25 de Maio de 2020,

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Terça-Feira, 07 de Abril de 2020, 02h:38 | Atualizado:

MT recebe 3 mil comprimidos de cloroquina

O secretário de Saúde do estado, Giberto Figueiredo, anunciou, em entrevista, nesta segunda-feira (6), que Mato Grosso já recebeu três mil comprimidos de cloroquina e que aguarda orientação do Ministério da Saúde para que o medicamento seja usado em pacientes infectados com o novo coronavírus.

O uso do medicamento não é recomendado para casos leves de Covid-19 tratados fora do ambiente hospitalar, por risco de efeitos colaterais. Embora seja testada no combate ao coronavírus, a cloroquina costuma tratar doenças como malária e lúpus.

O Ministério da Saúde começou a distribuir o medicamento aos estados no fim do mês de março. Em todo o país, já foram distribuídos 3,4 milhões de comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina para uso em pacientes com formas graves da Covid-19.

Em Mato Grosso, segundo o secretário, os medicamentos recebidos serão encaminhados, nas próximas semanas, aos hospitais referência em tratamento de pacientes com coronavírus. “Todos esses comprimidos serão distribuídos aos hospitais referência, mas ainda devem aguardar os protocolos da Ministério da Saúde’, explicou Gilberto.

Por ser uma doença nova, ainda não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia do medicamento para casos de coronavírus. No entanto, há estudos promissores que demonstram o benefício do uso em pacientes graves.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, no dia 20 de março, enquadrar a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial para evitar que pessoas que não precisam do medicamento provoquem o desabastecimento do mercado. Dois dias depois, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês e que aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

O Ministério da Saúde validou o medicamento e autorizou seu uso, em caráter experimental, apenas para pacientes em estado grave. O pico da doença, segundo Gilberto Figueiredo, deve ocorrer entre a primeira quinzena deste mês e o início de maio. Nesse período, as ações de prevenção e combate devem ser reforçadas no estado.

Até a manhã desta segunda-feira, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), foram confirmados 60 casos do novo coronavírus em Mato Grosso, além de um óbito, registrado no dia 3 deste mês.

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