCONTROLADA

Mauro vê momento de guerra em MT e vê erros estratégicos nas cidades

Segundo governador, gestores fecharam tudo de forma precipitada e quando casos subiram lutam por abrir o comércio


Da Redação

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O governador Mauro Mendes (DEM) apontou que erros estratégicos resultaram num aumento de 500% nos casos de covid-19 e de 900% nos registros de mortes pela doença do Estado no último mês. Também criticou a população por causa do baixo índice de isolamento social registrado, medida apontada pelas autoridades sanitárias como a mais eficaz para contar o avanço e contágio do novo coronavírus. 

Mauro Mendes concedeu entrevista à Globo News na manhã desta sexta-feira e além de lamentar a situação, também falou sobre as novas medidas adotadas. Dentre elas, estão parcerias com prefeitos para criar novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para tratar pacientes com covid-19 e orientação aos municípios quanto a classificação de risco, que vai de baixa a muito alta e demanda diferentes níveis de restrições e atitudes mais drásticas. 

"É lamentável, nós registramos nos últimos 15 dias um número muito crescente de casos e também de mortes em nosso Estado. Primeiro, isso se deve ao pequeno nível de isolamento social que está acontecendo em Mato Grosso. Nós vimos nos últimos 30 dias com um nível de atividade econômica muito normal, pouco distanciamento", disse o governador. 

Mauro disse que o atual estágio da contaminação do novo coronavírus no Estado é comparado a uma guerra. "Todo mundo tem que fazer seu papel num momento de guerra. E nós estamos vivendo um momento de guerra. O prefeito tem que fazer o papel dele, o Governo Federal, o Ministério Público e o próprio Judiciário. Eu como governador, não posso ficar fazendo decreto de cidade a cidade, de acordo com a realidade da contaminação, até porque existe uma decisão do nosso Tribunal de Justiça dizendo que quem toma as medidas são os prefeitos", argumentou Mendes.

Conforme o gestor, lá no início da pandemia quando foi registrado o primeiro caso da doença, alguns prefeitos se precipitaram e decretaram paralisação total do comércio. "Isso causou muito transtorno num momento que não precisava, porque nós tínhamos apenas um ou dois casos e as UTIs estavam vazias. Agora que nós precisamos, nas últimas semanas, de ter realmente um nível de distanciamento maior existe uma resistência da população e até de alguns de prefeitos, em adotar as medidas adequadas para esse momento", afirmou Mauro Mendes. 

Ele voltou a lamentar o rápido aumento de registros e mortes, mas ponderou que o Governo do Estado está adotando muitas medidas. "Estamos aumentando leitos de UTIs. Estamos inaugurando essa semana 20 UTIs, tem outras 30 para inaugurar nos próximos dias e junto com prefeituras do interior estamos trabalhando para mais de uma centena de UTIs. E, paralelamente a isso estamos trabalhando muito na prevenção", ponderou. 

Conforme o governador, o tratamento precoce no início da doença é um ótimo caminho para evitar que as pessoas cheguem nos hospitais muito graves. "Hoje estamos recebendo pacientes nos hospitais com 50, 60, 70% dos pulmões comprometidos e isso torna muito difícil a recuperação pelos profissionais médicos nas UTIs', argumentou. 

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

Mauro Mendes ressaltou que não pode ficar fazendo um decreto para cada cidade, pois a realidade de contaminação é diferente em cada um dos 141 municípios. "Temos cidades sem qualquer caso, ou alguns tiveram casos, mas estão livres. Hoje, o Estado divulga classificação de risco e recomendação para cada prefeito implementar em função da classificação, se é baixo, alto, moderado ou muito alto”, lembrou.

CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE

Nas duas maiores cidades de Mato Grosso, a classificação aponta para risco “muito alto”, o que demanda medidas de restrição mais rígidas como fechamento total do comércio, com exceção das atividades essenciais, uso obrigatório de máscaras e distanciamento social, e higienização constante das mãos com uso de álcool em gel e lavagem usando produtos adequados como sabão e sabonete. 

"No caso de Cuiabá, Várzea Grande, o que aconteceu foi isso. O Governo soltou um decreto que dizia exatamente a medida que deveria ser tomada nos municípios com risco muito alto e os prefeitos não tomaram essa decisão", alegou o governador sem poupar críticas ao prefeito Emanuel Pinheiro.

