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Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 10h:53 | Atualizado:

ANIVERSÁRIO

Várzea Grande completa 152 anos

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Segundo maior município de Mato Grosso em número de habitantes e com 3º maior PIB, Várzea Grande completa 152 anos nesta quarta-feira (15). A cidade que está colada em Cuiabá, separada apenas pelo Rio Cuiabá, tem população estimada de 282.009 pessoas, segundo estimativa divulgada em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pela proximidade com a capital, Várzea Grande possui cultura e costumes semelhantes e também nasceu da exploração do ouro, no século XVII.

A área onde atualmente é a Cidade Industrial, como é chamada, foi doada aos índios Guanás em 1832, por ato do Governo imperial, segundo consta no livro 'Várzea Grande: História e Tradição', do historiador e professor José Wilson Tavares.

Era chamada de Várzea Grande dos Índios Guanás, que eram tinham contato com os brancos e alguns faziam acordos comerciais com bandeirantes paulistas e moradores da Vila do Cuiabá.

No entanto, essa doação das terras aos indígenas é questionável, segundo o historiador, já que os portugueses e paulistas no início da Marcha para o Oeste, como era chamada a aventura dos bandeirantes, tinham interesse em aprisionar indígenas para o trabalho forçado em São Paulo. A mão de obra indígena era mais barata que a dos negros.

Com o fim dos conflitos da Guerra do Paraguai, que durou seis anos - entre dezembro de 1864 e 1870 -, pessoas de várias partes, especialmente de Nossa Senhora do Livramento fixaram residência no pequeno povoado em ascensão. Surgiram então os primeiros comerciantes, aumentando o pequeno núcleo populacional.

Marcando a sua estratégia de posição de passagem e caminho que leva ao interior da província, em 1874, inaugura-se a primeira balsa, e iniciando à travessia entre Cuiabá e Várzea Grande, o que permitiu transportes de volumes e mercadorias daquele entreposto comercial para a capital – a balsa fez história.

De povoado à paróquia

A primeira igreja foi a de Nossa Senhora da Guia. Sua construção foi devida a um movimento histórico, liderado por Elesbão Pinto e depois por Sebastião dos Anjos. A obra foi concluída no ano de 1892.

Uma lei provincial de 1886 elevou o povoado de Várzea Grande à categoria de Paróquia. Em 1899, a Paróquia já contava com cartório, subdelegacia de polícia, duas escolas pequenas e uma urna para uso dos eleitores.

A Revolução de 1930 determinou significativas mudanças no sistema político e social de Várzea Grande. Em 1942, o interventor Júlio Müller inaugurou a ponte de concreto, unindo Várzea Grande a Cuiabá, e dotou o terceiro distrito de energia elétrica, consolidando seu crescimento.

Várzea Grande foi fundada em 1867, mas uma lei estadual de 23 de setembro de 1948, de autoria do então deputado Licínio Monteiro, criou o Município de Várzea Grande, com território desmembrado do município de Cuiabá. O primeiro prefeito municipal nomeado foi o major Gonçalo Romão de Figueiredo.

No período da emancipação de Várzea Grande, quem governava Mato Grosso era Arnaldo Estevão de Figueiredo, que se notabilizou como grande incentivador da política migratória e de expansão em Mato Grosso.

O historiador afirma que a "Várzea do Boiadeiro" sempre mostrou vocação para ser cidade de grande porte, e parecia haver nos primeiros moradores uma exagerada autoconfiança em relação ao futuro da pequena vila, que viria transformar-se na cidade industrial de Mato Grosso.

Vocação industrial

A vocação industrial ganhou notável impulso. Inúmeras doações de áreas, incentivos fiscais de toda natureza, infraestrutura adequada permitiram a atração de grandes grupos financeiros.

Disseminou-se a industrialização, a Alameda Júlio Müller, antigo caminho de pescadores, ganhou ares de distrito industrial, instalou-se ali a empresa Sadia Oeste, grande geradora de divisas e empregos.

Nas proximidades cresceu o grande bairro Cristo Rei, o maior de Várzea Grande e celeiro da mão-de-obra local. A explosão da industrialização, ocorrida em quase todos os quadrantes do município estimulou o comércio, que ferve em toda a extensão da Avenida Couto Magalhães.

 

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Comentários (2)

  • Fulano | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 14h06
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    Certa palavras juca, VG e um lixão a céu aberto.

  • Juca Peva | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 12h19
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    O lugar sem futuro, culpa dessa família de políticos que mandam nessa latrina. Batem no cocho e os pau mandado respondem, nunca vai sair da merda.

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