24 de Agosto de 2019,

Política

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Domingo, 21 de Julho de 2019, 18h:30 | Atualizado:

PRINTS DA VAZA-JATO

Procurador compara Mensalinho de Silval a esquema de filho de Bolsonaro, diz Intercept

Comparação foi feita pelo procurador Danilo Dias


Da Redação

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Conversas privadas entre procuradores do Ministério Público Federal (MPF) divulgadas pelo site Intercept Brasil mostram que o coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, concordou com a avaliação de colegas do MPF de que o hoje senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, ambos do PSL, mantinha um esquema de corrupçãp em seu gabinete quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro. Um dos procuradores, Danilo Dias, comparou o caso ao esquema de mensalinho que ocorria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso na gestão do ex-governador Silval Barbosa. 

“Não tenho dúvida de que isso é mensalinho”, escreveu o procurador regional da República Danilo Dias, acrescentando em seguida: “No mesmo esquema de Mato Grosso com Silval Barbosa”, consta em trechos dos diálogos publicados neste domingo (21). 

O mensalinho de Silval Barbosa citado pelo procurador foi tornado público com a homologação do acordo de delação premiada do ex-governador em agosto de 2017. Antes do acordo, ele ficou preso por quase dois anos no Centro de Custódia da Capital (CCC) até decidir confessar e entregar deputados, ex-secretários, empresários e até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) como integrantes dos equemas de corrupção. 

Na delação homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Silval confessou ter chefiado uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 1 bilhão dos cofres mato-grossenses por meio de vários esquemas de corrupção que iam de fraudes em licitações, incentivos fiscais indevidos concedidos mediante propina paga por grupos empresariais até o pagamento de um mensalinho que ele fazia aos deputados estaduais em troca de apoio político e governabilidade no Legislativo Estadual.  

Ao todo, de acordo com Silval Barbosa, 24 deputados, entre titulares e suplentes que faziam parte da 17ª legislatura (2011-2014) teriam recebido propina oriunda das obras do MT Integrado, da Copa do Mundo de 2014 e empresas beneficiadas com incentivos fiscais. Os parlamentares, segundo o ex-governador, receberiam R$ 600 mil cada um divido em 12 parcelas. Alguns deles foram gravados recebendo maços de dinheiro no gabinete de Silval e os vídeos foram exibidos pelo Jornal Nacional e outros veículos nacionais. 

Agora, em âmbito nacional no contexto da Operação Lava Jato, o chefe da força tarefa e outros procuradores da República, reconheciam, de acordo com os chats secretos mantidos por eles e divulgados pelo Intercept Brasil e outros veículos nacionais como a Revista Veja, que Flávio Bolsonaro também mantinha esquema de corrupção. 

Segundo os procuradores, o esquema, operado pelo assessor Fabrício Queiroz, seria similar a outros escândalos em que deputados estaduais foram acusados de empregar funcionários fantasmas e recolher parte do salário como contrapartida.

Conforme a publicação, a procuradora do MPF, Hayssa Kyrie Medeiros Jardim, explicou que o esquema praticado por Flávio se tratava de “Esquema equivalente ao descoberto na Dama de espadas”. "Em seguida, a procuradora compartilhou um artigo da Tribuna do Norte, publicado no dia 12 de novembro de 2018, que revelava o funcionamento de um esquema similar na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. No caso, uma organização criminosa formada por servidores e ex-presidentes da casa realizou desvios milionários por meio de um esquema com funcionários-fantasma", diz trecho da reportagem.

Segundo a revista Veja, que teve acesso ao documento que embasou a quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro, o Ministério Público do Rio de Janeiro vê indícios que sugerem a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do então deputado. O caso seria, então, ainda mais grave do que os outros casos citados pelos procuradores. Clique aqui e leia a reportagem completa do Intercept Brasil.

silval, intercept

 

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Comentários (7)

  • José | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 09h32
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    Senhor promotor por falar em mensalino o senhor ainda lembra o nome dos deputados de mato grosso que se beneficiavam a sociedade ainda não esqueceu seria muito bom o MP e os políticos de mato grosso desenrolaram os rabos?