"Especificamente em Cuiabá, ele não tomou porque lá atrás quando tínhamos um caso ele mandou fechar tudo. E aí estressou o comércio, gerou todos os efeitos colaterais que sabemos que tem essa paralisação, mas é um remédio amargo necessário aplicar no momento correto. Nós recomendamos isso e o prefeito não queria tomar porque ele parou lá atrás, no momento errado, e não queria parar agora no momento certo", afirmou o chefe do Palácio Paiaguás.

Dessa forma, Mendes justificou a intervenção do Tribunal de Justiça que acolheu pedido do Ministério Público Estadual e mandou que fosse decretada uma quarentena coletiva de 15 dias em Cuiabá e Várzea Grande. "Aí a Justiça determinou que ele e alguns outros prefeitos que estavam resistindo", observou o governador ponderando, no entanto, que hoje uma grande parte dos prefeitos está seguindo o decreto estadual e adotando medidas restritivas mais rígidas de acordo com a classificação de risco em função de grau de contaminação e velocidade que ela vem crescendo. 

EPICENTRO DA COVID-19

Mato Grosso foi considerado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como o epicentro da covid-19 no Brasil. De acordo com o balanço mais recente, já são 18.356 casos confirmados e 706 mortes pela doença causada pelo novo coronavírus. No Estado, em apenas um mês, o número de mortes saltou de 67 para 665.

 



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Comentários (16)

  • Ggm | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 17h11
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    Socorro parem o VLT QUERO descer. O povo do interior nunca levou a sério esse vírus, agora correm para Cuiabá. E melhor irem para brasilia o bozo está la. .

  • Eleitor revoltado | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 15h53
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    Dê blá blá blá o Povo tá cheio e de políticos incompetentes veja essa medida de prevenção que o homem do paletó tomou ridícula, não tem oque fazer e falar vêm com essa so pra aparecer na mídia hoje estamos lotados de contas para pagar aluguel atrasados sou comerciante no ramo de bar estou fechado á 3 meses por irresponsabilidade do prefeito Emanuel e o governo e aí quem vai pagar isso pra mim seus incompetentes.

  • MM | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 15h20
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    As duas gestões, o município e o estado foram irresponsáveis, a população também. Tem servidores infectados que continuaram trabalhando, porque o teste somente para o alto escalão. Tem Secretaria que mesmo com protocolos do decreto, o gestor exige que o servidor vá trabalhar, podendo infectar pelos documentos e processos. As normas adotadas e que o sevidor não deve correr risco são na PGE porque o governador deve estar falando das medidas adotadas somente para essa turma e SEFAZ. Outras Secretarias os servidores estão na pica do saci. Os gestores querem mostrar trabalho.

  • Laura Cristina Ferreira | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h36
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    É sério que ainda estão falando em reabertura de leitos de uti? não acham pouco tarde demai governador e secretário são dois retardados quando se trata de combater esta pandemia, não mais o que se fazer a não se tratar o vírus de maneira precoce, devido a contaminação comunitária, o ideal é atacar nos centros terminais de ônibus, industrias, triagem rápida, colocar serviços de atendimentos em avenidas para grande massa ter acesso ao kit covid, mas não interessa né senhores gestores politicos, ivermectina, cloroquina são medicamentos muito baratos...

  • Paulo Kogos | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h33
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    Distribuiu culpa para todos e não fez uma autocrítica sequer. Aí fica fácil governar...

  • Roberto Freitas | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h31
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    Esse senhor nunca assume erro algum. Está sempre transferindo a culpa para outra pessoa. Tenha santa paciência.

  • Analista Político | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h29
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    Mauro Mendes fez de tudo para botar no rabo do Presidente Bolsonaro, não deu certo, agora culpa os Prefeitos. Sim os Prefeitos tem culpa, mas a culpa é do Governador também, lamentável.

