27 de Junho de 2019,

Política

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Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 18h:25 | Atualizado:

ESTADO EM CRISE

Servidores exigem salários até dia 10 e decidem "greve branca" em fevereiro

Profissionais da Saúde pretendem para somente no dia 12 do próximo mês


Da Redação

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A saúde pública do Estado de Mato Grosso pode se tornar ainda mais caótica no mês de fevereiro. Isso porque, em decorrência dos atrasos salariais, os servidores da área decidiram hoje (11), em assembleia geral, o indicativo de greve para o dia 12 de fevereiro, com paralisação de 24 horas, caso a folha de pagamento não seja cumprida em toda sua integralidade até o dia anterior, 11 de fevereiro. “Indicativo de greve para o dia 12/02/2019 (terça-feira) com parada de 24 horas neste dia, da categoria da saúde em todo o Estado de Mato Grosso, unidades ambulatoriais, hospitalares e administrativas, mantendo apenas o efetivo de 30% da urgência e emergência, e desmarcando todos os procedimentos eletivos, caso os salários não sejam creditados em sua integralidade (100%) até o dia 11/02/2019 para todos os servidores aposentados, pensionistas e ativos”, diz trecho do Informe à Imprensa, distribuído pelo Sisma (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde).

Neste mesmo dia de paralisação, os servidores se reunirão novamente para discutir a possibilidade de deflagração de greve por tempo indeterminado. Ainda segundo o texto, a decisão só permanece válida enquanto o Governo do Estado não cumprir com sua obrigação de pagar os servidores, ativos e inativos, até o dia 10 de cada mês, conforme rege a Constituição Estadual.

Durante a assembleia de hoje, os servidores decidiram por manter o estado de assembleia permanente, já assumida pelo Sisma desde o dia 24 de setembro do ano passado, quando os problemas com a folha se acentuaram, ainda na gestão Pedro Tasques (PSDB). A medida dá celeridade para os servidores tomarem suas decisões, por exemplo, caso queiram deflagrar estado de greve, uma vez que é preciso cumprir prazos estipulados em lei.

A assembleia, realizada nesta sexta-feira em Cuiabá, contou com a participação de 250 servidores, que representam unidades de saúde da Capital e de cidades do interior. A situação da Saúde acompanha a calamidade instalada em todo o Estado, seja pela falta de recursos, como argumentou Pedro Taques quando governador, seja pela falta de gestão dos recursos, como argumenta hoje o governador Mauro Mendes (DEM), que acabou de tomar posse e vem estudando os números deixados por seu antecessor.

A greve da classe já é ventilada há mais de mês, porém, devido à troca de gestão, os servidores decidiram segurar um pouco a paralisação geral, para dar fôlego a Mauro Mendes e uma oportunidade de “colocar o trem nos trilhos”.

 

NOTA PÚBLICA

Após intenso debate de 250 servidores de carreira da saúde na sede do sindicato em Cuiabá, com representantes das unidades da saúde da capital e interior, votamos e aprovamos pela maioria absoluta:

1) permanecer em estado de assembleia permanente instalada desde 24/9/2018;

2) Indicativo de Greve para o dia 12/02/2019 (terça-feira) com parada de 24 horas neste dia, da categoria da saúde em todo o estado de Mato Grosso, unidades ambulatóriais, hospitalares e administrativas, mantendo apenas o efetivo de 30% da urgência e emergência, e desmarcando todos os procedimentos eletivos caso os salários não sejam creditados em sua integralidade (100%) até o dia 11/02/2019 para todos servidores aposentados, pensionistas e ativos.

E neste dia de greve (24 h) os quase 6000 servidores públicos da saúde deliberarem pela construção da greve por tempo indeterminado.

Com verba alimentícia não se brinca. Se prioriza! Não aceitaremos mais atrasos. E mesmo se alguns receberem por faixa o espírito de solidariedade da nossa categoria será o diferencial de todos na luta por mais respeito.

Oscarlino Alves

Presidente do SISMA/MT

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Comentários (16)

  • Raimundo | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 10h11
    4
    0

    O voto é livre e o choro também, cada um é responsável pelas suas escolhas, a classe apoiou o MM e agora vai ter que aguentar e sofrer as consequências da escolha. Isso se chama democracia. Eu não votei, não voto e não acredito nele, ainda mais apoiado pelos Campos, Rivas e Bezerra, mesmo assim tenho que aguentar pelas escolhas que vocês fizeram, então nada mais justo que vocês que escolheram também aguentem.

  • Cadê o 13°TERCEIRO DIVIDIDO 4x | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 09h53
    2
    1

    Cadê o décimo terceiro DESGRAÇA.

  • O atalaia | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 09h38
    1
    1

    Os servidores públicos estaduais demonstraram flexibilidade ao anunciar greve branca de um dia, em 12/02. Deram, portanto, um prazo elástico para que o governo tome mais conhecimento do movimento das receitas e encontre meios para flexibilizar também. É assim que se negocia com maturidade....

