Cidades Segunda-Feira, 20 de Julho de 2015, 13h:40 | Atualizado:

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Alimentação e hábitos saudáveis evitam quilinhos extras

 

Da Redação

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Começa por um simples pacote de batatas. Depois vem um docinho, uma vida sedentária e assim, de mordida em mordida, a obesidade chega de mansinho e vai ganhando espaço e fazendo morada. Até, de fato, começar a incomodar. As consequências desse mal para o organismo são graves e trazem consigo uma série de complicações.

No caso de crianças e adolescentes, as consequências são ainda mais graves, pois estão em fase de crescimento, o que pode afetar o desenvolvimento saudável. Além disso, os “quilinhos” extras da vida infantil, mesmo que eliminados mais à frente, deixam sua herança camuflada no organismo de tal forma que doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto podem se manifestar anos depois, na vida adulta.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a obesidade como uma das doenças que mais assolam a humanidade. A projeção é que em 2025 cerca de 2,2 milhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. No Brasil, as projeções são igualmente alarmantes: Mais de 50% da população está acima do peso. Entre as crianças, esse índice é de 15%.

De acordo com a nutricionista especialista em obesidade e emagrecimento Graciely Navarros, a obesidade infantil é de uma forma geral uma doença crônica e há vários métodos para diagnosticá-la, sendo o principal deles o Índice de Massa Corporal, o famoso IMC. O índice é traduzido na seguinte fórmula: IMC = PESO/ALTURA². Faça o teste e tenha em mente o seguinte alerta: IMC de 97 ou acima disso é obesidade. O diagnóstico pode ser feito também por meio da anamnese clínica e nutricional (avaliação do profissional em consultório) e exames físicos.

Graciely reforça que as causas do excesso de peso, na maioria dos casos, são um misto de fatores. “O desenvolvimento da obesidade é a associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Por exemplo, crianças que passam por um curto período de amamentação, com introdução precoce de alimentos ou introdução de alimentos inadequados para a idade, são mais propensas a desenvolver a obesidade”, destaca a especialista, relatando ainda fatores como distúrbio da alimentação, alterações genéticas e estilo de vida.

Sobre esse último item, ela chama a atenção ao componente comportamental. “É determinante que a criança e o adolescente sejam estimulados a aderir a outros tipos de brincadeiras, passando menos tempo na frente da televisão, do game eletrônico e computadores. Para muitas famílias, há uma dificuldade de ingressar num novo estilo de vida, inclusive pelo medo de permitir que os filhos brinquem na rua devido à falta de segurança”.

Graciely Navarros lembra ainda a influência dos hábitos alimentares diante do maior apelo comercial pelos produtos ricos em carboidratos simples, gorduras e calorias, sempre à mão nas prateleiras dos supermercados, e a armadilha de refeições com preparações ricas em gorduras e calorias. Facilidade aparente que se traduz em quilos a mais, e saúde, a menos.

Os cuidados com a alimentação devem começar cedo e os pais são quem primeiramente exercem responsabilidade sobre a alimentação das crianças. Por isso, a especialista reforça os cuidados desde a primeira alimentação. “Na primeira infância, recomenda-se que os pais forneçam às crianças refeições e lanches saudáveis, balanceados, com nutrientes adequados. Além disso, que os pais também tenham uma alimentação de qualidade, pois são espelho para seus filhos. Como estimular a criança a ingerir frutas e verduras se os pais não ingerem?”, questiona.

Para quem já enfrenta a obesidade na infância, a aceitação da família de que a doença existe e o início do tratamento são primordiais. Por isso, os pais são os primeiros a serem orientados. “No primeiro momento, oriento aos pais a retirar da alimentação do dia a dia alimentos ricos em gorduras como lanches, salgadinhos, frituras, assim como balas e chicletes, refrigerante, doces em geral e alimentos com alto teor de sódio como hambúrguer, salsicha, empanados de frango, lasanhas congeladas e macarrão instantâneo. Isso pode parecer severo, mas são medidas necessárias para combater a doença”.

À mesa - O resgate da tradição à mesa é outra receita importante na luta contra a obesidade. O velho hábito de almoçar e jantar com a família reunida, sem distrações como a TV ligada, é uma dica da nutricionista. “Resgatar o hábito de sentar-se à mesa para se alimentar, de reunir a família para saber como foi o dia de cada um deles, como foi a escola, torna esse momento não só um momento de satisfazer a fome, mas um momento prazeroso, de reforçar os laços familiares”, aconselha a profissional.

 





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