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Política

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Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h:16 | Atualizado:

INQUÉRITO TARTARUGA

OAB alerta para sentimento de impunidade e compara grampo a "ditadura" em MT

Presidente cita que investigação está parada nas mãos de ministro

Mauro-Campbell-by-Sergio-Amaral-stj.jpg

 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso, Leonardo Campos, pediu ao ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça, informações sobre os ‘meses’ que se passaram desde o início do escândalo de escutas ilegais no Estado. Conhecido como ‘barriga de aluguel’, o esquema envolvia uma máquina de grampos ilegais instalada por um núcleo de policiais militares que bisbilhotaram mil políticos, opositores do governo, jornalistas, advogados e outros alvos. Calcula-se que o esquema fez mais de 70 mil grampos ilegais.

O ex-secretário da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques, primo do governador Pedro Taques (PSDB), chegou a ser preso duas vezes, em 2017 – ele tem negado envolvimento. As escutas telefônicas clandestinas em série atingiram até mil autoridades, políticos, jornalistas e personalidades na malha da grampolândia do Pantanal.

Segundo a OAB, ‘há 260 dias a população mato-grossense vive num clima de incerteza sobre a violação de direitos individuais por meio da quebra ilegal de sigilo telefônico desde que descoberto o esquema de grampos orquestrado no Estado’. A Ordem informou ter requerido ao ministro Mauro Campbell ‘celeridade’ nas investigações, ‘possibilitando o devido desmembramento do processo’. “Estamos há meses diante de uma denúncia gravíssima de uso de aparato estatal para violação dos direitos individuais do cidadão sem ao menos saber a extensão desta violação. Sem uma investigação célere, ficamos de mãos atadas na cobrança dos nossos direitos”, destacou o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos.

No dia 25 de maio de 2017, o processo de sindicância para apuração dos fatos foi distribuído a Campbell. Quatro meses depois, em 27 de setembro, a sindicância foi convertida em inquérito, avocando assim a competência das investigações que estavam em curso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

À época, o relator do caso na Corte estadual, desembargador Orlando Perri, solicitou prazo de 24 horas para a conclusão das investigações, mas o pedido foi negado e, desde então, tramita no STJ. Levantamento no âmbito do Tribunal de Justiça mostra que, desde 2014, quando datam as primeiras denúncias sobre quebra de sigilo ilegal, cerca de 70 mil interceptações telefônicas teriam sido realizadas em Mato Grosso.

No entanto, ainda não se sabe quem exatamente eram os alvos. “Dentre as dezenas de números já constatados na denúncia original, foram quebrados os sigilos telefônicos de advogados, jornalistas, servidores públicos, políticos, médicos, agente funerário, entre outros. Contudo, as vítimas e a sociedade mato-grossense ainda aguardam o desfecho das investigações para que possam adotar as ações necessárias”, afirma a OAB.

Campos enfatizou, em ofício enviado ao STJ. “Precisa ser solucionado o quanto antes, oferecendo resposta eficaz à população, para que cesse o sentimento de impunidade que começa a ganhar corpo na sociedade mato-grossense, notadamente diante do transcurso de mais de 260 dias desde a eclosão deste escândalo, capaz de ruborizar a mais rígida das ditaduras.”



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Comentários (19)

  • Pedro | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 23h17
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    Esses policiais sempre foram excelentes servidores, homens trabalhadores e honestos. É um absurdo o que fizeram com eles. Tanto bandido dentro da polícia e ficam cricificando esses caras.

  • cidadão | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 21h05
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    Como anda a investigação dos grampos realizados pela Polícia Civil, denunciado pela Dra Selma? Não vejo interesse no presidente da OAB/MT neste caso.

  • ANA | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 15h01
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    Grampos e desvio da Seduc, sem punição.. proteção.... revolta total.. justiça aqui não existe mesmo

  • Leitor | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 14h59
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    Ricardo, bem verdade o que disse. Não sei o motivo que enfurece o presidente da OAB/MT. O promotor que deu o "start" mudou para o japão???? Estranho senão diferente está atitude louvável da OAB. Efeito da eleição? Sei lá, há tantos descasos em nosso meio que fica estranho está situação. Apoio as investigações, mas ficar cutucando na mídia isso? Não sabia que a mídia que julgava as ações.

  • sarge | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 14h40
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    Nem todas os grampos de Mato Grosso nos últimos 10 anos atingiu as cifras acima. Não sei porque desinformam tanto. A lista oficial de grampos não chega a 100. De quem é o interesse de inventar esse número de mil políticos (mato nem tem isso tudo) ou setenta mil telefones.

  • Pedro | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 13h56
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    Esses policiais sempre foram excelentes servidores, homens trabalhadores e honestos. É um absurdo o que fizeram com eles. Tanto bandido dentro da polícia e ficam cricificando esses caras.

  • exercito alemao | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 13h42
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    3

    esse ministro faz parte da sacanagem do tampinha taques, não esperem muito por ele.....

  • Procurador | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 12h23
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    Porque a OAB não representa no CNJ ?????

  • Efraim | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 12h05
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    Vários membros do governo pedro taques postando em defesa desses vagabundos que grampearam milhares de pessoas e infelizmente não está sendo investigado coisa nenhuma .

