03 de Abril de 2020,

Cultura

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Terça-Feira, 10 de Fevereiro de 2015, 17h:33 | Atualizado:

Exposição reúne três décadas de artes visuais em Mato Grosso

Quem vive em Mato Grosso vai reconhecer a geografia sensível do interior do Brasil dimensionada nas telas, bem como as faces de sua miscigenação e as cores quentes em profusão. Marcas das produções audiovisuais de nosso Estado, estes elementos pautam a mais nova mostra do Museu de Arte de Mato Grosso. A partir desta quinta-feira (12), o público é convidado a incursionar por três décadas de produção artística. A abertura da exposição será às 9 horas.

Já que a pintura é considerada uma das manifestações que melhor revelaram a força expressiva de Mato Grosso, a mostra titulada “Três décadas de artes visuais mato-grossenses” se configura como uma viagem pela história da arte contemporânea. A crítica de arte e animadora cultural, Aline Figueiredo, prega que é na segunda metade do século 20 que ela começa a se desenvolver. E é daí que parte a incursão.

Toda a construção da identidade artística foi baseada em plataformas diversas, bem como a valorização da cultura popular, valorização do indigenismo e das cenas iconográficas. Uma das responsáveis por este movimento, Aline é norteadora de grande parte da produção visual com que o patrimônio cultural de Mato Grosso pode contar.

As características singulares da pintura e escultura regional vêm do projeto da criação de um movimento artístico e uma vontade crescente de descentralizar o circuito da arte brasileira para o interior brasileiro, realçado na década de 70. Artistas como Adir Sodré, Gervane de Paula, Alcides dos Santos e Nilson Pimenta, dentre outros que integram a exposição, são nomes expressivos e resultados proeminentes desta animação, como consta no livro “Arte Aqui é Mato”, de Aline.

O acervo da exposição conta com mais de 50 obras dentre telas e esculturas que nasceram desse movimento e despontaram nos salões Jovem Arte. As obras que integram a mostra são oriundas de várias edições do salão, além da Pinacoteca do Estado.

Dado o ano de produção de algumas obras e a ação do tempo, muitas precisam de restauração, como afirma a diretora executiva do museu, Viviene Lozi. “Depois de uma seleção feita por estudiosos e críticos de arte em 2009, logo se deu início à catalogação das obras do acervo da Secretaria de Cultura. Vinte obras que estarão nessa exposição foram esticadas novamente em novos bastidores, troca de molduras e receberam tratamento especial de higienização no que diz respeito à sua reconstrução. Como esculturas e telas, passaram por restauração, contamos com ainda com apoio técnico da Casa das Molduras e o Ateliê de Restauração Fragmentos, destaca”.

Dentre os artistas de quatro gerações das artes plásticas do Estado, constam  obras de Ignêz Corrêa da Costa (primeira mulher mato-grossense a ganhar a visibilidade no circuito das artes em perspectiva nacional), Dalva de Barros, João Sebastião, Humberto Espíndola e Clóvis Irigaray, entre outros.

Os visitantes também vão conferir vídeo da crítica de Arte Aline Figueiredo contanto a história do Salão Jovem Arte e a evolução das artes plásticas em Mato Grosso, uma produção de jornalista Protásio de Morais e o Museu. Também serão expostos catálogos de várias edições dos salões Jovem Arte.

No percurso expositivo foi planejado também, duas salas interativas que foram pensadas para atividades educativas da exposição, espaços em que o público poderá soltar a imaginação e a criatividade.  O Museu de Arte é administrado via contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, por meio da Associação Casa de Guimarães.

 

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