Cidades Sábado, 22 de Junho de 2024, 20h:10 | Atualizado:

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IMPERIAL

Justiça desbloqueia 4 imóveis de "empresário" condenado por golpes dos carrões

Ele foi sentenciado a 18 anos de prisão, mas sem decretar perdimento de bens

DIEGO FREDERICI
Da Redação

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O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, determinou o desbloqueio de quatro imóveis de Wellington de Moura Sanches, o “Bandido da Hemorroida”, condenado a 18 anos de prisão por golpes na venda de carros em sites de negócios. De acordo com uma decisão da última segunda-feira (17), Wellington Sanches pediu o desbloqueio dos bens tendo em vista que a sua sentença condenatória não decretou o perdimento dos imóveis.

O processo revela que dos quatro bens, três se encontram em Tangará da Serra (245 Km de Cuiabá) - um terreno urbano, um imóvel residencial e uma propriedade rural num assentamento -, e um em Campo Novo do Parecis (398 Km da Capital), num residencial.

“Quanto aos bens imóveis objeto do requesto, tem-se que a sentença condenatória não decretou o perdimento dos mesmos, pelo que o levantamento do sequestro determinado nos autos é medida que se impõe”, determinou o magistrado.

Ele também pediu que as forças de segurança não promovam a destruição de itens apreendidos durante a operação “Imperial” - que revelou o esquema de golpes utilizando plataformas online de vendas como OLX e Facebook. Conforme Wellington Sanches, um dos objetos (não especificado na decisão) teria “valor sentimental”.

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, por sua vez, orientou o condenado a ingressar com um recurso específico para ter o seu bem de volta. “Atinente ao pleito de restituição dos bens cuja destruição se determinou em sede de sentença, nos quais o postulante alega ser de caráter sentimental, cabe a impugnação pela via recursal adequada (apelação), uma vez que o decisum determinou o perdimento dos mesmos”, orientou o magistrado.

Entre os itens que tiveram sua destruição determinada na sentença que condenou Wellington Sanches estão “papéis, cadernos, aparelhos eletrônicos e seus acessórios que, pelo lapso temporal decorrido e natureza dos bens, certamente não apresentarão condições de uso ou valor econômico viável para realização de leilão judicial”.

No mês de agosto de 2023, o principal alvo da operação “Imperial” - que revelou uma quadrilha que movimentou R$ 2,6 milhões em golpes online de venda de carros em Cuiabá -, causou choque a integrantes da Polícia Judiciária Civil (PJC) e também do Poder Judiciário. O motivo? Ele ter sido beneficiado com a prisão domiciliar para fazer uma cirurgia de hemorroida.

Nos bastidores, membros da PJC e do Judiciário realizaram um debate travestido de "fofoca", sobre o benefício ter sido adequado ou não.





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Comentários (4)

  • JP

    Segunda-Feira, 24 de Junho de 2024, 08h23
  • Tem que destruir , queimar todos bens apreendidos que sejam derivados de crimes, tráfico de entorpecentes desvios de dinheiro públicos...igual fazem com crime contra o meio ambiente...
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  • Gustavo

    Domingo, 23 de Junho de 2024, 09h28
  • Ou seja o crime compensa ?
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  • José Carlos

    Domingo, 23 de Junho de 2024, 07h36
  • Esse judiciário é um orgulho da bandidagem. Mostrando cada dia mais que o crime compensa no Brasil.
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  • Jair costa

    Sábado, 22 de Junho de 2024, 22h45
  • Me dá vergonha morar num país corrupto desse
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