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Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2014, 08h:14 | Atualizado:

ENGEGLOBAL

Lentidão de empreiteira fará que COT´s fiquem prontos às vésperas da Copa

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 Obras de COT's precisam de turno extra para ficarem prontas até a Copa

Os Centros Oficiais de Treinamento (COTs) da Barra do Pari, em Várzea Grande, e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, correm o risco de não ficarem prontos a tempo da Copa do Mundo, em junho, caso a empreiteira responsável pela obra não implante mais um turno de trabalho e contrate mais trabalhadores. A constatação é do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/MT), Juares Samaniego, com base nas visitas realizadas pela equipe do Crea/MT aos locais.

Na manhã de ontem, membros da Fifa e da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) estiveram nas obras para fazer vistoria. Relatório do Crea/MT, apresentado aos deputados estaduais integrantes da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa no dia 18 de fevereiro, aponta que ao considerar o efetivo dos operários encontrados nas vistorias, a obra da Barra do Pari não ficará pronta a tempo.

A mesma situação é verificada no COT da UFMT. “Projetando-se no tempo a quantidade de tarefas para executar em função da equipe disposta, esta obra não deverá estar totalmente concluída até o mês de junho de 2014”, diz trecho do documento.

Contudo, o Crea/MT deve voltar a fazer fiscalização nos COTs após o carnaval. “Pelo que se encontrou e pelo andamento não fica pronto. Tem que aumentar a quantidade de pessoas na obra e aumentar o turno de trabalho”, apontou Samaniego.

Conforme dados do Tribunal de Contas do Estado, as duas obras ficaram R$ 2,7 milhões mais caras do que o projeto original, de acordo com um aditivo realizado em cada obra.O COT da UFMT teve a obra iniciada em 04 de março de 2013 e tinha previsão de entrega para 26 de dezembro.

Contudo, a Engeglobal Construções Ltda, que é de propriedade do empresário Robério Garcia, pediu mais 122 dias de prazo e a inauguração é prevista para 27 de abril de 2014. O valor inicial de R$ 15,8 milhões foi aditivado em mais R$ 1,4 milhão e o valor atual da obra é de R$ 17,3 milhões.

A empresa já recebeu R$ 5,7 milhões em medições, conforme o Tribunal de Contas do Estado, que faz o acompanhamento da obra pelo sistema Geo-obras. No COT da Barra do Pari, a obra passa de 130 dias de atraso.

Iniciada em 15 de outubro de 2012, o COT deveria estar pronto em 09 de outubro do ano passado. A Engeglobal pediu mais prazo e os valores também foram reajustados.

O projeto original previa gasto de R$ 25,5 milhões, em seguida houve aditivo de R$ 1,3 milhão e a obra saltou para R$ 26,8 milhões. A empreiteira já recebeu R$ 11,7 milhões pelos trabalhos executados.

Ainda não há gramado em nenhuma delas e o mesmo será fornecido pela mesma empresa que implantou na Arena Pantanal. Ainda estão sendo desenvolvidas as estruturas de concreto.

Um dos engenheiros disse que não poderia falar sem o aval da Secopa. Mas ele confirmou que, dificilmente, os prazos dado pela empresa vão ser cumpridos. “É mais provável que fique pronto final de maio, início de junho. O importante é que fiquem prontos antes da Copa do Mundo. Esta é a nossa preocupação. As chuvas atrapalham o andamento da obra”, explicou, sem se identificar.

OUTRO LADO

O superintendente de Infraestrutura da Secopa, André Ferreira, garantiu que a obra dos 2 COTs vão ficar prontas. Ele explicou que os atrasos ocorreram pela falta de mão de obra, readequação do espaço, falta de material como aço e concreto, com muitos empreendimentos em execução ao mesmo tempo.

Ferreira disse que a obras estão dentro do cronograma e até o final de abril ambas devem ser inauguradas. “Mostramos para o pessoal da Fifa de que a obra cumpre os prazos e estão nas etapas esperadas. A obra vai ser entregue antes da Copa”, assegurou.

O superintendente concorda com o Crea sobre a necessidade de aumentar o pessoal e o turno de trabalho. André Ferreira disse que a empreiteira realiza a execução da obra simultaneamente.

Uma equipe cuida da implantação do gramado, outra da execução da parte de concreto, outra faz a estrutura metálica, rede de energia, instalações hidrossanitárias. “Quando chegar a fase do acabamento será necessário contratar mais pessoas e iniciar a jornada extra. Um grupo entra mais cedo e sai às 16h e outra equipe trabalhará até às 22h, 23h, para a obra andar mais rápido”.

O número de pessoas empregadas também cresceu de forma gradativa. Em novembro havia 80 funcionários no canteiro de obras do COT do Pari, depois subiu para 110 em dezembro, 140 em janeiro e em fevereiro há 220 e outros 190 no COT da UFMT. “Temos iluminação e todas as condições de aumentar o número de trabalhadores, mas ainda não chegamos a essa fase. Se colocar mais gente agora vai mais atrapalhar do que ajudar”.

André disse que embora o TCE faça o acompanhamento das obras por meio do sistema Geo-obras, há uma defasagem ao se basear o andamento da obra com base na execução financeira. “A estrutura metálica, por exemplo, já está pronta, só que ela não foi executada no canteiro de obras, mas na sede da Bimetal.

Ela deve ser montada na próxima semana. Aí a aparência de que a obra ‘andou’ vai ser maior e a execução financeira vai disparar”. Ele ainda argumentou que os aditivos que deixaram as obras quase R$ 3 milhões mais caras são devido à terraplanagem nas áreas dos COTs. Na unidade do Pari houve a necessidade de uma remoção maior de terra do que estava previsto em projeto e na UFMT a água do córrego do Barbado minou na área e teve a necessidade de fazer drenagem e canalizar a água de volta ao córrego.

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Comentários (1)

  • domicio | Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2014, 18h40
    0
    0

    faz mais aditivos para eles

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