02 de Julho de 2020,

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Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 16h:25 | Atualizado:

ACUSADO DE AGRESSÃO

Comissão Nacional pede suspensão do presidente da OAB-MT e exclusão do registro profissional

Entidade alega que Leonardo Campos não tem condições morais de seguir na profissão


Da Redação

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Em nota divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Leonardo Campos, revelou que sofreu um pedido de suspensão preventiva por 90 dias e exclusão dos quadros da entidade em decorrência da acusação de ter agredido sua eposa, a advogada Luciana Póvoas, na última quarta-feira. A Comissão Nacional da Mulher Advogada alega que "Léo Capataz" não tem condições morais de seguir no comando da Ordem.

Em desabafo, Leonardo Campos diz que tomou conhecimento do parecer hoje. "Quanto a isso, fica meu profundo sentimento de injustiça! Primeiro porque a comissão nacional sequer se dignou a me ouvir, não promoveu uma diligência sequer, mas apenas pediu, sumária e prontamente, minha exclusão dos quadros da OAB pela prática contestada de uma injúria. Segundo que o parecer citou reportagens diversas, como se elas fossem verdades absolutas, levando a efeito dentro da OAB aquilo que sempre repugnamos da porta para fora, os julgamentos sumários pela imprensa. O parecer ignorou diversos elementos que contrastam a alegação de violência de minha parte, sendo mais um libelo acusatório", afirma.

 

Além de questionar a posição da entidade, o presidente licenciado da OAB, alega que é inocente. "A última semana foi muito triste para mim, minha família, e, consequentemente para a OAB/MT, que acabou sofrendo uma série de ataques por aqueles que desejam nos fragilizar. Uma discussão com minha esposa que acabou na delegacia se transformou para muitos a oportunidade de me julgar sumariamente, sem conhecer o que realmente se passa por aqui. Os fatos foram classificados na delegacia como injúria, sendo que posso afirmar e reafirmar que nunca existiu agressão física no seio da minha família", explica.

Na sexta-feira (29), Leonardo Campos protocolou um pedido de licença da presidência da OAB Seccional MT, pelo prazo de 30 dias. Segundo ele, a atitude foi tomada para que os fatos possam ser apurados com isenção. 

 

NOTA PÚBLICA

Meus amigos e irmãos Presidentes,

A última semana foi muito triste para mim, minha família, e, consequentemente para a OAB/MT, que acabou sofrendo uma série de ataques por aqueles que desejam nos fragilizar. Uma discussão com minha esposa que acabou na delegacia se transformou para muitos a oportunidade de me julgar sumariamente, sem conhecer o que realmente se passa por aqui. Os fatos foram classificados na delegacia como injúria, sendo que posso afirmar e reafirmar que nunca existiu agressão física no seio da minha família.

Ainda na delegacia, a minha esposa foi acompanhada pela Presidente do Conselho  Estadual de Direitos da Mulher, advogada Glaucia Amaral. Além dela, outras advogadas lá estiveram a meu pedido, para que Luciana não ficasse desamparada.

No decorrer do procedimento na delegacia, partiu de mim o pedido para que fosse requerido ao Judiciário, em favor da minha esposa, medidas protetivas, para que houvesse tranquilidade por parte dela e a certeza por parte de todos de que a investigação iria transcorrer com normalidade.

Além disso, protocolei na OAB/MT, tanto na diretoria, quanto na Comissão Estadual da Mulher Advogada, expedientes para apuração dos fatos e regular acompanhamento das providências, visando total transparência e averiguação, me submetendo aos meus pares. Da mesma forma o fiz  perante o CFOAB.

Ainda na sexta-feira protocolei na OAB/MT um pedido de licença da Presidência da Seccional, pelo prazo de 30 dias, o que me permitirá cuidar de esclarecer os fatos, bem como que haja uma apuração isenta e completa.

