02 de Julho de 2020,

Política

A | A

Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h:00 | Atualizado:

Taques questiona dados mostrados por Silval

Levantamento sobre o andamento do caixa público de Mato Grosso, realizado pela equipe econômica do governador eleito Pedro Taques (PDT), coloca em “xeque” a garantia dada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) de que deixará o comando do Estado com equilíbrio fiscal e financeiro. Na tarde de segunda-feira, em visita de cortesia ao Ministério Público Federal (MPF), Taques afirmou que “as contas do governo não batem com os números que tenho”, se referindo por exemplo, às dívidas que segundo o pedetista chegam a aproximadamente R$ 1,2 bilhão. “Esse valor é sobre dívida que um governo passa para o outro”, ponderou.

A posição do gestor eleito vai na contramão da segurança dada por Silval de que os cofres públicos estão em plena condição para execução de ações. Silval reitera que no fechamento das contas de seu segundo mandato, o caixa do Executivo terá mobilidade, ou seja, parâmetro para trabalhos com mais de R$ 1 bilhão à disposição de Taques.

Os 12 Grupos de Trabalho só deverão alinhavar a “reforma administrativa” nos próximos dias. Desde agora, existe um clima de desconforto entre os representantes do gestor eleito, e do governo Silval Barbosa. As análises dos GTs apontam para um campo de dificuldades para concretizar, a curto prazo, promessas de Taques como avanços urgentes em áreas prioritárias, como a saúde. Os condicionamentos financeiros, ou seja, um caixa público comprometido, seriam para o grupo do pedetista sinônimo de barreiras pela frente.

Taques repetiu ontem sua meta de levar adiante o objetivo de enxugamento máximo da máquina pública, dentro dos novos moldes da gestão pública. “Vamos enxugar a estrutura e priorizar áreas como a saúde”, assinalou.

Silval

A ótica do governador peemedebista se atém a um cenário pautado na estimativa orçamentária prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2014, de R$ 13,345 bilhões. A arrecadação, segundo dados do Fiplan (Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças), já chegou até o mês de outubro, a R$ 13,396 bilhões.

Para chegar ao aporte que pode ultrapassar R$ 1 bilhão, Silval sustenta melhorias no campo da arrecadação. Leva em consideração, principalmente, os meses de novembro e dezembro, que historicamente apresentam maior evolução se comparados aos outros meses do ano. Nesse viés, ele soma recursos federais, como os esperados pelo FEX (Fundo de Apoio à Exportação), cerca de R$ 400 milhões amparados pela Lei Kandir.

Sua afirmativa seria reforçada pelo desempenho do ICMS, principal fonte de receita própria do Estado, que foi estimado junto à peça orçamentária em R$ 6 bilhões e somou, até novembro deste ano, R$ 7,4 bilhões.

Postar um novo comentário

Comentários

  • Comente esta notícia

INFORMES PUBLICITÁRIOS

MAIS VÍDEOS