Cultura Segunda-Feira, 08 de Abril de 2019, 12h:35 | Atualizado:

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Símbolos cívicos que retratam a história de Cuiabá são relembrados

 

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Bandeira, Brasão e Hino são 3 dos principais símbolos cívicos que retratam a história e as características de cada município e do país. São representações expressivas da imagem das comunidades, insígnias que representam a identidade, a evolução política, administrativa e econômica, costumes, tradições, arte e religião.

O professor, artista plástico e escritor cuiabano, Anibal Alencastro, ressalta que em Cuiabá, essas manifestações gráficas e musical, ao passo que derivam da sua cultura, destacam cores, figuras, e formas que nos levam a identificar a natureza, riquezas, hospitalidade e orgulho dos que por aqui nascem ou chegam de todas as partes. 

Ele lembra que o Hino de Cuiabá, oficializado pela Lei N.º 633, de 10 de abril de 1962, foi escrito pelo professor Esequiel P. R. Siqueira e a música composta por Luiz Cândido da Silva. A canção provoca o sentimento patriótico de orgulho e pertencimento, com destaque para as cores incomparáveis do céu ao amanhecer, das belezas naturais, da riqueza do ouro e da fé inabalável do seu povo. 

“Eu conheci o maestro Luiz Cândido, que era militar, sargento do 16º Batalhão e comandou por muitos anos as bandas do  Exército e Municipal. Além de se dedicar à carreira militar, ele trabalhou muito pela arte, pela música”, afirma Alencastro, destacando ainda a singeleza dos versos presentes no hino.

Dez anos depois, o símbolo cívico cuiabano a ser criado foi a bandeira do município (Lei número 1.279 de 18 de agosto de 1972, de autoria do vereador Evaldo de Barros). O documento estabelecia em seu artigo segundo que a prefeitura realizaria um concurso público para a escolha do desenho da flâmula. “Eu cheguei a participar do certame, com minha sugestão de desenho, da forma que eu via a cidade”. 

A vitória foi de Nilton Benedito de Santana, que contou com o apoio do jornalista Pedro Rocha Jucá. A bandeira teve sua forma reconhecida e oficializada pelo prefeito José Villanova Torres, por meio do Decreto nº 241, de 29 de dezembro do mesmo ano. 

As características da bandeira são um retângulo verde e branco, em primeiro plano, com as bordaduras ou círculo na cor amarelo ouro, com a inscrição em letras vermelhas Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá - 1719, ao centro o marco estereotipado na cor verde, representando o Centro Geográfico da América do Sul. Logo abaixo, geometricamente triangulado, os vértices do marco representando um monte de ouro, símbolo da riqueza mineral. 

Considerado um homem muito inteligente, Santana era um desenhista bastante requisitado por engenheiros e arquitetos cuiabanos e ter criado a bandeira era o seu maior orgulho. 

Historiador e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (HGMT), João Carlos Vicente Ferreira, explica que o Brasão de Armas de Cuiabá é um dos 19 mais antigos do brasonário brasileiro e foi criado em Lisboa, entre 1726 e 1727, quando o Arraial do Cuiabá, que à época integrava a capitania de São Paulo, foi elevado à categoria de Vila, sob a denominação de Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá. “A palavra vila é equivalente a município e significava a ascensão do local”. 

De acordo com as orientações da Coroa Portuguesa, seria o mesmo representado por um escudo dentro de um campo verde e nele um morro ou monte todo salpicado com folhetos e gravetos de ouro. Em cima do escudo, uma fênix. 

Com relação aos significados, Ferreira ilustra que o campo verde, bastante alongado, representa a fertilidade do solo, assim como remete à distância que a novel Vila se colocava com relação ao litoral. O morrete de ouro significa a vocação primeira da região, a mineração aurífera. Sobre essa referência, o professor Anibal lembra que “é também uma alusão à região considerada mais abundante em ouro de Cuiabá, descoberta por acaso por Miguel Sutil, o Morro do Rosário”, complementa. “A fênix, símbolo da infinitude, consagrava os propósitos da Coroa portuguesa em efetivar, para sempre, sua presença na máxima fronteira oeste colonial”. Isso porque, à época, ainda se encontrava em vigor o Tratado de Tordesilhas, finaliza Ferreira.

 





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