23 de Abril de 2019,

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2019, 17h:48 | Atualizado:

MATÉRIA POLÊMICA

Reforma da Previdência divide deputados de MT


Gazeta Digital

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Ela ainda nem chegou, mas já está causando comoção e divergências no Congresso Nacional. A nova reforma da Previdência, que deve ser apresentada pelo governo Federal ainda este mês tem previsão de votação na Câmara dos Deputados até maio deste ano. Entre os deputados federais de Mato Grosso ainda não há um consenso e existem pontos em que os parlamentares ainda querem colocar em discussão antes da votação.

A necessidade de uma reforma da Previdência já foi enfatizada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), mas o projeto não foi votado pelos parlamentares. Jair Bolsonaro (PSL) voltou a falar no déficit de R$ 290 bilhões que a Previdência teve em 2018 e do outro lado da balança, as centrais sindicais afirmam que o país perde mais de R$ 500 bilhões por ano só com a sonegação fiscal.

No meio dessa briga estão os parlamentares, que os eleitores esperam por um posicionamento, mas que ainda aguardam mais detalhes sobre o projeto. A nova proposta, seguindo o vice-presidente General Hamilton Mourão inclui não apenas a reforma do atual sistema, mas a implantação de um novo sistema de capitalização e o projeto deve demorar cerca de 4 meses para ser aprovado no Congresso.

Novato na Câmara dos Deputados, Nelson Ned Previdente, o Nelson Barbudo (PSL) afirma que a reforma é necessária. “Vai ter que ser feita a reforma da Previdência, isso nós já sabemos, porque sem ela o Brasil vai quebrar, como a Grécia. A reforma vem sendo empurrada com a barriga e ninguém teve coragem de votar, porque tem impactos em vários setores da sociedade. Esse projeto ainda não foi apresentado pelo governo, mas quando chegar vamos fazer todas as análises para tomar posição e, talvez, propor emendas”.

Ex-senador e agora deputado federal, José Medeiros (PODE) é mais cauteloso e diz que ainda é cedo para opinar e que a questão precisa ser muito bem discutida. “O que se tem até agora, é que todos os técnicos que falam sobre o tema dizem que se não for feita uma reforma, daqui a uns dias os aposentados não recebem mais, a união não vai ter dinheiro para pagar. Nós precisamos discutir temas. Vai continuar do mesmo modelo, a Previdência com a assistência social? Qual é o verdadeiro rombo? Qual o período de transição? São muitas dúvidas que precisam ser dirimidas para que a gente avance nesse tema”.

Novato não só na Câmara dos Deputados, como na vida pública, Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), usou a tribuna na última quinta-feira (07) para falar sobre o tema. “Precisamos, em conjunto com a sociedade, de forma clara e propositiva, discutir a reforma da Previdência, que hoje consome 48% da receita líquida do governo Federal. Por isso conclamo a todos para aquilo que eu acredito ser a palavra chave para o momento político em que vivemos: unidade”.

Ex-deputado estadual e agora no parlamento federal, Leonardo Albuquerque, o Dr. Leonardo (SD), declara que irá lutar pelos trabalhadores. “Sabemos que a reforma é necessária para o Brasil avançar, mas não sacrificando e tirando os direitos do trabalhador. Vamos discutir junto com o Executivo e apresentar uma proposta que seja justa a todo cidadão brasileiro, que precisa sim ter o direito de se aposentar justa e dignamente. Não vamos abrir mão da discussão da previdência social. Esse é um compromisso com o cidadão brasileiro do deputado Dr. Leonardo e do Solidariedade aqui no Congresso”.

Professora e ex-secretária estadual de Educação, Rosa Neide (PT) apenas afirmou que o partido está estudando a reforma para propor alterações. “Juntamente com o PT estamos estudando a proposta e vamos apresentar emendas que reparem os prejuízos que estão apresentados no texto original : tempo igual para homens e mulheres, por exemplo”.

Veterano na política mato-grossense, o deputado federal reeleito Carlos Bezerra (MDB) informou que como a proposta ainda não foi apresentada, não pode se posicionar. Os deputados federais Neri Gueller (PP) e Juarez Costa (MDB) foram procurados pela nossa equipe de reportagem, mas não responderam ou atenderam às ligações.

 

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Comentários (3)

  • sediclaur | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 10h24
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    Não publicaram o meu comentário por que? Porque é a pura verdade e tá todo o mundo de conchavo pra encobrir as maracutaias de todos esses anos passados e em contrapartida ferrar o servidor público com essa tal de reforma previdenciária, com certeza. Mas tenho outros meios de voltar a carga e tornar isso bem claro.

  • walter liz | Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 09h00
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    com desculpas de defender trabalhadores ficam postergando a reforma, ela precisa sim ser efetivada e com urgencia, bem como o governo tem que receber dos grandes devedores, pegar os recursos oriundos destas cobranças e proporcionar melhorias para a grande parcela da população Brasileira que financia atravez de sacrificios os previlegios existentes. os abastados com super aposentadorias oriundas de recursos publicos ( uma minoria ) ficam como vampiros sugando dos trabalhadores e pior , ainda poe os trabalhadores e servidores publicos mais humildes para reclamarem

  • Souza | Domingo, 10 de Fevereiro de 2019, 21h26
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    Parabéns Dr Leonardo por defender os trabalhadores, geralmente a corda arrebenta sempre do lado mas fraco

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