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Política

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Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h:15 | Atualizado:

CPI DO PALETÓ

Vereador cobra que Emanuel preste "depoimento convicente"

Prefeito de Cuiabá ainda não confirmou se irá comparecer a chamada “CPI do Paletó”, que investiga um suposto recebimento de propina de Pinheiro em seu mandato de deputado estadual


Da Redação

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O vereador de Cuiabá, Gilberto Figueiredo (PSB), disse esperar do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) uma explicação sobre o episódio em que aparece colocando dinheiro nos bolsos de seu paletó entregue pelas mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), Silvio Cesar Corrêa. O fato motivou a criação de uma CPI na Câmara de Vereadores da Capital, local esperado por Figueiredo para ouvir do prefeito sua versão do caso.

O Chefe do Executivo municipal, porém, ainda não confirmou se irá comparecer. “Toda a população, os que apostaram escolheram democraticamente o prefeito, gostariam de obter uma explicação melhor do que aquelas que obtivemos até aqui. Torcemos inclusive para que tenha um fato novo para que a auto-estima da população possa ser resgatada”, disse o vereador.

Gilberto Figueiredo foi um dos principais apoiadores da criação da chamada “CPI do Paletó”, porém, acabou ficando de fora da formação da comissão, que tem como presidente o vereador Marcelo Bussiki (PSB), Adevair Cabral (PSDB) na relatoria e Mário Nadaf (PV) como membro titular.

Figueiredo também comentou o depoimento do ex-goverador Silval Barbosa, que deve comparecer no próximo dia 23 de fevereiro para prestar seus esclarecimentos. “Ele já confirmou sua presença. Também pela mídia local já afirmou que vai confirmar os depoimentos que já fez”, disse o vereador.

CPI DO PALETÓ

Além de Silval, o ex-assessor Valdecir Cardoso, o ex-Chefe de Gabinete do ex-governador, Sílvio César Correa Araújo, e o ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Sicme-MT), Alan Zanatta, também podem depor à CPI nos dias 7, 16 e 21 de fevereiro, respectivamente. 

A Comissão investiga em que contexto o prefeito Emanuel Pinheiro – na ocasião, ainda deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) -, foi gravado por uma câmera oculta instalada por Sílvio César Corrêa, ex-Chefe de Gabinete de Silval Barbosa, em sua própria sala. Pinheiro recebeu maços em dinheiro vivo das mãos de Corrêa e colocou em seu terno. O episódio foi utilizado como “inspiração” para chamar as investigações na Câmara de “CPI do Paletó”.

De acordo com o depoimento de colaboração premiada de Silval Barbosa realizado junto a Procuradoria-Geral da República (PGR), os pagamentos eram uma espécie de “mensalinho” pagos aos deputados estaduais durante sua gestão (2010-2014) para obtenção de apoio do Poder Legislativo.

Já Alan Zanatta, se for intimado a comparecer na CPI, pode esclarecer um controverso episódio envolvendo Silvio Correa. No fim de agosto de 2017, o ex-secretário da Sicme-MT teve um encontro com o ex-Chefe de Gabinete de Silval e utilizou um gravador oculto para registrar a conversa. Nela, Zanatta tenta extrair uma declaração para tentar inocentar Emanuel Pinheiro do episódio. A “manobra”, porém, não surtiu o efeito esperado, o que pode complicar ainda mais a situação do prefeito de Cuiabá.

 



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Comentários (1)

  • JOAO DO PEDEGRAL | Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018, 10h54
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    9

    SENHORES VEREADORES, PARA DE CHORUMELA, OS FATOS FORAM REAIS, E SO TEM UMA SAIDE TANTO PARA VOCES QUE SÃO FISCALIZADORES E REPRESENTANTE DO POVO E CUMPRIR A LEI, E A LEI E PERCA MANDATO E FICAR INELEGIVEL, DEVOLVER A QUANTIDADE AOS CONFRE PUBLICO PRISÃO 8 A 12 ANOS EM REGIME FECHADO.

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