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Quinta-Feira, 13 de Junho de 2019, 17h:30 | Atualizado:

TRÂNSITO COMPLICADO

Professores "fecham" ponte entre Cuiabá e VG


Da Redação

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Professores e servidores da rede de ensino público em greve há 17 dias realizaram manifestação pública durante a tarde desta quinta-feira (13). Partindo da altura da Ponte Velha, no lado de Várzea Grande, cerca de 600 pessoas caminharam com carro de som até a Praça do Porto. Lá, interditaram a ponte. O trânsito no local continuava travado até o fechamento desta matéria.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira, o governador Mauro Mendes (DEM) impõe retrocesso e opressão aos servidores públicos. “A única coisa capaz de terminar com a greve no Estado não são as ameaças dele, mas o atendimento às pautas legítimas dos trabalhadores”, disse em discurso.

A categoria alega que Mauro Mendes não apresentou nenhuma contraproposta para substituir a exigência dos pagamento dos 7,68% relativos à lei de dobra do poder de compra (Lei 510/2013) e ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) nos termos em que foram acordados com o antigo gestor em 2018.

O recado enviado ao chefe do Executivo era claro no sentido de aumentar ainda mais a mobilização enquanto não forem apresentados argumentos ou soluções para as demandas, que incluem também melhoria na infraestrutura das escolas e aparelhamento pedagógico, contratação dos aprovados em concurso público, entre outros pedidos. Para o Sintep, a situação em 400 escolas estaduais mato-grossenses excede à emergência porque estão “totalmente sem condições” de uso. O governo anunciou recentemente o aporte de R$ 30 milhões em caráter emergencial para a questão. Entretanto, também avisou que vai seguir entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e por isso cortar o ponto e descontar todos os dias não trabalhados durante o período de greve.

“Temos que nos mobilizar cada vez mais e não aceitar o estelionato eleitoral, porque durante as eleições Mauro Mendes veio com outras propostas e agora mudou completamente o que havia prometido”, afirmou Valdeir Pereira no início da fala ao público presente.

O sindicalista nega o constantemente divulgado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a comunicação do governo, de que a greve tem baixa adesão e concentrada somente na capital e baixada cuiabana, pois ninguém teria parado no interior. Nas palavras dele, “falácia”, lembrando a paralisação geral convocada para esta sexta-feira (14). “É uma tentativa de minar o movimento, que tem um elemento novo [a paralisação geral e as ameaças de adesão por parte dos servidores do Meio Ambiente e Saúde]”, continuou, afirmando que as aulas não retornarão enquanto não forem atendidos.

Judicialmente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu liminar ao governo proibindo que o Sintep impeça a entrada de professores e ou alunos nas escolas da rede estadual, além da realização de piquetes e discursos nas unidades. A decisão é da desembargadora Marilsen Andrade Addario, que instituiu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

TRÂNSITO

Motoristas que passavam pelo local reclamaram do que consideraram transtorno no tráfego, pois a manifestação teve início no começo desta tarde e justamente numa região de grande fluxo de carros, caminhões, ônibus e pedestres. “Podiam fazer isso na UFMT ou num sábado ou domingo, já é difícil o suficiente passar por este pedaço”, reclamou um motorista de aplicativo que pediu para não ser identificado via WhatsApp.

 

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Comentários (2)

  • Paolo | Quinta-Feira, 13 de Junho de 2019, 18h35
    5
    3

    CONTINUE CORTANDO PONTO DESSE BANDO DE PeTIstas VAGABUNDOS QUE EM NADA AGREGAM COM ESSA PALHAÇADA.

  • JORGE PINTO BOTELHO | Quinta-Feira, 13 de Junho de 2019, 18h11
    5
    2

    A unica coisa que este bando de vagaba quer é meter a mão no dinheiro alheio.

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