  • Eleitor | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h13
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    A única guerra que vejo é entre este Governador falador e Prefeito paletó, porque de prático mesmo para ajudar o povo é nada.. Imagina que veio dinheiro a rodo e tiveram 4 meses para construírem o que fosse necessário. Entretanto, neste período em que a pandemia ainda estava relativamente controlada esses ficavam na mídia disputando quem era mais amiguinho do povo..Agora, a conta chegou e eu espero ver estes dois é na cadeia e responsabilizados por todas as mortes.. A Policia Federal tem que fazer uma visita com urgencia em Mato Grosso porque o povo ver o Governador falando parece o homem mais dedicado e preocupado inclusive com os pobre, ai você assisti o Prefeito paletó falando e outro que diz que vive para salvar vidas e na verdade as vidas estão se perdendo pela falta de estrutura para atendimento. Cadê um hospital de campanha para agora nessa emergência atender ao povo? Policia Federal tenha dor do povo de Mato Grosso venha nos socorrer.

  • Cléber | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h08
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    Cuiaba foi um exemplo, se todos os municípios do estado tivessem copiado as mediadas de Cuiabá com certeza não estaríamos nessa situação, acontece que o interior não tem uti, todos doentes e familiares vem pra Cuiabá buscar atendimento e assim contaminando o povo daqui, vá trabalhar governador só critica e não toma uma medida

  • Cidadão brasileiro | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 14h01
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    O SENHOR TBM FOI EXTREMAMENTE INCOMPETENTE. APENAS PENSANDO NAS ELEIÇÕES MUNICIAPAIS E CRITICANDO PREFEITOS. KD O HOSPITAL DE CAMPANHA ??? NÃO ADIANTA SÓ FICAR CHORANDO COMO FEZ DESDE QUE ASSUMIU O MANDATO, SR GOVERNADOR. É NA CRISE QUE VEMOS QUEM É BOM GESTOR E QUEM NÃO É! VC ATÉ AGORA DESDE O INICÍO DO MANDATO FOI SÓ TERRORISMO E CHORADEIRA POR SUPOSTA FALTA DE DINHEIRO.

  • Gilmar Almeida Reis | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 13h48
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    Será que não tem homem de pulso firme nesse estado pra de uma vez resolver isso !? Será que precisa de morrer mais quantas pessoas pra chegar a um número lógico de fechamento. O pico e agora !! Todos tem que entender queira ou não ... Onde está a ordem do governo ? Infelizmente tudo e politicagem né... Cada um quer salvar o seu lado!! Cadê a força do governo de impor as regras no estado inteiro e ponto ! Um absurdo !! Um absurdo !! Mais quem sabe o sr. Prefeito de Cuiabá ou a Sra. Prefeita de vg ou tbm o Sr. Governador do estado vai fazer alguma coisa quando um familiar morrer vítima desse vírus ! Ou talvez não né, pq na política vcs só pensão em dinheiro !

  • Cidadao | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 13h33
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    A culpa é do servidor público. Seu foco é obras e não o povo. Governa para a elite e seus interesses próprios. A conta está chegando. Contra robôs para cuidar do povo, seu medíocre.

  • Refém do Agro | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 13h01
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    Covid 19 pega em soja? Se pegar, vai ter UTI de sobra!!! Gov atual foi negligente!

  • Anselmo | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 12h46
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    E o Estado o que fez até o momento recebeu montanhas de dinheiro e só fala mal dos Prefeitos, será que não era hora do Sr. GOVERNADOR agir?

  • Alves | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 12h44
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    Não apoio nem um prefeito, principalmente o paletó, mas por favor Governador, vai tomar banho e trabalhar rapaz, ninguém tem culpa disso não, para de brigar e politizar em um momento como esse, TOMA VERGONHA. Vocês (todos os politicos) tem é que nos explicar onde está indo o dinheiro que seria para a construção de hospitais e saúde ???? Isso sim os políticos tem culpa, de não aplicar na saúde o dinheiro para tal.

  • Servidora | Sexta-Feira, 03 de Julho de 2020, 12h43
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    O senhor teve culpa e muito seu sínico,..TCE e judiciário do inicio da pandemia até a presente data , servidores estão em teletrabalho , mas o senhor na sua ganancia não permitiu isso nas suas secretarias fechassem por completo as portas. Resultado que em muitas delas os servidores se contaminaram. Na SINFRA por exemplo , somente agora depois que noticiaram um monte de contaminados e com morte já de um servidor motorista que resolveram tomar providencias .. enquanto isso manda e desmanda os empreiteiros do asfalto....a grana deles não pode deixar de pigar nas suas contas ...absurdo , até servidora do gabinte já se contaminou ....portanto não venha agora Mauro Mendes dar uma de bonzinho , sinico....

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