26 de Maio de 2020,

Política

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Segunda-Feira, 30 de Março de 2020, 20h:45 | Atualizado:

OPERAÇÃO FAROESTE

STJ decreta prisão preventiva de advogado de MT e manda isolá-lo na cadeia

Vanderlei Chilante é suspeito de comprar sentença de desembargadora na Bahia

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Para resguardar a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes acolheu representação formulada pelo Ministério Público Federal e decretou a prisão preventiva da desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), e dos advogados Vasco Rusciolelli Azevedo e Vanderlei Chilante, que atua na cidade de Rondonópolis. No último dia 20, o ministro havia ordenado o afastamento do cargo e a prisão temporária, por cinco dias, da desembargadora, além da prisão temporária dos outros dois acusados.

A prisão preventiva é por tempo indeterminado. Com base em diálogos gravados que mostraram a continuação das atividades da rede criminosa mesmo após a deflagração da Operação Faroeste, o Ministério Público fundamentou o pedido de prisão preventiva com indícios da prática habitual e profissional de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e venda de sentenças relacionadas a grilagem e disputa de terras no Oeste da Bahia.

Uma ação controlada autorizada pelo STJ e realizada pela Polícia Federal resultou na apreensão de R$ 250 mil em posse de Sandra Inês e Vasco Rusciolelli Azevedo no dia 17 de março – dinheiro que teria sido remetido de Rondonópolis (MT) a Salvador naquela mesma data por um produtor ruralpor meio do advogado Vanderlei Chilante.

O ministro Og Fernandes reiterou que as investigações mostram que as atividades ilícitas perduraram mesmo após o início da Operação Faroeste, que resultou no afastamento e na prisão preventiva de outros desembargadores e juízes do TJBA. "Nem com as investigações desnudando o suposto esquema criminoso no Oeste baiano, e com várias medidas cautelares em pleno vigor, os investigados cessaram o curso de suas ações antijurídicas. Por fim, chama a atenção o fato de a ação criminosa não ter se interrompido mesmo durante a pandemia de coronavírus (Covid-19), quando há a recomendação de restringir-se a interação social – tudo isso a corroborar a necessidade premente da aplicação das medidas cautelares pleiteadas no presente procedimento", afirmou.

ATESTADO

Em relação ao advogado Vardelei Chilante – por conta de um atestado médico noticiando que ele manteve contato com paciente suspeito de coronavírus e que deveria ficar em isolamento domiciliar restrito de 17 a 30 de março –, Og Fernandes determinou o cumprimento da prisão em regime domiciliar. Decidiu pela transferência do jurista para uma unidade prisional nesta terça-feira (31), salvo se houver alteração de seu quadro clínico.

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Comentários (2)

  • Rafael | Terça-Feira, 31 de Março de 2020, 08h26
    3
    0

    CONTRATE COM URGENCIA OS BONS PRÉSTIMOS DO G rande ME rda DO STF que ele te libera na hora

  • Antonio Carlos | Segunda-Feira, 30 de Março de 2020, 22h56
    12
    1

    Agora só está faltando prender os desembargadores aqui do tribunal de justiça de Mato Grosso!! Pior ainda Vai ser os indicados pela OAB..Só advogado dos corruptos que tem acesso aos próprios desembargadores.

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