Política Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 17h:13 | Atualizado:

Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 17h:13 | Atualizado:

CRISE NA EDUCAÇÃO

Professores dão prazo ao Estado e temem novo partido de Taques

Categoria aguarda até setembro para ter reivindicações atendidas

LEANDRO AGOSTINI
Especial para o FOLHAMAX

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Após ameaçarem paralisar as atividades a partir desta terça-feira, os professores da rede estadual de ensino de Mato Grosso decidiram, em assembleia geral realizada na tarde desta segunda, dar mais um prazo para o Governo atender as reivindicações da categoria. A classe permanecerá em estado de greve até o mês de setembro, quando será realizada uma nova assembleia geral. 

Segundo o presidente do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), Henrique Lopes, os votos a favor de greve já nesta terça-feira era considerável. “Por bom senso e em busca de um diálogo estendemos o estado de greve até setembro e aguardamos um posicionamento do Governo para, pelo menos, abrir o diálogo”, declarou.

Para Vivian Botelho, secretária-geral do Sintep, o Governo não está respeitando a categoria ao não debater as reivindicações. Ela citou que o indicativo de greve existe desde o dia 8 de junho.

Onde reivindicam a diferença dos pagamentos da diferença da reposição salarial, bem como outras melhorias para o sistema educacional. “Existe um desrespeito a gestão democrática nas escolas, ao descumprimento da recomposição salarial, na intervenção no mandato e na eleição dos diretores. Também cobramos concurso público para educação, o que não acontece há 4 anos”, ponderou a secretária.

Estiveram reunidos representantes de 113 municípios, sendo a principal representatividade da base do interior de Mato Grosso.

FILIAÇÃO DE TAQUES

O Sintep também criticou a forma como o governo tem sido conduzido nestes primeiros meses de mandato. Para a categoria, o estado tem apresentado uma lógica extremamente moralista, apontando que tudo que foi feito em governos passados foi errado, inclusive na educação.

O presidente do Sintep aponta ainda que os impactos da crise política federal repercutem em Mato Grosso. O fato do governador Pedro Taques estar mudando de partido é acompanhado de perto pelos representantes da categoria. 

Henrique Lopes alertou que Taques sinaliza para filiação em partidos com tendências diferentes pela qual se elegeu, principalmente na política para a Educação. “Não vou falar nomes de partidos. Mas pelo que estamos vendo, ele sinaliza ingressar numa legenda que prega algo bem diferente daquilo que ele propôs para a Educação. E isso pode prejudicar os trabalhadores e os próprios alunos”, avaliou. 

Após oficializar a saída o PDT na última semana, Pedro Taques sinaliza ingressar no PSDB ou no PSB. A sigla tucana é apontada como o destino do governador.

 





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Comentários (5)

  • julio cesar

    Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 21h52
  • Engraçado é que enquanto o PT esteve na Secretaria de Educação em Mato Grosso não houve sequer uma greve. De repente surgiram problemas e mais problemas, graves ao ponto de levar a uma greve.
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  • mario siqueira queiroz

    Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 20h12
  • Isso mesmo Julio Lopes, olha nunca houve tantas greves nas Universidades Federais como esta havendo na gestão dos Petralhas que dizem que prioriza a educação. http://www.rdnews.com.br/executivo/nos-governos-petistas-universidades-deflagram-5-movimentos-grevistas/63910
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  • Julio Lopes

    Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 20h08
  • Negro Preto, você tem razão. Leio apenas Brasil247. Prometo que ficarei mais atento lendo a "pequena mídia". Mas será que os dados que você apresenta são verídicos? A imprensa internacional que você cita é o pravda.ru ou o gramma? Avise-me, pois quero ficar inteligente como você!
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  • Negro Preto

    Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 19h08
  • Julio Lopes, creio que você não deva ser uma pessoa culta, que lê, tem opinião própria e que não seja alienado pela grande mídia. No Paraná, São Paulo, Goiás, que são governados pelo PSDB, os professores ganham bem menos que os de MT. E tem mais (geralmente a Globo não mostra): nesses três estados, o governo responde com cassetetes, bombas e cães ferozes quando há pedido de melhoria salarial ou de condições de trabalho. Você, Júlio Lopes, não deve ter visto, mas a imprensa internacional publicou várias reportagens sobre a truculência policial contra professores nesses estados. Você não lê, não tem opinião própria, senão veria que os estados do Nordeste tiveram notas excelentes no ENEM. Se conseguir, tire suas conclusões.
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  • Julio Lopes

    Segunda-Feira, 17 de Agosto de 2015, 17h46
  • Pode ficar tranquilo Henrique Lopes. Creio que o governador jamais teria coragem de filiar-se ao PT.
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