22 de Julho de 2019,

Política

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Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 14h:00 | Atualizado:

O MANDANTE

MPE garante investigar grampos e sinaliza operação na próxima semana em MT

Domingos Sávio de Barros garante que líder e operador serão punidos


Da Redação

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Diante de cobranças da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) por um desfecho nas investigações do esquema de escutas telefônicas clandestinas conhecido como “grampolândia pantaneira”, o Ministério Público Estadual (MPE) afirma que os mandantes não vão ficar impunes. O promotor de Justiça, Domingos Sávio de Barros Arruda, coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), afirmou que uma resposta será dada na próxima semana. 

Conforme as investigações da Polícia Civil, as interceptações foram operadas por integrantes da alta cúpula da Polícia Militar durante a gestão do ex-governador Pedro Taques com aval de membros do primeiro escalão do tucano. Em interrogatório ocorrido na madrugada de 28 de julho de 2018, numa ação criminal onde é réu juntamente com outros quatro militares, o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, confessou que participou do esquema de escutas clandestinas e afirmou que foi o advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que arcou com as despesas para viabilizar a central de escutas. 

“Estamos dando uma resposta também para quem mandou, quem sabe até daqui quatro ou cinco dias possamos dar uma outra resposta em quem mandou. Então temos que preocupar com quem mandou e quem operou as escutas. O Ministério Público não está omisso nisso, estamos fazendo e vamos dar mais uma resposta na semana que vem, eu lhe garanto”, afirmou Domingos Sávio em entrevista ao vivo concedida por telefone à Rádio Capital FM nesta quinta-feira (11). 

A declaração foi uma resposta aos questionamentos feitos pelo presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, que revelou, dentre outros pontos, que o Ministério Público recusou as propostas de delação premiada feilas pelos coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante geral da Polícia Militar, e Evandro Lesco, além do cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, todos réus numa ação criminal que tramita na 11ª Vara Criminal Militar. Domingos Sávio rebateu alguns questionamentos e sustentou que as investigações são sigilosas e que o MPE não pode divulgar ou vazar qualquer detalhe sobre delação premiada. 

“Não sei porque essa birra com membros do Ministério Público porque quem é o protagonista são outras pessoas”, disse o coordenador do Naco. O jornalista Antero Paes de Barros observou que quem mandou os militares fazerem as escutas também são protagonistas e ressaltou que o Ministério Público pediu arquivamento de investigação contra o advogado e ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques. 

O integrante do Ministério Público destacou que existem questões jurídicas que precisam ser respeitadas. Sobre o caso dos militares, pontou que são protagonistas dos fatos, ou seja, das interceptações telefônicas clandestinas e que o processo contra eles está em fase processual avançada, prestes a receber sentença.

Dessa forma, afirmou não ser possível fazer delação para quem já fez confissão de culpa e cujo processo já está perto de receber sentença. “Estou dando um exemplo, o camarada nessa situação procura o Ministério Público já com a corda no pescoço pra homologar uma colaboração premiada e falando as mesmas coisas que já se falou que todo mundo já investigou , todo mundo já sabe”. 

Para Domingos Sávio, em tais circunstâncias o Ministério Público entende que não há motivos para firmar qualquer acordo de colaboração. Ele questiona como que a sociedade iria reagir e pontua que o MPE seria duramente criticado. “Poxa, mas essa cara não falou nada com nada, as mesmas coisas que já estavam sendo apuradas, e agora o Ministério Público faz acordo para ele pegar uma pena reduzida. Eles são os protagonistas”, disse o promotor ao garantir que os mandantes da “grampolândia pantaneira” não sairão impunes. 

Vale lembrar que no contexto dos esquemas de grampos também recaem acusações contra duas delegadas da Polícia Civil, contra membros do Ministério Público e contra o ex-governador Pedro Taques que é investigado em inquérito instaurado em 2017 com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e que neste ano foi remetido para a Justiça de Mato Grosso em virtude do término do mandato do tucano e a perda do foro privilegiado.

CONFISSÃO DO CABO GÉRSON 

 Na confissão feita em audiência diante do juiz Murilo de Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Militar, o cabo Gerson Corrêa revelou os detalhes de como era operado o esquema de interceptações contra políticos adversários ao grupo de Pedro Taques, empresários, médicos, jornalistas e advogados. 

Conforme o policial, as escutas eram para fins eleitorais na campanha de 2014, mas somente quando já estava envolvido é que tomou conhecimento disso, pois inicialmente foi informado que seria para investigar policiais suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas. Ele revelou ainda que recebeu de Paulo Taques a quantia de R$ 50 mil para comprar os equipamentos necessários para montar a central de interceptações.

No processo são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco e Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista e o cabo Gérson Corrêa. 

 

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Comentários (13)

  • Que assim seja. | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 21h49
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    0

    O fantástico ja deve esta de malas prontas para vir reportar nacionalmente quem é o chefe dos grampos apontado pelo competente, corretíssimo e ilibado MP de MT. O povo de Mato Grosso geme mais de 2 anos com este escárnio chamado grampos!

  • Raul | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 21h18
    2
    0

    Valeu domingos sábio por avisar mos, já Vms começar a limpar as gavetas pra esperar as buscas, vc é o cara dr, cara vc é demais kkkkkkkkkkk

  • Marcos Paulo | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 20h06
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    Esse bostia aí deve tá no meio!!!senão fosse Orlando Perri ele ficaria sentado em cima do processo!!!MP tinha que ter prazo por ser um órgão que investiga..Assim não deixaria de ser desonesto como vários promotores estão envolvidos em denúncias!!Obrigado Orlando Perri!!!Nos Cuiabanos agradecemos

  • Edmilson rosa | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 19h02
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    Se falar que o Paulo taques e Pedro taques não estão envolvido.entao solta o Lula pois ele é santo. Tá de brincadeira o mistério público estadual o Paulo taques mandou grampear até a ex dele.ta feio MP estamos de olho e até a OAB.

  • Ray | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 18h13
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    Mais um !! Fazendo pose pra foto !! Só EGOLATRIA

  • Ermano Gomes | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 17h46
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    0

    iiiii procuradorzinho 1/2 tijela abriu a porta da geladeira ja pensa que é ENTREVISTA kkkkkkkk

  • Geraldo Nunes | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 17h07
    6
    1

    Esse Domingos Savio é metido a SABIXÃO ESPETACULOSO ele vai é pegar um que nadatem a ver com o caso para ser boi de piranha ..... anota ai praticas costumeiras

  • renato | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 16h52
    8
    0

    Bom se isso não é avisar o ladrão que ele vai ser preso , já não sei mais o que é , ele mesmo vazou operação

  • eduardo | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 16h24
    6
    0

    VERGONHOSO O MP...SÓ ISSO E NADA MAIS.

  • José | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 15h32
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    1

    Duvido que esse caso seja concluído,

  • Marcos Paulo | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 14h49
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    1

    Esse domingos sábio eh muito cara de Pau!!!Se não fosse o desembargador colocar esses tontos pra trabalhar..iam estar sentado em cima do processo!! Esse cara tinha que era expulso do MP!!!Você eh um incompetente!!!

  • Guto | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 14h48
    12
    2

    Essa eu quero ver!!!

  • Matemático | Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 14h40
    14
    1

    Parabéns ao Presidente da OAB/MT em querer punição a todos esses vagabundos/criminosos que roubaram a privacidade de centenas de mato-grossenses. Queremos ver a pulseira de prata no braço do chefe do bando, e obviamente aos demais porcos/bandidos que participaram direta ou indiretamente desse grupo criminoso que se achavam os bam bam bam de MT.

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