13 de Dezembro de 2019,

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Sábado, 16 de Novembro de 2019, 10h:52 | Atualizado:

ABSURDO

Mulher espera cirurgia há 4 anos


Gazeta Digital

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Enfrentado fortes dores por conta de um desgaste no fêmur e uma artrose nos quadris que a ex-servidora estadual Maria Batista Cardoso, 51, aguarda uma cirurgia na rede pública há 4 anos.

Maria relata que o sofrimento afeta sua mobilidade e tarefas simples do seu dia a dia. “Eu não aguento limpar casa, eu não ando distâncias muito longe porque não suporto. Não aguento ficar muito em pé, não aguento ficar muito tempo sentada”, desabafa.

O problema foi diagnosticado em 2015 quando Maria trabalhava como zeladora em uma escola do Estado. Devido às limitações da doença, teve que deixar o emprego e recorrer à aposentadoria.

A cirurgia seria realizada em 2016 pelo Hospital Municipal São Benedito, contudo, dependia de documentos para compra de próteses importadas que deveria ser cedida pelo Estado, o que não aconteceu.

“Eu fiquei aguardando e já no inicio de 2017 me informaram que o Estado não liberou a cópia (dos documentos) e não conseguiu comprar a prótese”, conta.

Em 2018, o caso foi transferido para o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. Contudo, devido a demora nos procedimentos, Maria precisou refazer os exames pré-operatórios com a promessa que a cirurgia fosse realizada no fim do ano.

“Eu fiz todos os exames no Metropolitano, pediram risco cirúrgico, eu fiz tudo. Eu já tinha feito pelo São Benedito. Ai eles me disseram que até o final do ano a gente chama a senhora para fazer a cirurgia e até agora nada”, comenta.

Este ano a unidade hospitalar solicitou os exames novamente, pela segunda vez. Atualmente Maria mora em Chapada dos Guimarães (a 69 km de Cuiabá) e em outubro esteve em Cuiabá para verificar se já seria operada, contudo, as notícias não foram nada animadoras.

“Eles falaram que ‘está tudo pronto e até o inicio do mês a gente quer ver se consegue operar a senhora’ mas ai eu descobri que o centro cirúrgico de lá está em reforma”, comenta.

Maria relata que o processo operatório envolve a colocação de próteses nas duas pernas, cada acessório custa em média R$ 80 mil se for importada e R$ 40 mil se for nacional. Fator, que aposentada seria o motivo principal da demora. “Hoje eu entendo que eles me seguraram muito para eu atingir uma idade e colocar a prótese nacional, então fica uma sacanagem muito grande”, finaliza indignada.

Outro lado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que o referido procedimento cirúrgico da paciente B.C.A.S. deve ser agendado após a readequação estrutural do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, prevista para ser concluída em até 40 dias.

A SES-MT explica que, durante o procedimento, será utilizada a prótese nacional por indicação médica. A Secretaria pontua ainda que o resultado obtido com a cirurgia será o mesmo da prótese importada de outro país.

 

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