  • Servidor Público | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 23h53
    11
    5

    Fico indignado com essa gente que diz que o servidor público tem que entender e aceitar as mentiras desse mentiroso, devemos trabalhar de graça e aceitar com bom humor as injustiças que estão acontecendo?. Aos desavisados: servidor é assalariado e é merecedor do seu provento. Trabalhamos e muito. Não aceito mais falta de respeito. Todo comentário maldoso, irei responder a altura, ok?

  • Servidor Público | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 23h52
    12
    6

    Fico indignado com essa gente que diz que o servidor público tem que entender e aceitar as mentiras desse mentiroso, devemos trabalhar de graça e aceitar com bom humor as injustiças que estão acontecendo?. Aos desavisados: servidor é assalariado e é merecedor do seu provento. Trabalhamos e muito. Não aceito mais falta de respeito. Todo comentário maldoso, irei responder a altura, ok?

  • Russo | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 22h01
    12
    6

    Eu avisei! Eu avisei!. Mauro mente, Mauro mente e mente muito. Agora estão implorando para receber dia 10 que antes julgavam em atraso.

  • SERVIDORA INDEA | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 21h59
    7
    17

    EU E MUITOS OUTROS COLEGAS JAMAIS FARÍAMOS UMA GREVE NAS CONDUCOES QUE O ESTADO SE ENCONTRA. SR GOVERNADOR PODEMOS ASSEGURAR QUE OS SERVIDORES DO INDEA NÃO ENTRARÃO EM GREVE POIS SOFREMOS NO PASSADO E NINGUÉM FEZ NADA NEM SINDICATO MENOS AINDA O FÓRUM SINDICAL PREJUDICANDO MAIS DE 400 PAIS E MÃES DE FAMÍLIA. MAIS A FRENTE ÀS COISAS VOLTAM A SEREM COMO ANTES SE CADA UM FIZER SUA PARTE.

  • Cidadão Matogrossense | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 21h28
    15
    4

    Uai... o Exelentissimo Gov. MM durante a campanha não havia prometido que pagaria os salários dos servidores públicos dia 30 de cada mês além do rga??? Sem dúvida sobrou hipocrisia!!!

  • Cuiabano | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 20h30
    4
    16

    Se tiver greve, o governador pode pedir situação de calamidade pública eu apoio, já foi falado que não tem dinheiro pra nada, nem pra remédio, eu apoio o GOVERNO

  • analista ambiental | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 20h29
    6
    2

    o governador está de parabéns em cobrar impostos do agronegócio, essa sim é uma casta de privilegiados no estado e que agora estão chiando em pagar os tributos imagina se o governo do estado for cobrar o pagamento pelo passivo ambiental gerado nestas décadas de ocupação? quantos rios foram soterrados? quanta fumaça foi inalada? quantos toneladas de agrotóxicos contaminaram nosso aquifero subterrâneo? quantas pessoas tiveram sua saúde comprometida com a inalação dos agrotóxicos? quantas espécies da fauna foram mortas e até extintas com o impacto causado pelo desmatamento para plantar capim? e for destalhar sobre os reflexos causados pelo desmatamento de milhares de hectares de florestas nos últimos 30 anos que alteraram o microclima regional e até nacional? francamente senhores da degradação ambiental aceitem o que o governador mauro está propondo, tá de graça, porque se ele for cobrar a conta completa ai voces vão sentir um sacode bem forte nos seus lucros. que tal fazerem uma análise custo x beneficio do lucro econômico versus externalidades negativas causadas com a atividade agropecuária? que tal fazer um desconto sobre as consequencias do custo do desmatamento em relação ao lucro que obtiveram nesses anos todos? vai por mim, esse pessoal do agronegócio tem que aceitar a proposta do governador, é bem mais amena, vai doer menos!!!!!!!!

  • Rugal | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 20h08
    11
    4

    Greve Vermelha já

  • Janaína Xavier | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 19h50
    10
    5

    Todos os servidores devem tomar a mesma decisão!👏👏👏👏👏

  • Juca Koroti | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 19h23
    12
    29

    Se ficarem sem trabalhar não vai mudar nada, seria diferente se fizessem operação padrão, mas é perigoso ter até morte, o povo não se dá com a prática do trabalho.

  • Marcos Antônio | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 19h01
    35
    4

    Com verba alimentícia não se brinca. Se prioriza!

  • Julio | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 18h53
    34
    4

    aqueles que contribuem: servidores 27,5% de imposto de renda descontado em folha pequenos comerciantes, pequenos empresários, pequenos e médios produtores rurais e há UMA CASTA PRIVILEGIADA que não contribue: 415 GRANDES Há rempresas de Mato Grosso são isentas e ainda a exportação de commodities agrícolas, ou seja, os barões do agronegócio. Os menos afortunados tem sustentado esse estado, mas isso é ultrajante e insustentável.

  • Cadê o 13° | Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 18h31
    39
    6

    Cadê a decimo terceiro

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