  • Batmanligadajustica | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 11h58
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    Babaquice comparar isso a ditadura quem faz isso não sabe nem o que fala primeiro que a ditadura quem foi responsável por ela foi o exército segundo naquela época não havia celular pra grampear até que ponto esses grampos prejudicou alguém? Foi utilizado para extorquir alguém? Nada mais justo seria que a justiça reconhecesse os relevantes serviços prestados por esses policiais e lhe concedesse o perdão judicial ainda mais no Brasil onde rouba dinheiro público como água e a população padece com falta de segurança de saúde de educação de medicamentos hospitais policlinicas geração de empregos agora nem aposentar mais vai seria justo o perdão judicial

  • nilton | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 11h51
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    caraco quantos defensores dos investigados

  • Ricardo | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 11h28
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    Por que o presidente da OAB tem tanto interesse neste processo? Existem outros muitos mais graves em tramite, inclusive envolvendo integrantes da OAB. Por que não exige celeridade nesses processos?

  • João | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 11h04
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    Assim que muito se livram das punições. Ninguém julga e os crimes prescrevem. Um dono de uma grande rede de lojas condenado a 13 anos saiu ileso. Prescreveu.

  • Cidadao | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h55
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    Só não gosta de tocar no assunto da grampolandia; quem gosta e apóia coisa errada!! Função de grampear;e investigar;desde que ;com a devida autorização do juiz; chama se ;polícia judiciária civil!! Pm, é pra trabalhar na rua;fardado!! A oab tá correta mesmo; tem que cobrar sim....todos os dias,até alguém tomar providências! ! Detalhe' cadê a lista das pessoas grampeadas?

  • Olhovivo | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h45
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    OAB prestando serviço a quem? Para sociedade é que não é. Para os advogados também não. Triste ver nossa Ordem sendo usada politicamente. Só porque é ano de eleição. Vergonha !!!

  • mirna | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h42
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    OAB da tanto enfase nisso, mas e o EX SECRETÀRIO FAIAD????? quantas improbidades??? Algo para fazer CONSELHO DA OAB? COntinua ......... VIDA QUE SEGUE NEH, com dinheiro publico PODE

  • silva | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h41
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    A serviço de quem está a OAB? Por que não cobram andamento dos peocessos contra riva, silval e faiad?

  • Informação correta | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h37
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    Leonardo Campos desinforma: Primeiramente, gostaria de dizer que este artigo de opinião está mais para uma tentativa de trazer desinformação para a SOCIEDADE. Explico destacando alguns pontos: i- compromisso com a verdade; ii- celeridade do STJ; iii- grampolândia; iv- regime militar; e, v- inquérito no STJ; i- Compromisso com a verdade: qual interesse o Presidente da OAB/MT tem tanto nisso? Se as operações fossem anuladas em decorrência da dita “barriga de Aluguel” a quem interessaria? Qual verdade não aparece aqui? Onde estava a OAB/MT quando o Estado permitiu e permite o linchamento público da imagem de investigados, de qualquer investigado, incluindo membros da OAB? Onde estava a protetora dos Direitos Fundamentais? OAB/MT escolhe o Direito que quer defender e de quem quer defender? Não teriam todos o direito a defesa, a presunção da inocência? ii- Celeridade do STJ: nestes 260 dias ocorreu o chamado recesso forense, um direito conquistado pelos próprios advogados. Então, não ponha a culpa no órgão julgador! iii- Grampolândia: seja mais claro. Diga exatamente o que a sociedade precisa saber. Não a confunda! Diga que o Inquérito policial militar que apura os fatos que deram origem a “Grampolândia” já desceu para a primeira instância e os envolvidos já foram denunciados. Assim, se existe alguma demora não é por parte do STJ. O STJ ainda está com o Inquérito que apura a obstrução de justiça (operação ESDRAS). A apuração desta, por sua vez, não prejudica a apuração da anterior. Quero acreditar que o SENHOR esteja perguntando do Inquérito que apuraria as “barrigas de Aluguéis” que, em tese, teriam sido promovidas por alguns Delegados de Polícia, conforme apontado por uma Magistrada de Cuiabá. Aqui, confesso que esta investigação está parecendo igual a “perna de cobra”. O senhor, na qualidade de advogado e Presidente da OAB/MT, tem a obrigação de esclarecer os fatos e não jogar todos na mesma vala, pois isto fere a própria presunção de inocência e isto não me parece próprio de um representante da OAB. iv- Regime militar: neste momento fiquei com muita vontade de rir. Acompanhando os desfechos desta novela chamada Grampolândia, eu diria que toda esta situação que circunda a investigação, beira mais a Santa Inquisição (a fogueira já foi acessa há muito tempo) apoiada por vossa senhoria do que o regime militar. Alias, nos aponte os casos desta época que fundamentariam sua posição! v- Inquérito no STJ: mais uma vez! Qual inquérito o senhor está falando? Toda sua narrativa diz respeito a elucidação dos fatos que vimos na matéria do Fantástico. Se eu não estiver louco, este inquérito encontra-se na primeira instância da Justiça militar, com representação pela denúncia feita pelo MP estadual.

  • santos | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h36
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    Nem Lula que é o chefe da maior organização criminosa que o Brasil ja teve, condenado em duas instâncias está preso. Não sei porque esses policiais estão presos.

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