Faço esses esclarecimentos em respeito absoluto a esse colegiado, bem como a OAB.

Por outro lado, tomei conhecimento que está circulando um “parecer” da Comissão Nacional da Mulher Advogada pedindo minha suspensão preventiva e exclusão dos quadros da OAB. Segundo soube, o objetivo é ter a adesão das Comissões nas Seccionais, com as respectivas assinaturas. Quanto a isso, fica meu profundo sentimento de injustiça! Primeiro porque a comissão nacional sequer se dignou a me ouvir, não promoveu uma diligência sequer, mas apenas pediu, sumária e prontamente, minha exclusão dos quadros da OAB pela prática contestada de uma injúria. Segundo que o “parecer” citou reportagens diversas, como se elas fossem verdades absolutas, levando a efeito dentro da OAB aquilo que sempre repugnamos da porta para fora, os julgamentos sumários pela imprensa. O “parecer” ignorou diversos elementos que contrastam a alegação de violência de minha parte, sendo mais um libelo acusatório.

Enfim, a Comissão Nacional da Mulher Advogada, a pretexto de defender as importantes e imprescindíveis pautas feministas, olvidou-se de que o contraditório é o mais básico dos direitos, que não deve ser sonegado a absolutamente ninguém. É ele quem legitima todas as ações punitivas, desde a mais simples, à mais grave das condutas.

Como todos vocês, Presidentes de Seccionais e homens de caráter, sempre lutei e continuarei lutando para a erradicação da violência doméstica.

Estarei, ao menos nos próximos 30 dias, cuidando de mim e da minha família. Quero que tudo se esclareça o mais rápido possível e que esse momento de dor realmente passe.

Fraterno abraço,

Leonardo Campos.

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Comentários (6)

  • Lucio | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 19h10
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    Até quando viveremos em uma sociedade tão corporativista e machista? Esse Leo nem quando era cantor era humilde. Nos poupem comentaristas puxa sacos. Conhecemos inúmeros casos iguais ou piores mas a omissão é imperativa em todas as classes. Salva se quem tenha coragem. Isso sim.

  • Roberto | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 18h51
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    Pelo que percebi nos comentários, os ataques ao parecer da comissão são dos homens que concordam com a violência doméstica ou tem interesse em abafar o caso. É desagradável ter essa pauta envolvendo a OAB/MT, o mais grave é ver a VICE (que é MULHER) ficar quieta diante de tudo isso. Só terão voz se criarem coragem e lutarem por seus direitos.

  • Marcio | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 17h57
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    Quantos homens sofrem com o mesmo rigor excessivo e hipócrita, de ser condenado sem ser julgado. O próprio STF não disse que o processo só termina com trânsito em julgado? Até quando existirá rigor excessivo como essa lei Maria da Penha, em que não todas, obviamente, existem muitas mulheres corretas e de caráter que precisam dela. Mas de outras que não tem caráter e se utilizam de forma leviana e criminosa dessa lei, e que nunca são responsabilizadas mas causam sérios prejuízos a muitos homens, a justiça tem que servir para os dois lados. Lembremos dois casos, no Neymar, e de uma ex-paquita que se cortou. Uma advogada que se lançou numa árvore para acusar um policial de agressão mais foi filmada em Brasília. E assim vai.

  • Raimundo | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 17h16
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    A comissão tomou a mesma medida que a OAB tomava com outros advogados e candidatos a se inscrever na OAB, até porque 99% dos maridos agressores são inocentes.

  • Lovato | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 16h57
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    Aí já é oportunismo... O cara nem foi condenado a nada... Ja querem excluir ele da ordem?? Quanto sensacionalismo... Até pq seus atos não foram no exercício da função. Não sei se ele fez ou deixou de fazer, mas devemos ter bom senso e não misturar as coisas.

  • Amanda Duarte | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 16h56
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    Duvido que seja excluído. A não ser que venham à tona outros fatos.

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