  • Antonio | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 08h56
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    O governo Bolsonaro não é diferente de nenhum governo anterior. Não tem capacidade de governar e usa o toma-lá dá cá. Também povoado de histórias de corrupção, como por exemplo, seus diversos ministros envolvidos em falcatruas: General Heleno (Segurança Institucional – fraude licitações), Onyx Lorenzoni (Casa Civil – delatado JBS), Paulo Guedes (Economia – fraudes operação greenfield), Luiz Henrique Mandetta (Saúde – fraude licitação, caixa 2 e candidaturas laranjas), Tereza Cristina (Agricultura – delatada JBS), Ricardo Salles (Meio Ambiente – condenado), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos – irregularidades ONG Atini e sequestro da menor índia Lulu), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia – empresa de fachada), Marcelo Álvaro Antonio (Turismo – fraudes INSS, Banco do Brasil e Laranjas), Gustavo Bebianno (Secretário Geral do Planalto - com várias candidaturas laranjas de caixa 2 e desvio de dinheiro público). Além dos DEZ ministros comprovadamente envolvidos em irregularidades e ainda tem: o movimento inexplicado de R$ 1,2 milhão pelo Fabrício Queiroz (ex-assessor do gabinete) que realizou de dezenas de depósitos em dinheiro na conta de Flávio Bolsonaro que até pagou um título de R$1 milhão de reais e ainda comprou R$4,2 milhões em imóveis para lavar propina; além disso o Flávio Bolsonaro mantém a Evelyn Queiroz como funcionária fantasma no seu gabinete na ALERJ e está envolvido 42 candidaturas laranjas por meio da empresa da sua assessora pessoal Alexandra Pereira. Ainda tem os cheques de Flávio Bolsonaro assinados pela senhor Valdenice Oliveira (mãe de miliciano fugido da justiça) que cuidou do financeiro da campanha Flávio Bolsonaro e cujo filho está envolvido com as investigações da morte da vereadora carioca Marielle. Não se esqueça que também tem o Luciano Bivar da direção do PSL envolvido com diversas candidaturas laranja para caixa 2 e desvio de recursos públicos. Não se esqueça do lider do governo no Senado, o senador Fernando Bezerra, envolvido em diversos inquéritos e processos criminais por uso irregularidades na aplicação de dinheiro público. O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre é o protegido do governo Bolsonaro que ocultou e sonegou imóveis da justiça eleitoral, para simular que é pobre. Ainda mais, a primeira dama, Michelle Bolsonaro recebeu um depósito inexplicável de R$24 mil, de um empréstimo que não se consegue comprovar nada. A primeira dama, Michele Bolsonaro, é omissa na defesa da mulher e da criança, sendo conivente com a explosão de violência contra mulher que os Bolsonaros fizeram explodir no Brasil ao confrontar direitos femininos. O FALSO NACIONALISMO do Bolsonaro internacionalizou os recursos naturais brasileiros, especialmente amazônia, petróleo e minério, fez isso quando (1) entregou ao governo estadunidense a base aeroespacial de alcantara, (2) autorizou um fundo de pesquisa estadunidense sobre biodiversidade na amazônia, (3) autorizou a livre entrada e saída de pessoas ligadas a tais assuntos (ou seja, vão entrar e sair do país sem visto e sem controle da biodiversidade, fauna, flora e recursos minerais recolhidos no Brasil). É preciso abrir abir inquérito policial federal e apurar os crimes praticados por meio de ocupantes de cargos no governo federal que se comportam como MILICIANOS CIBERNÉTICOS NAS REDES SOCIAIS utilizando MENTIRAS, CALUNIAS E DIFAMAÇÃO contra a ordem social e política. Esses crimes são punidos pelas leis: Lei nº 1802/1953, 12735/2012, 12737/2012 e 12965/2015, bem como artigos 286 a 288 do CÓDIGO PENAL. INCLUSIVE INQUÉRITO POLICIAL CONTRA AS FAKENEWS DO PRÓPRIO MANDATÁRIO MAIOR DESSE PAÍS. AFINAL VAMOS OU NÃO VAMOS CUMPRIR A LEI? QUEM ERROU TEM DE PAGAR OU NÃO? Não vamos esquecer do arsenal de 117 fuzis e munições foi encontrado no condomínio de Bolsonaro, supostamente destinados ao abastecimento de milicias no RJ. Temos ainda o aumento do desemprego no país, que atingiu o record de 12,4%. Queda na exportações de carne por causa da política externa incorreta. Desgoverno total, sem projetos e sem noção de políticas públicas. Previsão de PIB BR abaixo de 0,7% para 2019. Inflação em alta. Dolar a R$4,00. Prejuízo de R$32 bilhões em desvalorização das ações da Petrobrás por causo do telefonaço do Presidente Bolsonaro para segurar o preço do diesel (lembre-se que a lava jato apura um R$6,5 bi de desvios na Petrobrás). Prejuízo de R$21 bilhões em desvalorização das ações do Banco do Brasil por causa do telefonaço do Presidente Bolsonaro para suspender publicidade e interferir em política de juros. Operação Policial da PF para apurar desvio do Fundo Partidário do PSL por meio de laranjas. Déficit de R$7 bilhões nas contas públicas de março de 2019 (Lembrando que Dilma apurou no mesmo mês de 2015 superavit de R$1,2 bilhão e Temer apurou R$5,0 bilhões de déficit em 2018. Aumento de 34% na violência contra a mulher. Aumento em 300 nos tiroteios no Rio de Janeiro por confronto. Morte de 3 inocentes fuzilados pelo Exército no RJ. Desaparecimento do Queiroz. Balança comercial em queda. Brasil de Joelho para os EUA. CARLOS BOLSONARO mantém funcionárias fantasmas, normalmente de idade muita avançada.

  • FIDEDIGNO | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 08h48
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    prestem atenção,bandidos. lavem a boca antes e falar o nome do nosso presidente.

  • Raul | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 07h59
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    São todos petista e esquerdistas esses procuradores e promotores da lava jato, certeza que o o mito e seus filhos são "onesto" , todos com inveja, porque eles trabalharam duro desde 1988, e ficaram rico com trabalho "onesto" , e esses 24.000,00 que a mulher do mito recebeu é dinheiro limpo...

  • Nadir | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 07h08
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    O MPMT aliviou geral para o Pedro Taques e foi implacável com o Riva. Isso é ilegal. Pau que bate em chico não bate em francisco?

  • alexandre | Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 06h23
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    Fake News da esquerda.. e o presidente da assembléia legislativa do Rio de janeiro ? 46 milhões..

  • Morris | Domingo, 21 de Julho de 2019, 18h53
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    A LEI SÓ VALE PARA O SILVAL? LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE JÁ! OS ÓRGÃOS DE CONTROLE SE CORROMPERAM! É VERGONHOSO. SÃO CRIMINOSOS! PREVARICAR É POUCO PERTO DOS CRIMES QUE COMETERAM

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