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Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 14h:29 | Atualizado:

PROPINA DA ODEBRECHT

STF prorroga inquérito contra Maggi


Gazeta Digital

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deferiu pedido da Polícia Federal, autorizando a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito que apura suposto recebimento de propina de R$ 12 milhões do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), na época em que era governador de Mato Grosso, por parte da Odebrecht. O pedido foi feito pela PF no final de janeiro e concedido pelo ministro na última sexta-feira (9).

A investigação contra Blairo Maggi surgiu em abril do ano passado, após os ex-executivos da construtora Norberto Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto firmarem acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), no âmbito da operação Lava Jato. Além de Blairo, também é alvo do mesmo inquérito o deputado federal e ex-governador de Mato Grosso do Sul José Orcírio Miranda dos Santos (PT), o Zeca do PT.

Segundo os colaboradores, o pagamento de propina ocorreu no contexto das campanhas de reeleição de Blairo Maggi e José Orcírio ao cargo de governador de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, respectivamente, no ano de 2006. Eles relataram ter feito os repasses de dinheiro indevido por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Na lista de propina, Blairo Maggi era identificado como “Caldo”.

João Pacífico e Pedro Leão contaram ainda que a Odebrecht detinha créditos a receber do Estado, decorrentes de obras da rodovia MT-010 realizadas anteriormente, os quais, embora reconhecidos administrativa ou judicialmente, não eram pagos. Após negociação dos executivos com o governo, foi criada uma comissão especial com o objetivo de obter repasses da União para fazer frente a esses créditos.

Os delatores citaram ainda o ex-secretário de Estado da Casa Civil Eder Moraes como o responsável por ter se apresentado, em nome do governo, solicitando pagamento de propina em troca dos créditos negociados. Conforme os delatores, Eder usou o pretexto de contribuição eleitoral para a campanha de reeleição de Blairo Maggi ao governo do Estado.

Na época em que surgiu a denúncia, tanto Blairo quanto Eder negaram as acusações. O ministro alegou sua inocência, dizendo que nunca recebeu doação de campanha da Odebrecht ou que tenha autorizado alguém para que fizesse tal solicitação. Ele entregou às autoridades documentos relativos aos pagamentos feitos pelo Estado à construtora e aguarda a conclusão das apurações.

Já Eder Moraes se disse surpreso, negando ter tido contato com os executivos delatores e ainda participação na campanha de reeleição de Blairo Maggi.  

 



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Comentários (5)

  • De olho | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 21h46
    4
    1

    Ta na palma da mão !! Blario dizia que tava na palma da mao mas não falou que era na mão dele

  • Eliane Baracat | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 19h40
    3
    9

    Blairo Maggi,é um dos únicos político que faz muito por Mato Grosso,portanto eu não acredito nesses denúncias e sim, Confio, acredito e Apoio Blairo Maggi. Eliane Baracat,Jornalista e Funcionária Pública

  • Edmilson Rosa | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 18h52
    8
    3

    Pode apertar que esse ano ele vai preso silval já abril o bico

  • Lourdes | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 18h13
    4
    5

    Prescrito ... além do marido Judiciário tem que tomar cuidado com provas forjadas, armadas e sem valor jurídico ...

  • LIU ARRUDA | Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 14h54
    13
    5

    BLAIRO MAQUINAS!!!!!!!!!!!!!!!!! VAI PERDER PARA O PROCURADOR MAURO...............KKKKKKKKKKKKKKKKKK

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