04 de Julho de 2020,

Política

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Segunda-Feira, 29 de Junho de 2020, 18h:24 | Atualizado:

GERION - ARARATH 16

Motel, factoring e construtoras foram alvos da PF em MT; veja lista

Operação investiga lavagem de dinheiro de suposta propina recebida por conselheiros afastados do TCE

Gilberto Leite

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Entre as empresas alvos da Operação Gerion – 16ª fase da Operação Ararath –, deflagrada no dia 17 de junho, está um motel localizado no bairro Santa Cruz, em Cuiabá, uma empresa de fomento mercantil (factoring), uma construtora e incorporadora e um escritório de advocacia. Ao todo, foram expedidos pelo ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), 18 mandados de busca e apreensão, sendo 8 contra empresas, 8 contra pessoas físicas, além de 2 fazendas (veja abaixo todos os alvos).

Essas empresas citadas acima ainda eram desconhecidas. Outros alvos, como o Alphaville Buffet, já haviam sido divulgados no dia da operação.

Os mandados contra os conselheiros José Carlos Novelli, Waldir Teis e Sérgio Ricardo também eram de conhecimento desde o dia da operação. As medidas executadas têm ligação com investigação iniciada no Supremo Tribunal Federal (STF), que versa sobre desvios ocorridos entre 2012 e 2018. Cinco conselheiros do Tribunal de Constas (TCE), que estão afastados por decisão judicial, são alvos nessa etapa. José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Waldir Teis, Walter Albano e  Sérgio Ricardo estão afastados desde setembro de 2017 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nova fase da operação foi deflagrada após a compilação de informações fornecidas em acordos de colaboração premiada firmados entre o ex-governador Silval Barbosa, o ex-secretário Pedro Nadaf e o Ministério Público Federal (MPF). Segundo as delações, Silval pagou R$ 53 milhões aos conselheiros que, em contrapartida, deveriam aprovar as contas da gestão e não apresentar obstáculos ao andamento de projetos e obras do Executivo estadual, sobretudo voltados para os preparativos para a Copa do Mundo de 2014.

Diante do surgimentos de novas denúncias e desdobramentos oriundos da Operação Ararath, o caso, que tinha como relator na Suprema Corte o ministro Luiz Fux, foi desmembrado. Em decorrência de foro especial por prerrogativa de função, a parte relacionada aos conselheiros passou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça.

As investigações preliminares apontam que os conselheiros se utilizavam de empresas e pessoas físicas para esconder o recebimento das vantagens indevidas. Estão sendo apuradas as práticas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Comentários (3)

  • Heraldo | Terça-Feira, 30 de Junho de 2020, 06h20
    1
    0

    O pior que tudo é VERDADE, e nada vai acontecer, pois tudo vai prescrever.

  • Djuca Paletó | Segunda-Feira, 29 de Junho de 2020, 19h23
    6
    0

    O mais triste que é só barulho, não dá cadeia e no final não vira nada, tudo prescreve e o povo toma....

  • Cláudia de Medeiros | Segunda-Feira, 29 de Junho de 2020, 18h45
    7
    0

    Gente tô chocada. Lembro quando o Sergio Ricardo era apenas um apresentador que vendia carros na TV. Que triste esse fim desse sr.

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