21 de Setembro de 2019,

Política

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Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 23h:06 | Atualizado:

Mendes diz que países têm dever de manter preservação


Gazeta Digital

Líder em queimadas na Amazônia Legal, Mato Grosso recebeu a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nesta quarta-feira (21). Ele e o governador Mauro Mendes (DEM) sobrevoaram os pontos de queimada. Na ocasião, o democrata  afirmou que países estrangeiros têm o dever de manter os recursos para preservação ambiental.

Depois do voo na Baixada Cuiabana e Chapada dos Guimarães, com a companhia ainda da secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, o governador afirmou em entrevista coletiva que o dinheiro dos países que fazem parte da cúpula do meio ambiente “sempre será bem-vindo”.

A afirmação ocorre logo após Alemanha e Noruega bloquearem repasses para o combate ao desmatamento da Amazônia, visto os números alarmantes de incêndios nas últimas semanas. A verba destinada ao Fundo Amazônia é calculada em mais de R$ 113 milhões.

Contudo, Mendes conta que o bloqueio desses recursos não afetará imediatamente as políticas de preservação ambiental no Estado. “O corte afeta, mas não a curto prazo. Nós temos aqui alguns programas, projetos que estão em curso e nós vamos fazer com o dinheiro deles ou sem o dinheiro deles. Agora, nós queremos, e eles tem o dever de ajudar, porque eles pactuaram isso nas grandes conferencias do clima internacional”, afirma.

Entretanto, ele reafirma o comprometimento que países de Primeiro Mundo devem ter com a preservação ambiental. “Nós temos muito trabalho para fazer com aquilo que temos aqui. O dinheiro daqueles que tem o dever de ajudar na saúde do planeta sempre será bem-vindo. Porque isso eles prometeram em tantas reuniões internacionais, eles têm o dever de cumprir com o papel deles. E nós queremos, como todo mundo tem que querer, fazer a preservação em prol da saúde ambiental”.

Questionado sobre a crise econômica que aflige Mato Grosso, o governador volta a assegurar que o Estado terá condições, ainda que limitantes, de enfrentar o desmatamento e queimadas. “Nós estamos em crise, mas estamos sobrevivendo. Temos condições de fazer algumas ampliações, com nossas limitações, óbvio, mas muitas vezes não é só questão de recurso. É questão de você priorizar as suas atividades, como os bombeiros, que tem feito isso muito bem, tanto que a grande parte desses focos foram contidas dentro dessas disponibilidades”, disse.

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