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Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 09h:22 | Atualizado:

DEU NO ESTADÃO

PF encontra nota promissória de doador de Taques com Éder Moraes


Estado de S. Paulo

Internauta

FERNANDO-ARARATH

 

O empresário Fernando Mendonça, maior financiador da campanha do senador Pedro Taques (PDT-MT) em 2010, é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos operadores do suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria abastecido campanhas eleitorais em Mato Grosso.

Mendonça é sócio de uma cadeia de supermercados atacadistas e presidia o PDT no Estado até o fim do ano passado. Uma filha dele é funcionária do gabinete de Taques no Senado.

O empresário doou, por meio da Vale Formoso Distribuição Ltda., razão social do Atacado Mendonça, R$ 230 mil para a campanha de Taques ao Senado. O valor representa 20% do total de R$ 1,1 milhão doado ao parlamentar em 2010, e faz de Mendonça o maior doador de campanha. Hoje pré-candidato ao governo estadual, Pedro Taques não é investigado na Operação Ararath, que apura lavagem de dinheiro e operação financeira clandestina.

Mendonça, sim, é investigado. Em fevereiro, ele foi alvo de busca e apreensão em sua casa e uma de suas empresas.

Entre outras operações identificadas como ilícitas pela PF está uma nota promissória de R$ 4,4 milhões em favor de uma das empresas de Mendonça (Comércio Regional de Alimentos), assinada por Eder Moraes, que foi secretário de Fazenda do governo Blairo Maggi (PR) e é apontado como o principal operador do esquema. Moraes foi preso na terça-feira, e está no presídio da Papuda, em Brasília.

A nota era datada de 14 de maio de 2010, com vencimento em 30 de junho. Lembrando tratar-se de “pleno ano eleitoral”, a PF anotou: “Trata-se de uma operação financeira de grande vulto realizada de forma clandestina com o uso, inclusive, da fachada da empresa do ramo atacadista. Eis um entre tantos indícios de que Fernando Mendonça França é um dos operam instituição financeira clandestina no Estado”.

No fim de 2013, Mendonça afastou-se da direção partidária. À época, Taques afirmou que a atitude não guardava nenhuma relação com a Operação Ararath, e sim com mudanças em diretórios do PDT em todo o Estado de Mato Grosso.

Uma filha de Mendonça, Ariane Victor de Matos Mendonça, é funcionária do gabinete de Taques no Senado. Ela trabalha, segundo o senador, no “núcleo de comunicação”, onde faz assessoria e opera as redes sociais do mandato parlamentar.

Defesa

Taques, que contou ser amigo de Fernando há 15 anos, disse que recebeu a notícia da investigação com “surpresa”. “Não posso ser responsabilizado por um ato que não é meu. Ele tem direito de defesa. As instituições tem que funcionar e (o caso) tem que ser apurado”, afirmou o senador.

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Comentários (4)

  • ajsantos | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 17h01
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    e viva mato grosso terra de engordar vadio!!! ,

  • Antonio Cavalcante Filho | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 16h12
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    Estão esquecendo de dizer que em dois mil e doze o Éder Morais foi um dos coordenadores da campanha do Ludio Cabral. Lebro-me dos Movimentos sociais enaltecendo papel de Eder Moraes na campanha de Lúdio Cabral, numa “Carta de Reconhecimento” ao seu trabalho e atuação decisiva nas eleições municipais ano.

  • Antonio Amorim de Oliveira | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 14h46
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    Quem está saindo bem depois de todas essas tramoias e o senhor Lúdio Cabral. Um bom nome, pois pelo visto, só sobrou ele.

  • Advogado | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 09h47
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    Ótima matéria, só faltou comentar que o advogado do Fernando Mendonça é um procurador da república aposentado!

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