Política Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 12h:26 | Atualizado:

Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 12h:26 | Atualizado:

OPERAÇÃO ARQUIMEDES

Polícia Federal recolhe documentos sobre duas fazendas no Nortão de MT

Planos de manejo das fazendas Ilha Grande e Marfim foram apreendidos

Da Redação

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Os alvos da Polícia Federal (PF) durante cumprimento de busca e apreensão na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) na manhã desta quinta-feira (25), foram documentos relativos a duas fazendas localizadas nos municípios de Aripuanã e Colniza. As propriedades são as fazendas Ilha Grande e Marfim. 

Na “Operação Arquimedes”, com diligências cumpridas em oito Estados, a PF investiga um esquema de extração ilegal de madeiras na Amazônia legal. 

Ao todo, foram expedidos pela Justiça Federal 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 109 de busca e apreensão. A operação também resultou no bloqueio de R$ 50 milhões de empresas investigadas. Outras 18 medidas cautelares, ainda não especificadas, estão sendo aplicadas. 

Em Mato Grosso, o único alvo da operação com mandados cumpridos foi a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, local onde estavam documentos de interesse da investigação relativos às fazendas. 

As investigações foram divididas em duas etapas: a primeira apura os crimes ambientais, extração, exploração e comércio ilegais de madeira enquanto a segunda visa apurar crime de corrupção envolvendo agentes públicos, engenheiros e empresários. 

Conforme as investigações da Polícia Federal, o esquema de corrupção envolve servidores de órgãos ambientais estaduais, entre eles a Sema/MT, engenheiros florestais, detentores de planos de manejo e proprietários de empresas madeireiras. 

Os investigados deverão ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica no sistema DOF (Documento de Origem Florestal), falsidade documental nos processos de concessão e fiscalização de PMFS (Plano de Manejo Florestal Sustentável), extração e comércio ilegal de madeira, lavagem de bens, direitos e valores, corrupção ativa e passiva e de constituição de organização criminosa. 

Em nota, a Sema informou que colabora com as investigações. 

Íntegra da nota:

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente confirma que recebeu agentes da Policia Federal na manhã desta quinta-feira (25) para busca e apreensão de documentos no âmbito da operação Arquimedes. A Sema está colaborando com a operação e todas as demandas foram prontamente atendidas para que os investigadores possam apurar as suspeitas de inserção de créditos florestais fictícios nos sistemas de comercialização e transporte de produtos florestais. Os trabalhos de investigação apuram fatos ocorridos antes da atual gestão, iniciada em janeiro de 2019. 

Para fortalecer o trabalho de investigação e repressão das ilegalidades, agentes da Polícia Federal designados pela superintendência do órgão em Mato Grosso irão participar, no próximo mês, de um curso de capacitação para compreender melhor o funcionamento dos sistemas da Sema envolvidos na aprovação de projetos florestais e autorizações de exploração florestal ou desmatamento (Simlam, Simcar e Sisflora). O objetivo é assegurar que o órgão de investigação tenha acesso às informações com mais rapidez e precisão. 

A Sema reitera que acredita na parceria com os órgãos de investigação e controle, tanto interno quanto externos, aliada ao controle social, para assegurar a legalidade nos serviços prestados pela Secretaria para que tenhamos um meio ambiente harmônico e equilibrado para esta e futuras gerações.





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Comentários (6)

  • consultora t?cnica

    Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 17h18
  • A SEMA NÃO É PROBLEMA. A QUESTÃO SÃO ALGUNS TÉCNICOS (NÃO SÃO TODOS) QUE FAZEM ESQUEMAS PARA LIBERAR LICENÇAS NA BASE DA PROPINA.
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  • benedito

    Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 17h16
  • enquanto isso a loira velha deita e rola há anos no esquemão. será que precisam pegar no flagrante diante das evidências de enriquecimento ilicito???
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  • Mairu

    Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 16h27
  • Todo dia a policia mete o pé na porta da Sema. O secretariazinha "pobrema" como dizia minha vó. De tanta busca e apreensão de documentos que ocorre lá daqui a pouco não sobra mais nada. kkkkkk
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  • Cuiabano

    Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 15h51
  • Que absurdo este comentario do Observador! O foco nao foi o setor da SUGF! Esta operacao engloba o Brasil todo e inclusive o IBAMA, porque ninguem fala mal do IBAMA? Sao processos antigos vindos do IBAMA. Antes de sair disparando comentários inuteis aqui no site, tenham certeza do que estao falando.
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  • JOS?

    Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 14h57
  • NUNCA ACABA ESSA MÁFIA DA MADEIRA....TODA SEMANA TEM OPERAÇÃO NA SEMA....ALGUÉM TEM QUE INTERVIR PARA PROTEGER UM ÓRGÃO TÃO IMPORTANTE....VAMOS FAZER UM LIMPA NÉ? INVESTIGAR INCLUSIVE ALGUNS SENHORES QUE DEVERIAM ELABORAR MECANISMOS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL, MAS NA VERDADE ESTÃOSEMPRE TENTANDO ACABAR COM OS EXISTENTES, AO EXEMPLO DA JÁ PERSEGUIDA ATIVIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRA REALIZADO PELO INDEA..EU RECOMENDO QUE A JUSTIÇA FIQUE DE OLHO NAQUELES QUE ESTÃO TENTANDO SEMPRE ACABAR COM A ATIVIDADE OU REALOCAR COMO FORMA DE AFOGAR A FISCALIZAÇÃO...ESTAMOS DE OLHO E ATENTOS A QUALQUER MOVIMENTAÇÃO.
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  • Observador

    Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 13h08
  • A Nota da SEMA distorce os fatos. O foco foi na Sala da SUGF e em Manejos Florestais. Estão querendo proteger quem? A GESTÃO DOS PROCESSOS INVESTIGADOS É A MESMA ATUALMENTE.
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