25 de Junho de 2019,

Política

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Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 23h:30 | Atualizado:

FORTUNA NO CARRO

TRE nega travar ação contra deputado de MT que corre risco de cassação

PRF apreendeu R$ 90 mil no dia da eleição em carro com santinhos de tucano


Da Redação

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A juíza federal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Vanessa Curti Perenha Gasques, negou travar uma ação de investigação judicial eleitoral contra o deputado estadual suplente Carlos Avalone (PSDB). O parlamentar teve o nome envolvido numa ocorrência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em outubro de 2018, que flagrou dois homens num veículo na BR-070, na região de Poconé (100 Km de Cuiabá), com diversos "santinhos" de Avalone, além de R$ 89,9 mil em dinheiro vivo dentro do porta-malas do carro.

A decisão da juíza federal é do último segunda-feira. A magistrada negou um agravo de instrumento interposto por Carlos Avalone que pretendia “travar” a investigação argumentando que a Justiça Eleitoral deveria se manifestar pela necessidade ou não da adição de outros réus ao processo.

A magistrada, entretanto, explicou que o questionamento do parlamentar faz parte das alegações preliminares do processo  que serão analisadas pelo Pleno do TRE-MT, ou seja, os demais membros da Justiça Eleitoral de Mato Grosso em sessão de julgamento que ainda irá ocorrer. “É entendimento deste Egrégio TRE/MT que, face a uma decisão interlocutória, não é cabível recurso de agravo em sede de representação sob o rito do artigo 22 da Lei Complementar 64/90, salvo em caso de teratologia ou decisão manifestamente ilegal, o que evidentemente não se vislumbra aqui. As questões preliminares ou prejudiciais da AIJE não precluem e por isso não necessitam de enfrentamento imediato”, ensinou a magistrada.

Em sua decisão, a juíza federal também considerou não haver o “menor sentido” em travar a ação que tramita contra Carlos Avalone, pois seus argumentos preliminares serão analisados pelos magistrados do TRE-MT “normalmente”. “De fato, não há o menor sentido em travar a marcha processual desta representação, para que se enfrentasse, agora, uma questão de ordem pública (litisconsórcio passivo necessário que leva à decadência) a qual, repita-se, foi levantada pela defesa no momento oportuno (contestação) e será normalmente analisada e decidida no julgamento colegiado definitivo”, asseverou a juíza federal.

Ao negar o pedido do deputado, a magistrada deu 3 dias para a Procuradoria-Regional Eleitoral (PRE), autora da ação, se manifestar sobre a necessidade de realização de novas diligências. Após a manifestação, será a vez da defesa de Carlos Avalone dizer se pretende produzir outras provas no processo.

O CAOS

Segundo informações da PRF, um Gol, de cor prata, foi abordado no KM 560 da BR-070, na região de Poconé. No interior do veículo, os agentes abordaram dois suspeitos, que estavam com R$ 89,9 mil em dinheiro vivo, além de vários santinhos do então candidato a deputado estadual Carlos Avalone, no porta-malas do carro. O flagrante foi feito no dia 4 de outubro de 2018.

A ação era parte de uma operação da PRF realizada em Poconé. Os dois suspeitos foram levados à sede da Polícia Federal em Cuiabá. Questionados sobre a origem dos recursos, a dupla entrou em contradição. Um deles disse que o montante era relativo à venda de uma moto. O outro, por sua vez, admitiu que o dinheiro seria utilizado para o pagamento de cabos eleitorais de Carlos Avalone no município de Cáceres (222 KM da Capital).

Carlos Avalone disputou as eleições de 2018 para o cargo de deputado estadual de Mato Grosso, obtendo 14.263 votos. Ele não conseguiu se eleger, e ficou como 1º suplente do seu colega de partido, Guilherme Maluf (PSDB), reeleito na AL-MT com 29.959 votos. Avalone, porém, tomou posse no dia 1º de março de 2019 após Maluf renunciar ao cargo de deputado para assumir uma cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

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Comentários (5)

  • CHIRRÃO | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 08h59
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    0

    DESDE QUANDO A JUSTIÇA ELEITORAL TEM CAPACIDADE PRA INVESTIGAR CORRUPÇÃO E CAIXA 2????É SÓ PRA PASSAR A MÃO NAS CABECINHAS DOS PARCAS..

  • José | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 08h19
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    Lá se vão seis meses e eu já vi caso como este só ser resolvido depois que o mandato acaba então vamos esperar lá por 2025 quem sabe

  • alexandre | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 07h07
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    0

    Ué, não é o mesmo TRE que teve mão pesada com a Selma ,? Quando é PSDB é diferente ?

  • paula goetz | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 06h38
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    Acalmem-se, como o Avalone é tucano, a ação vai prescrever. Quando trata-se de PSDB, nada acontece....Brasil tem exemplos reais.

  • Marcos Paulo | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 01h16
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    0

    Todo mundo sabe que avalone sempre eh deputado para pedir a governador apoio político em troca de dar obras para construtora 3 irmãos do irmão dele e as emendas parlamentar tem direciona a 3 irmãos ..Esse cara já era pra estar preso desde a vez que foi preso nas obras do PAC que eles direcionaram pra todos que foram presos e ainda estão soltos..

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