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Política

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Quarta-Feira, 26 de Março de 2014, 16h:10 | Atualizado:

Principal zona de escoamento da produção do Centro-Oeste deve ganhar porto público

A cidade de Porto Velho (RO), considerada uma das principais zonas de escoamento da produção do Centro-Oeste, deve ganhar um novo porto público. A informação é do indicado para dirigir a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Fernando José de Pádua Costa Fonseca, sabatinado nesta quarta-feira (26.03), durante reunião da Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado.

“Sem dúvida alguma existem projetos para a construção de um novo porto na cidade. Falo isso com base no Plano Nacional de Integração hidroviária, em que uma das medidas importantes para melhorar a oferta de serviço portuário é a recomendação de um novo porto público na região. O estudo também cita alternativas para o atendimento dessa mesma demanda”, disse o diretor.

Fonseca ressaltou a importância do setor hidroviário no escoamento de commodities, modelo adotado grupo pertencente ao senador Blairo Maggi na região Centro-Oeste com a fundação da Hermasa, em Porto Velho, há pelo menos 20 anos. Por meio do Rio Madeira, a produção da região chega até o porto de Santos, quando segue para outros países.

O senador Cidinho Santos questionou o sabatinado sobre quais fatores impedem, atualmente, a navegação de cabotagem, modelo de transporte ambientalmente mais eficiente, seguro e com potencial para desafogar o tráfego das estradas brasileiras.

O esclarecimento foi prestado por Mário Póvia – também sabatinado para compor a diretoria da Antaq-, que afirmou não haver no Brasil áreas destinadas à cabotagem. Segundo ele, a Agência detém estudos ‘sólidos’ com diagnóstico pronto sobre o tema. Póvia, no entanto, admite que haja dificuldade, na movimentação de mercadoria ‘porta a porta’ e realça a necessidade de investir em cabotagem por considerar inadmissível ‘uma carga de arroz sair do Rio Grande do Sul e ir de caminhão para o Nordeste’.

Póvia falou da burocracia quando ocorre ‘transbordo’ nos portos, encontro entre a chegada de um rodoviário e outro, ‘congestionando’ todo o sistema. “O modal rodoviário responde muito bem, mas quando acontece o transbordo ocorre o que chamamos de burocracia maior dentro do porto. Acredito que é possível alcançar novos modelos de transporte de cargas, como a hidrovia, por exemplo, e há portos ociosos que poderiam funcionar muito bem como postos de cabotagem, como os portos de Pelotas (RS), Cabedelo (PB) e o de Ilhéus (BA)”, sugere.

Regional Mato Grosso

Cidinho Santos falou sobre a necessidade de implantar um escritório de apoio em Cuiabá, capital do maior Estado produtor do país. A sugestão do senador é facilitar a pesquisa em infraestrutura hidroviária, que ‘ainda caminha a passos lentos’.

Póvia ressalta que é possível estudar a implantação de uma nova regional em MT, já que existe uma em Corumbá, e lembra que esta tem atendido ‘a contento’ as necessidades da Agência. Mas a solução pode ser mais célere se a Antaq direcionar o foco de atuação no Estado.

“Há possibilidade de dirigirmos um foco maior de atuação da agência. Trabalhar uma logística interna que permita aos fiscais visitarem com mais frequência a região de Mato Grosso.”

 

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